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11
maio

Reflexões Crónicas - O Faial e a Periferia Açoriana

Escrito por  Tiago Simões Silva
Publicado em Tiago Silva
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Realiza-se na próxima semana a sétima edição do Colóquio “O Faial e a Periferia Açoriana nos séculos XV a XX”, que este ano decorrerá entre a cidade da Horta e a Vila das Velas. Esta iniciativa, promovida pelo Núcleo Cultural da Horta, acontece de quatro em quatro anos e tem como objectivo reflectir acerca das ilhas mais periféricas do arquipélago, sobretudo no âmbito histórico. Surgiu da necessidade de aprofundar estudos acerca da História do Faial e das ilhas mais pequenas, assim como a sua relação entre si, mas foi-se afirmando ao longo dos anos como um espaço privilegiado de discussão e de apresentação de trabalhos académicos. Estão publicadas as actas de todas as seis edições anteriores, que são, a par do Boletim do Núcleo Cultural da Horta, o grande repositório de muito do que se tem estudado e escrito acerca do Faial nos últimos, assim como de muitas das outras.
A edição deste ano contará com a presença de cerca de quatro dezenas de investigadores, provenientes de várias instituições nacionais e estrangeiras, que se reunirão durante quatro dias para apresentar os seus trabalhos mais recentes. O tema deste ano é “Assistência e Caridade nos 475 anos da Misericórdia de Velas”, mas, como é hábito, haverá apresentações sobre os mais variados assuntos. Apesar de este ser um encontro científico, é aberto à comunidade e pretende também aproximá-la da academia, pelo que todos somos convidados a participar. Deixamos, por isso, referência a alguns dos títulos que poderão ser alvo de mais interesse ou curiosidade entre nós. João Paulo Oliveira e Costa fará uma comunicação sobre Beatriz de Macedo, a mulher do flamengo Josse van Hurtere, primeiro capitão-do-donatário do Faial e do Pico e impulsionador do povoamento desta ilha (que perfaz 550 anos em 2018). Foi também este casal que fundou a primitiva Ermida de Santa Cruz, percursora da actual Igreja das Angústias, onde no ano passado decorreu a primeira escavação arqueológica em terra na nossa ilha. Os achados encontrados durante essa campanha serão apresentados ao público em duas comunicações: “Estudo do espólio antropológico recolhido durante a campanha arqueológica realizada no adro da igreja de Nossa Senhora das Angústias” e “O adro de Nossa Senhora das Angústias (Horta): resultados da campanha arqueológica de 2017”, respectivamente da autoria de Marla Silva e João Gonçalves Araújo. Marco Oliveira Borges falará sobre “O ataque do Conde de Cumberland à ilha do Faial (1589): uma revisitação histórica à luz de três fontes distintas”, recordando o ataque do corsário inglês que, entre outras coisas, incendiou várias igrejas no Faial. Mas também nesta ilha nasceu, pelo menos, um corsário: José Cardoso, que depois de ser cativo em Argel se dedicou ao corso, o qual será o objecto de estudo de Edite Alberto. Entrando em questões mais específicas, Conceição Castro Ramos apresentará “Notas históricas sobre o Colégio de Santo António da Horta”, João Vieira Caldas lançará “Um olhar Arquitectónico sobre a Casa do Pilar, na periferia da Horta” e Vítor Bonifácio falará sobre “A instalação do cabo telegráfico dos Açores em 1893 – a visão do técnico”. Já Fernanda Guedes de Campos debruçar-se-á sobre a antiga “livraria” (biblioteca) do Convento do Carmo, com base num inventário até agora inédito. A conferência de encerramento, a cargo de Marta Lobo, intitula-se “A actualidade das Misericórdias: balanço de mais de 500 Anos de bem-fazer” (e aproveitamos para relembrar que também a Santa Casa da Misericórdia da Horta, apesar de não se saber a data exacta da sua fundação, está certamente por esta altura a atingir os cinco séculos de existência).
Esperemos que esta seja mais uma produtiva edição deste colóquio, mas também que possa atrair e envolver a comunidade local e aproximá-la do meio académico, ainda muito distante da sociedade.

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Em defesa da Língua Portuguesa, o autor deste texto não adopta o "Acordo Ortográfico" de 1990, devido a este ser inconsistente, incoerente e inconstitucional (para além de comprovadamente promover a iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral).

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