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  • Algumas áreas protegidas dos Açores
13
julho

Algumas áreas protegidas dos Açores

Escrito por  Cláudia Ávila Gomes
Publicado em Cláudia Ávila Gomes
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As áreas protegidas açorianas foram criadas para preservar ecossistemas de reconhecido valor pela presença de fauna, flora ou habitats de elevada raridade e integridade ou então pela ocorrência de paisagens ou elementos geológicos singulares. As primeiras áreas protegidas criadas neste arquipélago foram a Caldeira do Faial e a Montanha do Pico em 1972. Desde então surgiram em todas as ilhas várias zonas terrestres e marinhas protegidas. A Rede Natura 2000 é uma rede de áreas protegidas da União Europeia constituída por áreas vocacionadas para a conservação de habitats e espécies selvagens. Resulta da implementação de duas diretivas comunitárias: a diretiva relativa à conservação das aves selvagens (Diretiva Aves), que cria as Zonas de Proteção Especial (ZPE) e a diretiva relativa à proteção de habitats e da flora e fauna selvagens (Diretiva Habitats) que criou os Sítios de Interesse Comunitário (SIC) mais tarde designados como Zonas Especiais de Conservação (ZEC). Existem, nos Açores, 15 ZPE e 23 ZEC.
Em termos de espécies, a Diretiva Aves protege, entre outras, o priolo (Pyrrhula murina), o pombo-torcaz-dos-Açores (Columba palumbus azorica) e o painho-de-Monteiro (Oceano-droma). A primeira é uma das duas espécies de aves endémicas dos Açores e uma das mais ameaçadas da Europa, que surge na zona da ZPE Pico da Vara / Ribeira do Guilherme. O restauro do seu habitat natural foi continuadamente concretizado ao longo de anos pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) com o apoio de fundos comunitários, com sucesso para o aumento da população destas aves. A segunda, uma subespécie endémica, encontrar-se-ia originalmente associada à presença de laurissilva mas atualmente encontra-se também em outros tipos de floresta. A outra espécie de ave endémica nos Açores é o painho-de-Monteiro (Oceanoodroma) que nidifica em falésias costeiras rochosas e ilhéus, existindo registos da sua nidificação nas ZPE Ilhéu da Praia e Ilhéu de Baixo, na Graciosa. Estas duas últimas ZPE são especialmente importantes para a avifauna do arquipélago uma vez que nelas nidificam raras espécies endémicas e diversas espécies migratórias. São também importantes pelo relevante trabalho de conservação da natureza e restauro de habitats que tem sido concretizado ao longo de décadas, tanto pelos Serviços do Ambiente como pela Universidade dos Açores e SPEA, com sucesso tanto para o aumento das populações de aves como para a conservação de espécies raras de vegetação endémica, como a vidália (Azorina vidalii). Estas duas ZPE e as outras que existem na proximidade da linha de costa são também particularmente importantes para a nidificação de aves marinhas migratórias como os cagarros (Calonectris borealis), os garajaus-comuns (Sterna hirundo) e os garajaus-rosados (Sterna dougallii). Tanto as populações de cagarros como as de garajaus existentes nos Açores são de grande relevância ao nível dos números mundiais. Existem ainda no arquipélago outras espécies de aves marinhas que apresentam populações muito frágeis e são consideradas vulneráveis, como o frulho (Puffinus balori).
Assim, as áreas de ZPE são uma das duas tipologias de áreas da Rede Natura 2000, sendo que este tipo de áreas se encontra preferencialmente vocacionado para a conservação das aves selvagens e dos seus habitats de nidificação, alimentação e repouso. As áreas de ZPE estão integradas dentro das áreas protegidas dos Parques Naturais de Ilha e por conseguinte na Rede de Áreas Protegidas dos Açores.

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