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04
maio

25 de abril e Autonomia

Escrito por  Jorge Costa Pereira
Publicado em Costa Pereira
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1. Se para Portugal, como País, comemorar abril é celebrar a Liberdade e a Democracia, com todas as consequências positivas que tal implica, para os Açores junta-se a estas o advento da nossa Autonomia, um regime político-administrativo que nos permitiu trilhar caminhos de progresso e de desenvolvimento, que marcaram uma clara e significativa rutura com um passado de abandono, esquecimento e submissão ao centralismo de Lisboa.
A Autonomia dos Açores e da Madeira é filha do 25 de Abril! No nosso caso, assumiu-se como um projeto inovador, que pensa os Açores como uma Região única, composta de nove ilhas, com idênticas aspirações e direito ao desenvolvimento integral e harmonioso. Por isso, foi uma experiência de sucesso, bem-recebida e apoiada pela esmagadora maioria dos Açorianos.
2. Infelizmente, nas últimas décadas, a prática governativa tem vindo a abandonar, progressiva e inexoravelmente tal projeto mobilizador, unificador e integrador das nove ilhas dos Açores, e tem aprofundado as divergências de crescimento e de oportunidade de desenvolvimento entre as várias ilhas, criando entre elas um fosso cada vez mais visível.
Também por isso, a confiança na nossa Autonomia vem esmorecendo, traduzindo-se numa crescente e preocupante abstenção eleitoral que, em 2016, atingiu o vergonhoso recorde de quase 60%. Como já aqui escrevi, “no dia em que não formos capazes de conciliar a realidade ilha com a realidade regional, o crescimento rápido de uns com o direito ao crescimento dos outros, as realidades demográficas e estatísticas com a dimensão humana e social do desenvolvimento, nesse dia, poderemos encomendar o velório para esta Autonomia Regional, filha do 25 de Abril.”
3. É para onde caminhamos, hoje, nos Açores. Por muitas razões, mas também por falta de dimensão política e “de estado” de quem nos governa. Quando um Presidente do Governo, esquecendo todas as promessas que o seu partido e ele próprio fez, afirma, referindo-se à ampliação da pista do aeroporto da Horta, que “O Governo Regional não está disposto a pôr os Açorianos a pagar pelas omissões do Governo da República”; quando, um ano depois desta infelicidade, uma Secretária Regional vem ao Parlamento dos Açores repetir, perante os representantes de todas as ilhas, a mesma barbaridade, estamos bem elucidados no que se transformou esta Autonomia.
Já nem sequer interrogo estes governantes se não acham que é também missão da Autonomia (que todos os dias apregoam com palavras vãs) suprir as incompreensões e omissões de sucessivos governos da República, ajudando a viabilizar a concretização de algo que, pasme-se, os próprios dizem ser justo e necessário!
Atirar-nos, repetidamente, à cara, como o fazem estes governantes, de que não devem ser os Açorianos de oito ilhas a pagar a ampliação da pista do aeroporto da Horta, é o pior, o mais perigoso, o mais injusto e o mais falso dos argumentos.
Falso, porque, nestes tempos da Autonomia nos Açores, não faltam exemplos de investimento regional em áreas da competência da República. E sempre que isso foi feito (terrenos para a cadeia de Ponta Delgada; terrenos para a Radionaval, tirada ao Faial; construção dos polos da Universidade na Terceira e no Faial; ampliação da pista e da Aerogare dos aeroportos de Ponta Delgada e das Flores, etc., etc.) não ouvi ninguém dizer, que eram os Açorianos das outras ilhas que estavam a pagar esses investimentos da competência da República.
4. Esta justificação, para além de ser falsa, é o pior e o mais perigoso dos argumentos. Porque incita à inveja e à rivalidade entre ilhas. Ao divisionismo. Ao regresso aos tempos dos distritos e das ilhas de costas voltadas umas para as outras!
Não foi por acaso que o antigo Presidente da Assembleia Regional, o faialense Fernando Menezes, reconheceu, há menos de um ano, que “Já vi os Açores mais unidos!”
Quando são os próprios governantes dos Açores a recorrer a este tipo de argumentação, estamos bem esclarecidos sobre o rumo e o nível a que chegou esta Autonomia…
Não foi com uma Autonomia assim que os Açorianos, há quarenta e quatro anos, sonharam em abril… 


29.04.2018

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