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24
agosto

Cada gota conta!

Escrito por  João Paulo Pereira
Publicado em EDITORIAL
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“Cada gota conta” é o novo slogan apresentado no passado dia 14 de agosto por José Leonardo Silva com o intuito de consciencializar a população faialense para o uso eficiente da água, através da adoção de hábitos diários que visem a poupança deste bem, valorizando literalmente cada gota deste imprescindível recurso natural.
De acordo com as palavras do próprio Presidente do Muni-cípio, trata-se de uma medida preventiva, como que a lembrar o velho ditado popular “mais vale prevenir do que remediar”.
O tempo é de seca e os valores de pluviosidade registados nas últimas semanas têm provocado situações de desconforto para muitos açorianos, nomeadamente, para os agricultores e criadores de gado que veêm os seus investimentos e a sua produção largamente afetados por esta ausência de chuva.
Efetivamente, este ano a diminuição de precipitação verificada em março, abril e maio, meses em que habitualmente se produziam as forragens para o gado, levou a que vários produtores de diferentes ilhas fossem alvo de avultados prejuízos. Segundo diferentes fontes noticiosas a situação de seca foi mais alarmante nas ilhas de Santa Maria e São Miguel, seguindo-se Terceira e Flores, no entanto, as restantes ilhas do arquipélago, incluindo o Faial, não estão à margem deste problema.
Sabe-se hoje que a diminuição da precipitação no arquipélago é uma realidade, e segundo os entendidos, verificar-se-á no futuro, verões com valores de temperaturas cada vez mais altas e com menores valores de pluviosidade, no entanto, e apesar de já se falar do assunto, ainda não foi realizado um estudo sobre o impacto que essas alterações poderão ter, nomeadamente na agricultura e na agro-pecuária, atividades fundamentais na economia dos Açores, no geral, e do Faial em particular.
Assim, o uso eficiente da água é um imperativo, por diferentes razões, destacando-se as amwbientais, associadas à sustentabilidade dos ecossistemas, as sociais que se prendem com a satisfação das necessidades de água potável à população e as razões económicas, uma vez que todos os setores de atividade, de uma forma ou de outra, acabam por estar dependentes deste recurso.
Contudo e apesar de positiva, pois é fundamental consciencializar a população para o uso eficiente da água, esta campanha de sensibilização ambiental do Município poderia ter alcançado melhores resultados se não tivesse sido lançada no início da segunda quinzena de agosto, quase no final do verão, pois sabe-se que, por regra, quaisquer ações de sensibilização relacionadas com o consumo/ra-cionamento de água devem ser implementadas nos meses que antecedem o período estival.
Para além disso, uma campanha planeada atempadamente deverá incidir em diferentes públicos, iniciando-se junto dos mais novos (geralmente os mais cumpridores nestas questões), durante o período escolar, para depois se alargar o campo de ação à população em geral.
Por outro lado, poderá dizer-se que a data escolhida para o início desta campanha de poupança de água, coincidente com o fim da Semana do Mar, tem uma razão de ser, pois caso tivesse sido colocada em prática anteriormente, o Município poderia ser acusado de falta de congruência, por ter colocado ao dispor dos cidadãos diversos bebedouros espalhados pela festa para que se pudessem lavar os eco-copos.
Efetivamente, o Município não deve, num dia, permitir o uso da água de forma livre e indiscriminada nos bebedouros e no dia seguinte chamar a atenção da população de que é preciso poupar a água, pois pode dar a entender, como diz a sabedoria popular, “faz o que eu digo, mas não faças o que faço”.

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