No fim de semana que passou assistimos à celebração de dois aniversários de duas instituições de referência na ilha do Faial e que muito têm contribuído para a visibilidade desta ilha nos Açores e além-fronteiras.
Falamos, naturalmente, e por ordem de festejos, do Clube Naval da Horta que comemorou os seus 71 anos de vida e que contou com a presença de inúmeros atletas, dirigentes e sócios para apagar as velas de mais este aniversário.
Esta instituição, graças ao empenho e dedicação da direção presidida por José Decq Mota, tem assumido uma cada vez maior preponderância, a nível regional e, também, internacional, no que à atividade náutica diz respeito, com o grande destaque a incidir nas regatas internacionais e no festival náutico da Semana do Mar.
Em terra, a comemorar o seu 88.º aniversário, tivemos a Associação de Futebol da Horta, que se tem pautado ao longo do seu historial pela defesa dos interesses do desporto rei nas ilhas do Faial, Pico, Flores e, recentemente, do Corvo.
Através do esforço relevante de Eduardo Pereira e da sua direção, esta entidade tem promovido o futebol nas suas ilhas de intervenção, e tem, também, conseguido trazer à ilha importantes figuras da Federação Portuguesa de Futebol, das quais destacamos o seu Presidente Fernando Gomes, para lhes mostrar a realidade arquipelágica e as dificuldades que os clubes e os atletas locais enfrentam todos os dias.
A este propósito, nos seus discursos, os dois responsáveis máximos alertaram para a necessidade de se tentar encontrar sempre soluções diretivas para as coletividades, chegando inclusive José Decq a lembrar que irão ocorrer eleições para o Clube Naval e que é importante que surjam sócios a tomar posição em relação às mesmas.
Na verdade, este alerta não deixa de ter a sua acuidade, pois, ao longo dos tempos, temos vindo a assistir a um contínuo divórcio dos cidadãos perante as inúmeras coletividades existentes nas ilhas, sejam elas Clubes de Futebol, Impérios, Casas do Povo, ou Associações Recreativas, e que culminam, muitas vezes, na falta de elementos para os seus órgãos sociais e no seu posterior encerramento.
Este desinteresse dos cidadãos em participar ativamente na sociedade, em colaborar com as entidades associativas, em assumir cargos de direção, é uma realidade cada vez mais visível nos dias que correm, não apenas ao nível local, mas também no panorama nacional.
Há que estancar esta realidade societária, pois todas as coletividades, clubes e as associações são efetivamente fundamentais para a vivência em sociedade.
Todos, e cada um de nós, temos de estar atentos ao movimento associativo que nos rodeia, olhar para estas associações, coletividades que procuram responder às necessidades de uma comunidade, como uma parte integrante e fundamental do mundo em que vivemos, e em que a nossa contribuição, diga-se, pertença aos órgãos sociais, por mais ínfima que seja, poderá significar a sobrevivência da mesma.
Por último, relevante não deixará de ser também a celebração, ao longo do fim de semana e com sessão solene na próxima segunda-feira, do 75.º aniversário da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF), maior fábrica da ilha e uma estrutura empresarial privada essencial para a sobrevivência e progresso do setor leiteiro na ilha do Faial.
Sob a presidência de José Agostinho, desde há muitos anos a esta parte, a Cooperativa tem conseguido adaptar-se às exigências do mercado global e concorrencial em que atua, permitindo, ao mesmo tempo, assegurar na ilha a produção leiteira e a criação de postos de trabalho.
A todas estas importantes instituições para a ilha do Faial, nas suas respetivas áreas de intervenção, desejo em meu nome, do jornal Tribuna das Ilhas e da Cooperativa IAIC, os mais sinceros votos de muitos sucessos nos anos vindouros, informando que poderão contar sempre com este jornal para a promoção e divulgação das suas iniciativas.