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03
agosto

Reflexões Crónicas - Pensando a Semana do Mar (I)

Escrito por  Tiago Simões Silva
Publicado em Tiago Silva
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Este ano, pela primeira vez na vida, não estarei no Faial durante a Semana do Mar (SM). Aquela semana por ano foi para mim, desde muito cedo, o acontecimento mais extraordinário. Senti e vivi sempre o Mar na sua dimensão poética e filosófica, de caminho, de ponto de chegada e de fuga, de estrada para (e do) desconhecido, de aventura e, sobretudo, de porta de entrada do mundo e da ilha. E a SM é (ou pelo menos era, na minha mente em formação) o auge de toda essa mítica, e uma espécie de apoteose do ano faia-lense, com a feira do livro, a gastronomia de Norte a Sul, o artesanato da(s) ilha(s), a música, o folclore e todos os outros evento. Mais que tudo isso, era o momento mais concorrido, mais internacional, mais “cosmopolita” da pequenez insular, que durante dez dias se transformava no coração palpitante do Mar e do mundo.
Faziam-me por isso imensa confusão as críticas constantes que me fui habituando a ouvir, mais ainda a desilusão das muitas pessoas que diziam ser sempre a mesma coisa e estarem fartas da SM. Para mim, vivendo o meu momento anual de renovado deslumbramento, era inconcebível, quase sacrílego, que alguém achasse tal evento entediante ou gasto.
Passaram os anos, e fui aprendendo a ver com outros olhos, com os olhos do tempo, mas também com os da distância. Não é uma semana que faz um ano nem uma vida, sobretudo se for um constante repetir do mesmo.
A baía, os iates e o Peter, mas também a(s) festa(s), estão lá o ano todo. Então o que distingue a SM do resto do ano? É o tal momento-auge, em que tudo se conjuga em simultâneo. Mas é preciso repensar o modelo, que está gasto. Voltemos ao princípio deste texto, a ver as suas (graves) falhas. Onde está o Mar? Onde estão o desporto, as actividades náuticas? Passei anos no “maior festival náutico do país” sem olhar para o Mar? Será que o resto do público olha para o Mar durante a semana “do Mar”? O que se passa no Mar? E na terra? Porquê uma semana (de 10 dias) de apoteose? Para quem é feita a SM? Que público(s)? Que objectivo(s)? Que actividades? Que estratégia(s)?
Começa hoje o “maior festival náutico do país”. Será? Na própria página oficial ora surge como “O Maior Festival Náutico de Portugal”, ora como “um dos maiores festivais náuticos do país”. Pode ser incoerência, mas pode também ser apenas modéstia (um pouco mais acima, por exemplo, lê-se que a SM é “um dos maiores eventos da ilha do Faial”...). Mas, se queremos que este evento tenha projecção nacional, não o podemos classificar apenas como “um dos maiores da ilha”. Ainda no ano passado discutia-se se era uma festa ou um festival, ou que lhe queiram chamar, que vale o que vale. Na minha óptica (com ‘p’, que vejo com os olhos e não com os ouvidos...), o importante é apostar no que é único e que nos coloca no mapa. E a verdade é que uma busca rápida na internet revela que há mais eventos com este nome, e a nossa SM nem é a que aparece em primeiro lugar (nalguns casos surge até em terceiro). Quem faz actividades náuticas, sobretudo relacionadas com vela ou iatismo, conhece bem o Faial, mas conhecê-lo-ia na mesma sem a SM. E as outras pessoas? Se andarmos por esse país será que alguém sabe o que vai acontecer no Faial durante a próxima semana? No meio de tanta festa e festival de Verão, alguém vem ao Faial de propósito por isto? Provavelmente sim. E fazendo o balanço com as pessoas que não põem cá os pés nesta altura pela mesma razão?... Temos pano para mangas.
Este ano, pela primeira vez, não estarei na SM. Não faz mal, ela cá estará, igual a si mesma. 

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Veja-se: www.semanadomar.net>

Em defesa da Língua Portuguesa, o autor deste texto não adopta o "Acordo Ortográfico" de 1990, devido a este ser inconsistente, incoerente e inconstitucional (para além de comprovadamente promover a iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral).

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