O exercício do cargo de vereador, mesmo na oposição, permite-nos ter acesso a alguma informação que, a maioria dos Faialenses desconhece.
CMH
Estar mais próximo do poder, tão perto ou tão longe quanto nos deixam estar, revela situações preocupantes,, que não só nos tiram algum sono, como nos responsabiliza na sua divulgação, na partilha do seu conhecimento com os Faialenses, sob pena de, mais tarde, nos virem pedir co-responsabilidades sobre opções e rumos, que não são os nossos, com os quais não nos identificamos, mas, mais grave, que não conseguimos influenciar ou forçar a reorientação politica, por manifesta falta de peso eleitoral.
Por outro lado, temos vindo a constatar que, do pouco que é feito, ou é mal feito, ou é feito pela metade...
Quando tal afirmei, acusaram-me de ser perfeccionista, de ser demasiado exigente.... Ah, pois sou, e com muito orgulho, dando seguimento à educação e formação que recebi.
Se calhar, sou mesmo demasiado exigente, na qualidade do trabalho que faço ou supervisiono, única forma de “nivelarmos por cima”, e de vencermos os desafios da actualidade, e da crise global.
Por isso é que me indigno quando, ao apontar o dedo ao imperfeito, me respondem com um à vontade atroz, que: “Foi o melhor que se conseguiu arranjar, ou o melhor que soubemos fazer... não somos perfeccionistas”.
Na recente alteração dos Estatutos das Empresas Municipais, HortaLudus e UrbHorta, deu-se apenas cabimento ás recomendações do Tribunal de Contas, ficando o cumprimento da restante legislação para mais tarde...
Na aprovação do Plano de Urbanização, não se aprovou um plano óptimo, mas sim um “bom plano”, que, de tão imperfeito que é, a sua aplicabilidade tem levantado inúmeras questões, pelo que já se considera a sua alteração...
No Protocolo de Cooperação entre a Câmara Municipal da Horta e a HortaLudus, para a gestão do Centro Dr. Manuel de Arriaga - antiga Escola Básica P3 / Cônsul Dabney, também se esqueceram da componente financeira...
Fazem-se instalações sanitárias para PMR – Pessoas com Mobilidade Reduzida, inacessíveis, com degraus, com portas a abrirem para dentro, etc....
E assim se vão fazendo as coisas pela metade, à velocidade adequada ao Faial, e aos faialenses que ainda continuam a achar que, assim, um dia, lá chegaremos.
CCIH
A Câmara do Comércio e Indústria da Horta comemorou mais uma vez o seu aniversário – o 117º.
Uma data notável, para uma Instituição de Utilidade Pública centenária, que se orgulha, certamente, do seu passado.
Penso que já não se poderá dizer o mesmo do seu presente..., mas hoje, não vou por aí.
Vou apenas referir que o Jantar de Aniversário foi criado com o objectivo de juntar os empresários, de homenagear o passado, analisar o presente e emitir recomendações para o futuro.
Ora bem, no jantar do passado dia 9 de Novembro, pouco ou nada disto se verificou.
As homenagens do passado não ocorreram... ninguém (?) mereceu destaque.
A análise do presente ficou-se pelas circunstâncias... porreiro, pá!...
Recomendações para o futuro, nem pensar...
Talvez porque, mais do que um jantar de empresários, tenha sido um jantar de representações institucionais e partidárias, já que os empresários estavam em notória minoria.
Encher uma sala não é difícil, e é muito mais fácil se houver paparoca de borla, para os habituais desfiles de vaidades, de gentes que nunca desenvolveram actividade empresarial, com rendimento mensal incerto
Difícil, é encher uma sala com empresários motivados, e que paguem a sua quota parte do jantar.
E isso, esta Direcção mostrou mais uma vez a sua incapacidade para o fazer.
CRISE
À medida que a crise avança, é cada vez mais difícil amordaçar a revolta popular que, em ritmo crescente, vai manifestando o seu descontentamento.
Dos primeiros assobios só de alguns, passou-se à critica de mais alguns nos diversos órgãos de comunicação social, aproximando-se uma greve geral, cujo sucesso ou insucesso, neste momento em que escrevo, ainda desconheço.
O que conheço, e cada vez melhor, é que o cesto cada vez mete mais água, e este é cada vez mais um caminho sem volta, em espiral que a todos entontece.
O Estado arroga-se ao direito de perverter e adulterar os direitos dos trabalhadores, consequência de anos e décadas de luta, há mais de 30 anos, desde o 25 de Abril de 1974, mas continua a proteger os privilégios e benesses daqueles que, há meia dúzia de dias, entraram, pela porta do partido, nos mais diversos e inúteis cargos supérfluos...
Será assim tão difícil cortar na própria carne, nos boys and girls?
ROSAS
A critica vai aparecendo, cada vez mais de sectores técnicos, e insuspeitáveis, do ponto de vista politico.
E ainda dói mais, quando a critica acontece, inesperada e incontrolável, vinda de entrevistas a faialenses que desenvolvem a sua actividade profissional noutras paragens, já que, aqui, no Faial, não encontraram a receptividade e o carinho para subirem na vida, de forma honesta e independente.
O curioso é que, por cada entrevista ou artigo critico que aparece, os colunistas do partido do poder se desmultiplicam em contos de fadas, reeditando o Milagre das Rosas da Rainha Santa Isabel, fazendo brotar dos seus regaços as mais belas “coisas”, neste tempo de crise que a todos afoga.
O espaço das colunas, das linhas e das palavras da imprensa escrita são disputadas taco a taco, e vale tudo, desde que seja para salvar as pétalas cada vez mais murchas de uma rosa que há muito se tem vindo a desflorar...
Não há politico que consiga contrapor o rigor da verdade nua e crua de um sector da saúde cada vez mais doente.
Não há politico que consiga argumentar contra uma justiça cada vez mais injusta.
Não há politico que consiga defender esta educação que, de reforma em reforma, regride.
Como nunca haverá um aspirante a politico, que nem empresário é, que consiga defender uma direcção do Grémio Comercial que há muito perdeu a confiança da maioria dos seus associados.
Homens e Mulheres livres, precisam-se cada vez mais, de cá e de além mar, para libertar o pais, a região e a ilha das mordaças que nos impedem de sermos... felizes!
Contributos, para
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