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  • O Porto Pim de Plástico
12
outubro

O Porto Pim de Plástico

Escrito por  Yasmina Rodríguez
Publicado em Artigos de opinião
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Foi lá nos anos 50 quando tudo começou. A indústria petroquímica tinha de procurar uma alternativa de rendimento económico após o final da II Guerra Mundial. Iniciou-se assim uma campanha que nos levaria à vida moderna, à vida do descartável ou como eu gosto de chamá-la, à obscura era sintética.
A produção mundial de plásticos tem aumentado consideravelmente desde aquela altura até superar anualmente as 350.000 milhões de Toneladas. Usando dados de 2010, Jenna R. Jambeck estimou que entre 4.8 e 12.7 milhões de Toneladas entram nos oceanos cada ano, ou dito noutras palavras, o equivalente a uma média 40.000 baleias azuis adultas por ano!
O plástico é resistente e todos sabemos disso, mas o que é que lhe acontece quando entra no meio marinho? Há várias opções possíveis; pode flutuar durante uns tempos, dar à costa, ser ingerido por animais ou afundar-se, mas todos estes processos podem sofrer diferentes efeitos que o levam a degradar-se e que o fazem cada vez mais e mais pequeno. Neste assunto, o pequeno se transforma em grande e a degradação que dá lugar aos microplásticos só aumenta a gravidade do problema.
Todo o plástico que usamos é tão duradouro que possivelmente aquele que entrou no meio marinho ainda lá está, numa ou noutra forma. Ou seja, independentemente que o usemos uma única vez, o plástico pode formar parte da história do mundo eternamente, e a praia de Porto Pim é o claro reflexo disto.
Parece-me como se a baía quisesse-nos lembrar que este é só o começo. Aqueles fragmentos que já formam parte do areal e aqueles que chegam em massa com o vento sul ou grandes tempestades são o resultado da degradação do lixo marinho que entrou nos oceanos em décadas anteriores. Isto quer dizer que, o plástico que entrou recentemente e todo aquele que está previsto chegar aos oceanos futuramente ainda vai ter que passar por este processo.
Chegados a este ponto não podemos auto enganar-nos ou permitir que os nossos políticos, sejam de que partido sejam, nos digam que vai tudo no bom caminho. Não descansemos a nossa consciência ao ouvir as palavras que falam de um mundo virtual porque apesar das medidas que timidamente começam a ser tomadas e da consciência de muitos cidadãos, a tendência global de produção e consumo de itens de plástico está a aumentar com a previsão de quadriplicar os níveis atuais até 2050. Só olhando para os números, a magnitude deste problema vai ser tal que estes pequenos passos não vão dar conta dos graves efeitos negativos que o plástico nos vai causar a nós e aos ecossistemas marinhos.
Por tanto, lanço aqui o meu primeiro desafio; vamos olhar à nossa volta, a todos esses elementos plásticos que nos rodeiam e vamos pensar qual é que é o menos útil de todos eles. Escolhemos um e a seguir vamos pensar como é que poderíamos substituir esse elemento por um material mais duradouro e amigo do ambiente. Apenas temos que puxar pela nossa criatividade ou lembrar-nos como é que faziam as gerações passadas, e nem temos de ir muito longe, uns 30-40 anos atrás já basta. Chegados a este ponto, comprometamo-nos realmente com essa mudança.
Essa pequena ação que pode parecer a alguns insignificante no conjunto global, a verdade é que é o princípio de grandes feitos. Somos nós, os consumidores, os maiores responsáveis do problema, assim que… temos de ser nós a procurar as soluções! Porque se não mudamos a nossa forma de vida e nos afastamos do falso conforto que nos proporciona este elemento, no futuro já não haverá limpeza que sirva. Para além de outras consequências, iremo-nos deitar em Porto Pim sobre as cores, tamanhos e formas variadas de um “areal” plastificado. 

Yasmina Rodríguez

 

DR

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