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07
setembro

Talent de Rien Faire

Escrito por  Rui Martins
Publicado em Rui Martins
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Não é a primeira vez que para aqui venho falar do Porto da Horta e da empreitada que os utilizadores daquele espaço tanto aguardam. Desta feita pretendo, uma vez mais, focar a mais-valia que andamos a sonegar aos empresários Faialenses e, por sua vez, à economia local. Não é uma ideia original, nem tampouco fui o único a colocá-la num manifesto eleitoral, mas é sem dúvida uma proposta que se poderá tornar em pouco tempo num dos grandes motores do desenvolvimento local. Falo do parque de invernagem de iates e da reparação naval.
A primeira evidência de que é uma aposta com futuro, prende-se com o facto de sermos o primeiro porto seguro da europa, o que aporta só por si uma série de standards de qualidade que não se verificam em muitos dos portos das caraíbas. Depois, pode aliar-se a esse facto as taxas de marina e de mão-de-obra, que não se aproximam daquilo que é praticado nos principais portos do continente europeu.
Tendo em conta que a taxa mensal se cifra em cerca de 5.000€, que o valor médio de uma reparação é quase o dobro e que com esta paragem técnica acrescem estadias e consumo, se por ventura tivéssemos um parque para cem iates, conservadoramente, estaríamos a falar de dois milhões de euros.
Não é possível continuar a ficar indiferente a esta realidade.
Até mesmo no imediato poderiam começar a dar-se passos neste sentido. O parque de contentores, tem espaço que poderia ser alocado a este serviço e até mesmo o campo de futebol do Sporting da Horta poderia tornar-se rentável para o clube.
De qualquer forma não é apenas uma questão de espaço. É necessário também que o Travel-Lift sofra um “upgrade”… e não é o que está previsto na obra do porto que apenas permite varar barcos até 75 toneladas. Com este equipamento, muito aquém do desejável, estamos a tolher à partida uma das actividades com maior potencial de crescimento no Faial.
Aliando a esta possibilidade o potencial formativo da Escola do Mar e da Escola Profissional da Horta que até já teve cursos de mecânica e reparação naval, é incompreensível a inépcia dos responsáveis locais.
Uma vez que no meu último escrito em que falei sobre o Largo do Infante me esqueci da frase que acompanha o busto, e para a qual nas minhas consultas não consegui arranjar uma explicação, resolvi esta semana apropriar-me da frase. E porque não alterar ligeiramente a frase e atribuir os prémios de “Talent de Rien Faire”?
Assim, e porque o responsável máximo da Portos dos Açores até é um faialense, gostaria de lhe atribuir este “prémio” de talento de nada fazer. Como é possível que Fernando Nascimento tenha aplaudido a obra do molhe norte? Como é possível que tenha aplaudido o primeiro projecto do reordenamento do porto no molhe sul (e esse projecto todos aplaudimos) e depois continuar a aplaudir o projecto que previa um “campo de futebol” triangular ao pé da marina e todos as propostas seguintes? Afinal que interesses é que este responsável defende? Dos utilizadores do porto? Dos faialenses? Não me parece.
É para mim incrível que alguém a quem se exige dois dedos de testa, não vislumbre o impacto negativo que uma simples má decisão na colocação e escolha do equipamento de varagem de embarcações no “novo” porto irá ter no futuro desta ilha e da sua população.
Porventura não será o único merecedor deste magnifico galardão, porque na verdade há inúmeros faialenses que ocupando lugares de influência e decisão apenas mostram um enorme talento de nada fazer e de apenas se ocuparem com o outro talento de bem fazer a si mesmos.

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