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11
maio

Dia da Região: há razões para celebrar?

Escrito por  Carlos Ferreira
Publicado em Carlos Ferreira
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Na Segunda-Feira do Espírito Santo, que este ano se comemora a 21 de maio, assinalamos o Dia da Região.
A escolha desta data, conforme defendi anteriormente, constitui na minha opinião uma feliz conjugação da comemoração da autonomia política e administrativa dos Açores, com a celebração da Fé no Espírito Santo, matriz agregadora do povo destas ilhas e pedra nuclear de uma identidade social e cultural que nos distingue e caracteriza enquanto povo, quer vivamos nos Açores, nas comunidades emigrantes dos Estados Unidos da América ou do Canadá, ou em qualquer outra parte do mundo.
As cerimónias oficiais decorrerão este ano na ilha do Pico, contando com os habituais – e naturais – discursos de análise do estado da Região, nuns casos mais direcionados para os sucessos alcançados, independentemente da situação social, e noutros casos mais direcionados para o que falta alcançar, para os erros cometidos e, espero, com as necessárias propostas para atingir os fins que todos desejamos.
Esta é a oportunidade, por excelência, para uma avaliação do nível de desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores, sobre o processo de construção da autonomia e sobre as opções tomadas nos anos mais recentes.
Com a autonomia, em alguns casos com especial intensidade nas primeiras décadas, foram construídos e/ou melhorados aeroportos, portos, hospitais e centros de saúde, estabelecimentos de ensino, infraestruturas de apoio a idosos, quartéis de bombeiros, infraestruturas rodoviárias e de outra natureza, que permitiram melhorar de forma significativa a vida dos açorianos. Na componente ambiental, por exemplo, independentemente de vários erros cometidos, tivemos a capacidade de preservar a beleza natural do arquipélago, o que nos permite agora afirmar a natureza e o ambiente como recursos primordiais para o futuro dos Açores.
O reconhecimento deste percurso, que do meu ponto de vista foi claramente positivo, é em si mesmo, uma justa homenagem a todos os obreiros que prestaram o seu contributo ao longo do caminho percorrido.
No entanto, é necessário trabalhar para assegurar a sustentabilidade das nove ilhas dos Açores.
Isto tem sido feito nos últimos anos? Na minha perspetiva, não.
As diferenças de dimensão geográfica e populacional das nove parcelas do arquipélago não podem justificar o abandono de qualquer uma delas. E na prática, o discurso de “não deixar ninguém para trás”, tem sido fortemente contrariado pela realidade. A verdade é que a maior parte das ilhas dos Açores – incluindo o Faial – estão a ficar para trás.
Ao longo dos últimos anos, assistimos a um afastamento dos níveis de desenvolvimento das diferentes ilhas, que não acontece por acaso, é fruto de uma política centralista da governação socialista da Região.
O caminho seguido nos últimos anos indica de forma clara que, sem o assumir publicamente, o partido no poder abandonou o princípio do desenvolvimento harmónico da região. Por isso, na análise da situação atual do arquipélago, há um aspeto que me parece evidente e que deverá ser colocado no centro do debate: o modelo de desenvolvimento dos Açores.
Esta matéria está intimamente associada a uma outra que, para mim, é muito mais importante do que a reflexão da classe política.
O que pensam as açorianas e açorianos sobre o estado da região?
Será que os cidadãos das diferentes ilhas dos Açores estão satisfeitos? Será que se revêem nas opções tomadas nos anos mais recentes?
Esta questão, à qual é prestada pouca importância, é vital para o futuro dos Açores. Quando as populações de várias ilhas do arquipélago apontam a falta de oportunidades nas suas ilhas e começam a questionar o nível de desenvolvimento proporcionado pelo atual regime autonómico, é a própria autonomia que começa a ficar em risco.
O Dia da Região deve ser assinalado, enquanto oportunidade de reforço da base agregadora do povo açoriano e de celebração da conquista da autonomia política e administrativa dos Açores. Mas tem que constituir também o momento para uma inversão do pensamento centralista dos últimos anos e para restituir à governação uma dimensão verdadeiramente regional.

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