Tempo de Amor e Paz é o que sugere a época natalícia. Lamentavelmente nem todos no mundo os têm, alguns porque não os sabem cultivar, outros porque não vivem no meio de circunstâncias que as permitam (refiro-me a regiões de conflitos armados e de fome, entre outras mazelas que afectam a humanidade).
No Faial, todos temos circunstâncias para usufruir de Paz; quanto ao Amor universal, quer por razões culturais, quer por sensibilidade ou necessidade pessoal, acredito que o ser humano procura ser feliz e, mais cedo ou mais tarde, todos percebem que a felicidade está sempre onde está o Amor.
Claro que o mundo não é perfeito, claro que existem divergências que nos colocam em campos opostos a outros seres humanos, claro que há quem tenha dificuldade em se encontrar e em se dar, claro que nem sempre a nossa sabedoria de vida é suficiente para compreender quem fustiga com palavras e gestos os seus concidadãos e até muitas vezes quem habita o seu espaço afectivo.
Uma coisa parece certa e são várias as ciências que convergem neste sentido: responder à agressividade e à maledicência com as mesmas armas apenas vai fomentar a agressividade, a maledicência, o desrespeito e a insolência. Será mais adequado e benéfico, para o bem colectivo, que aprendamos a expor as nossas discordâncias de uma forma salutar e sem insultos nem mentiras.
Vêm estas considerações a propósito da época que se vive: de Natal, de crise, de (des)entendimentos diferentes e do hábito de criticar sem estar informado – uma das premissas que invalida de imediato a acção legítima de criticar. A outra é não ter alternativas passíveis de concretização. O resultado da crítica, que deveria ser sempre estimulante para a saúde e o bem-estar sociais, acaba por se perder no vazio – o que se traduz numa perda para a credibilidade e para a democracia.
A propósito de hábitos, permito-me lembrar aqui que a Câmara Municipal está a distribuir inquéritos para aferir os hábitos dos faialenses no que respeita a sua relação com o ambiente e com a sociedade, bem como auscultar as suas opiniões sobre a participação dos cidadãos e das instituições e ainda do estado da economia (este é um resumo grosseiro dos objectivos do questionário mas interessa apenas dar uma ideia aos faialenses do que se pretende e da importância da sua participação neste trabalho).
A identificação (colocação do nome) é facultativa exactamente para que todos estejam à vontade nas respostas. As restantes perguntas exigem respostas verdadeiras. Pede-se seriedade e reflexão para que das mesmas possa resultar uma análise válida e, na sequência da análise, a estruturação de um plano de acção correspondente às necessidades do Faial. Dispensar dez ou quinze minutos a um questionário não vai certamente modificar a sua vida e essa atitude de colaboração pode fazer grande diferença a um projecto cujos destinatários são todos os habitantes do Faial. E vai dar-lhe um saco de compras reutilizável e biodegradável, numa sensibilização para a saúde do ambiente e um alerta para o uso exagerado de sacos plásticos.
Só com forte consciência cívica podemos desenvolver hábitos saudáveis e assumir um compromisso pessoal e colectivo, acreditando que todos, em conjunto, podemos rumar a 2011 com vontade de servir a nossa terra e com confiança nas nossas capacidades e nas nossas competências.
Que 2011 seja um ano de Bem-Estar, Saúde, Paz e Amor para cada um de nós, para as nossas Instituições e para todo o mundo. BOAS FESTAS E FELIZ 2011.