Entramos na segunda quinzena de agosto, e enquanto uns regressam ao trabalho, para outros inicia-se o período de férias.
O que é certo, é que depois de um período de trabalho, mais ou menos longo, muitas vezes complementado com uma outra atividade exercida de forma pro bono, qualquer cidadão necessita de um descanso, tem direito àquilo que a Lei do Trabalho lhe confere: férias.
Para uns, tais dias servem para descansar e retemperar forças.
Há quem opte por permanecer na ilha do Faial, aproveitando tudo o que de bom ela tem para oferecer, destacando-se nesta época do ano as nossas belas praias. Um mergulho nas águas límpidas do oceano ou o estender da toalha nas praias do Almoxarife ou de Porto Pim para apanhar um pouco de sol e “trabalhar para o bronze” fazem parte do quotidiano de quem está de férias.
Outros, fazendo uso do transporte marítimo de passageiros inter-ilhas existente durante o período de verão, aproveitam para visitar e conhecer mais ilhas dos Açores, alargando os seus horizontes culturais e fazendo jus à máxima implementada há algum tempo de “viajar cá dentro”, mas, neste caso em concreto, no arquipélago dos Açores.
Outros decidem ainda que o melhor é fazer as malas, apanhar um voo da nossa transportadora aérea regional e partir para o continente português, ou, como acontece em muitos casos, para o estrangeiro, sobretudo para os Estados Unidos da América, para visitar amigos e familiares.
No entanto, nos dias de hoje, é possível constatar que, para muitos cidadãos, as férias não existem, pois significam apenas mudar de um local de trabalho para outro, uma vez que a sua vida não se compadece com tal obrigatoriedade imposta pela lei, tentando, desta forma, obter um rendimento extra.
Os Açores têm registado, nos últimos anos, um enorme fluxo turístico, em que, cada vez mais, os turistas nacionais e estrangeiros, procuram as ilhas açorianas para gozar alguns dias de férias, aproveitando para percorrer muitos dos seus trilhos, conhecer as nossas deslumbrantes paisagens e tomar banho nas inúmeras praias, poças e piscinas naturais aí existentes.
Todavia, e não me querendo debruçar ao pormenor sobre os números disponibilizados na passada segunda-feira pelo Serviço Regional de Estatística (SREA), pois não me parece ser este o momento oportuno, chamo apenas a atenção para o facto de que, no mês de junho, os Açores tiveram uma redução de 6,1% nas dormidas na hotelaria tradicional por comparação com o mesmo mês do ano anterior (na mesma análise, o Faial teve uma redução na ordem dos 18,4%), o que correspondeu a um aumento na Região, entre os meses de janeiro e junho de 2018, de apenas 0,2%.
E se em Portugal se constatou uma ligeira subida de 0,5% nas dormidas naquele tipo de estabelecimento, tal poderá querer dizer, como a imprensa escrita noticiava há algum tempo, que estamos perante o início de uma mudança de hábitos de férias, optando muitas vezes os turistas por outro tipo de alojamento onde os preços poderão ser mais competitivos e as condições de hospitalidade mais atrativas.
Mas, enquanto o verão continua e não chegam novos dados que, decerto, exigirão uma reflexão cuidada por parte dos responsáveis, há que aproveitar o sol e o bom tempo para ir a banhos e temperar o corpo e o espírito.