Antes de mais começo por renovar o desejo de um próspero 2019 para todos no geral e aos Faialenses em particular.
É comum o bater das dozes badaladas ser acompanhado por passas e desejos para o ano que entra. Esses desejos são ora mais abrangentes, como desejar que o holocausto nuclear esteja mais longe do que aparenta estar, ou mais pessoais, como perder peso, começar a correr, por aí adiante. Assim, faço um exercício simples para as doze passas desta coluna de opinião.
1 – Desejo que o Orçamento Participativo Municipal de 2016, o passeio pedonal de Porto Pim, seja finalmente executado. Independen-temente de se ser mais ou menos favorável, o que está em causa é a credibilidade destes instrumentos de participação cidadã, sob pena de nos convencermos de que estas ferramentas apenas servem para nos manter entretidos e a pensar que podemos mesmo decidir alguma coisa concreta nos investimentos do município.
2 – Desejo que de todas as vezes que o Sr. Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, cada vez que vier ao Faial seja levado a almoçar e a jantar (já que ele por cá não terá lavoura e não deverá fazer turismo) ao Salão ou aos Cedros, mas que vá pela estrada do mato, para perceber da urgência (ou não – ele dirá) da reabilitação desta infraestrutura.
3 – Que a Escola do Mar abra portas e que os cursos nela ministrados sejam aqui no Faial (e não, a título de exemplo, em Rabo de Peixe como já se ouviu…) e que isso configure um incremento da população estudantil no Faial.
4 – Que os 2 milhões de euros anunciados por Vasco Cordeiro para a Universidade dos Açores se candidatar para a contratação de Docentes, concretizem a contratação de 4 docentes para a Horta (proposta do CDS chumbada na República) e que a Licenciatura em Ciências do Mar seja aqui lecionada.
5 – Que o Governo Regional, à semelhança do que fez com a contagem do tempo de serviço dos professores, aplique a mesma medida aos restantes grupos profissionais, uma vez que como disse Sérgio Ávila, “nós não somos a Madeira, e temos níveis de dívida bastante inferiores à média Europeia”.
6 – Que as eleições europeias sirvam para pedagogicamente se discutir mais a Europa e o sistema eleitoral. Que permita um olhar atento aos manifestos eleitorais de partidos antieuropeístas como PCP e BE.
7 – As eleições Legislativas concretizem a pedagógica discussão acerca do modelo eleitoral que temos e que toda a gente perceba que não vai estar a votar em António Costa ou Rui Rio, mas no círculo eleitoral dos Açores e nos seus 5 representantes.
8 – Desejo que quando Carlos César por cá passar a fazer campanha, não diga que a questão do Aeroporto está resolvida pelo simples facto de ter escrito no Orçamento do Estado o artigo 59º.
9 – Desejo que o Município deixe de criar Concelhos para discutir assuntos como o Porto da Horta sem incluir, pelo menos, os partidos representados na Assembleia Municipal (AMH), uma vez que o que acontece é que por conivência da maioria destes partidos (por de uma forma ou outra lá terem representantes mesmo que noutra qualidade) a discussão deixa de ser pública na integra como acontece na AMH.
10 – Que não se volte a transformar a cidade num estaleiro, toda de uma só vez… Uma vez que é a mesma empresa a fazer as intervenções (Infante, Igreja das Angústias e Parque de estacionamento) será que estão sempre a trabalhar em todos estes espaços, ou vai-se circulando o pessoal para mostrar actividade?
11 – Desejo que o Presidente da CMH, José Leonardo, responda às perguntas que lhe são colocadas na AMH e que adia há mais de um ano, como por exemplo, “com a construção do parque de estacionamento da Rua de São João, vai ou não vai fechar ao estacionamento uma das vias da avenida?” “Como pretende resolver a circulação na avenida, com as ditas obras da dita frente mar (que não têm calendário)?
12 – Por fim, desejava que o responsável máximo dos Socialistas locais, Tiago Branco, tivesse opiniões, visões de futuro, desejos, sei lá, que por um lado fossem conhecidos, e que por outro lado não fossem única e exclusivamente a cartilha que lhe é enviada por Vasco Cordeiro e o Clã César.