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01
junho

Atividade agrícola nos Açores

Escrito por  Cláudia Ávila Gomes
Publicado em Cláudia Ávila Gomes
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A atividade agrícola e particularmente a agropecuária encontram-se muito visíveis na paisagem do arquipélago dos Açores. Segundo a Carta de Ocupação de Uso do Solo da Região as pastagens e os espaços agrícolas ocupam 56,42% do território, sendo que desta percentagem 42,28% são pastagens. Tem havido um esforço por parte das entidades governamentais para fomentar a diversificação dos usos agrícolas do solo, o que poderá trazer vantagens económicas aos agricultores mas também benefícios ecológicos à paisagem.
Uma agricultura diversificada é mais resiliente, uma vez que está menos dependente das flutuações de mercado de um conjunto diminuto de produtos. Uma determinada exploração agrícola poderá beneficiar da presença de diversas culturas agrícolas por se encontrar naturalmente menos sujeita a doenças e pragas que possam afetar toda a produção. Culturas agrícolas diferenciadas têm também exigências climáticas distintas, pelo que a exploração agrícola se encontrará mais adaptada a uma maior diversidade de condições climatéricas. A presença de um conjunto diversificado de culturas vai atrair também um conjunto mais abrangente de insetos polinizadores. Utilizando o conhecimento das consociações de culturas consegue-se uma atividade agrícola mais sustentável a amiga do ambiente, já que a utilização de produtos químicos será menor.
A agricultura biológica tem vindo a ganhar espaço no arquipélago e adeptos tanto entre os produtores como os consumidores, como pode ser constatado pela progressiva afirmação de eventos ligados ao tema e pela constituição de novas associações de produtores e consumidores. A Biofeira é uma feira de agricultura biológica que serve como espaço de encontro e partilha de conhecimento entre os produtores biológicos, que são já cerca de uma centena na Região. A sua quinta edição decorreu de 25 a 27 de Maio na Praia da Vitória. Também no Faial surgiu uma nova associação de produtores e consumidores de agricultura biológica, a Trybio, que tem demonstrado ser uma associação dinâmica e com uma visão abrangente daquilo que pode ser a agricultura biológica.
De facto, o desenvolvimento da agricultura biológica pode e deve estar intimamente associado a outros sectores de atividade como a transformação destes produtos agrícolas, o incentivo ao artesanato local e a dinamização cultural e das tradições de cada lugar. Fomentando-se a transformação dos produtos agrícolas biológicos e a sua comercialização em espaços próprios e mercados beneficia-se este setor de atividade em crescimento. Melhora-se também a saúde das populações, que poderão adquirir hortícolas e frutícolas livres de produtos químicos. A diminuição da utilização de fertilizantes químicos tem vantagens reconhecidas para a paisagem de entre as quais se pode destacar a diminuição da eutrofização das lagoas.
A associação da agricultura biológica ao artesanato e ao turismo é também possível. Num turismo que se pretende de qualidade a possibilidade de aquisição de produtos biológicos e de artesanato específico de cada lugar poderá ser um aspeto diferenciador do arquipélago e que servirá como cartão-de-visita sobre a qualidade da paisagem e do ambiente das ilhas. O facto de este ser um arquipélago livre de organismos geneticamente modificados e de diversos concelhos se terem já afirmado como livres de glifosato nos espaços públicos é uma mais-valia naquilo que pode ser a afirmação da agricultura biológica como aspeto diferenciador do arquipélago. Neste momento e até 12 de Junho encontra-se a decorrer uma consulta pública online sobre uma proposta de Estratégia para o Desenvolvimento da Agricultura Biológica e Plano de Ação para a Produção e Promoção de Produtos Biológicos na Região. A participação de todos os interessados nesta consulta pública é importante, sejam produtores ou consumidores. O fomento deste tipo de agricultura poderá melhorar grandemente a qualidade ecológica da paisagem e a sua diversidade.

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