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08
fevereiro

Fayal Sport Club – 110 anos

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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A 2 deste mês de Fevereiro, o Fayal Sport Club completou 110 anos de vida, mais virada para o Desporto, primeiramente Futebol, Remo e Ténis, modalidades simbolizadas no emblema dos Verdes da Alagoa.
Mas também para a Cultura, sem esquecer a Ilha e seus problemas.
Nos Desportos, o Clube (velhinho como lhe chamava o Sr. Luis Morisson) não se confinou ao Faial, e até não demorou visitas a São Miguel e Terceira, iniciando em deslocações a estas ilhas a senda “Verdes Louros Conquistar”.
Foi dia memorável, para o Futebol açoriano, o 6 de Abril de 1912: no Campo das Pedreiras na Doca, Ponta Delgada: Fayal Sport e Club Académico defrontaram-se em primeiro jogo inter-ilhas realizado nos Açores, com a vitória dos faialenses por 4-1, voltando a vencer por 2-0 o segundo desafio entre as duas equipas.
Ao Fayal Sport foi entregue uma Taça, aliás o primeiro troféu conquistado fora da sua Ilha.
E em Maio, a convite do Angra Foot-Ball Club, para jogo com as duas equipas, o Fayal foi à Terceira, vencendo por 3-1 em desafio disputado no Relvão a 19 do dito mês.
Em Abril de 1913, uma Embaixada de quase uma centena de faialenses incluindo as equipas de Futebol e Remo, deslocou-se a Ponta Delgada por altura do Congresso de Confraternização Açoriana.
Quanto ao Desporto, a participação de representações de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada em Futebol e Remo, em que o Fayal Sport conquistou o I Campeonato dos Açores em Futebol e a Taça Açores, em Remo.
Foi, sem dúvida, um áureo começo da tão falada Unidade Açoriana.
Por impossível em coluna de semanário, historiar os 110 anos gloriosos dos Verdes da Alagoa, vamos ficar por meia dúzia dos factos que mais nos sensibilizaram antes da vinda para a Terceira.
E começo pelo encontro realizado no Campo da Cidade de Angra no Verão de 1938.
Ganho o primeiro ao Lusitânia por 6-2 e perdido por 4-0 o 2º. com o Angrense, onze que o Fayal Sport voltaria a jogar dois dias depois à laia de desforra, alinhando com 3 novos elementos: F. Santos, A. Amaral e M. Dutra.
Antes do desafio, o veterano treinador João Rodrigues reuniu-se com os jogadores numa sala da residencial a quem dirigiu palavras inflamadas de clubismo, terminando com um cálice de Porto pela desejada vitória que, aliás, sucedeu e por 3-0.
Nessa época de 38/39, o Fayal Sport, após seis anos em branco, sagrou-se, pela segunda vez, Campeão da Associação de Futebol da Horta, com a Equipa Maravilha, como Thieres Lemos lhe gostava chamar.
E 20 anos depois, viagem à Madeira em representação dos Açores à Taça de Portugal, foi concretização também de natural desejo.
Mas se não conseguiu vencer o famoso Marítimo, do lendário Janota, conquistou, porém, a simpatia dos madeirenses, em especial, a louvável atitude do saudoso Antero Gonçalves (sobrinho) a confirmar ao árbitro a ilegalidade do golo da sua equipa, quiçá com influência no resultado do jogo.
Aliás, gesto algo semelhante, teve Joaquim Morisson em desafio, na Doca com o União, ao passar o esférico ao guardião na execução duma penalidade contestada pelos madeirenses, e que daria a vitória ao Fayal Sport, facto que os dirigentes visitantes salientaram à noite na recepção na Sede do Clube local.
No Ténis é de referir que o dito desportista foi o único faialense que escreveu o nome de seu Clube, na célebre Taça do British Sport Club, vencendo na final o famoso Axworthy.
Passando à Cultura, além do Teatro, de salientar os dois Jogos Florais realizados nos anos de 1943 e 1953 que, pelo número de concorrentes e pelo nível dos trabalhos apresentados, constituíram elogiosas iniciativas.
Mas nem tudo são rosas, o caso da actual situação do amplo Salão da Sede-ginásio, obrigando a esforçada direcção da presidência do Senhor Celestino Lourenço, a recorrer a uma tenda para comemorar os 110 anos do Clube.
Aquando do Centenário tive a oportunidade de acompanhar os diversos actos do programa festivo, incluindo naturalmente a Sessão Solene, presidida pelo então Chefe do Executivo, Carlos César que não escondeu boa vontade na solução das deficiências que que já apresentava.
Oxalá que o actual Presidente do Governo Regional, não lhe siga o exemplo, pois não se trata de esmola, antes de Justiça.
E oportuno testemunho é a ampla vitrine dos trofeus cantados nos primeiros versos do Hino:

Queremos assim unidos
Verdes loures conquistar.

À MARGEM
Como sempre, recorri à “cartilha verde” que é o apreciado livro “ Fayal Sport Club – subsídios para a sua história”, da autoria do saudoso amigo José Bettencourt que foi um exemplo de adepto e dirigente. 

 

DR

Sala de Toféus do FSC

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