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14
janeiro

Entrar em 2011 com o pé esquerdo

Escrito por  Jorge Costa Pereira
Publicado em Costa Pereira
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 1. O Governo Regional dos Açores acaba de decidir não adjudicar o concurso público internacional para a aquisição da identidade visual e exibição multimédia do futuro Aquário Virtual em Porto Pim. Cai assim um dos elementos centrais daquele investimento e que dava razão de ser ao projecto. Razões apontadas: a crise actual e o custo das propostas que seriam de mais de um milhão de euros.

2. Já aqui nestas páginas tenho defendido que o investimento público por regra (mas, por maioria de razão, em épocas de crise) deve ser especialmente selectivo e dar prioridade aquele investimento que potencia impactos positivos no emprego e no desenvolvimento económico. Esse foi, aliás, um princípio já apresentado por Carlos César, e com o qual concordo. A questão está em que essas regras e esses critérios devem ser aplicados de forma igual para todas as ilhas. Mas não é isso que se verifica e parece que só no Faial é que há investimentos não estruturantes e não reprodutivos e que, por isso, só no Faial o Governo Regional corta por causa da crise.

3. Basta lembrar, para provar o que afirmamos, as recentes decisões do Governo Regional em adiar a segunda fase da Variante à cidade da Horta, suspender a construção do Estádio Mário Lino, não concretizar a construção do Campo de Golfe do Faial, atrasar a reabilitação da Escola Básica Integrada da Horta, reduzir e alterar o projecto da construção do terminal de passageiros do Porto da Horta, não se comprometer com a promessa da ampliação da pista do Aeroporto da Horta, não avançar com as Termas do Varadouro. Conhecem os leitores cenário desta dimensão em outras ilhas da Região? Que cancelamentos e adiamentos houve nelas que se assemelhem ao que acabei de descrever para o Faial?

4. Invoca o Governo Regional que um milhão de euros para o Aquário Virtual é muito caro e, por isso, se deve cortar. Mas não acha o Governo Regional caríssimos os 12 milhões de euros para o “Arquipélago - Centro de Arte Contemporânea”, que vai avançar este ano em S. Miguel, apesar da crise e apesar de não se vislumbrar nele os tais efeitos reprodutivos no emprego?

Nada me move contra o que se faz nas outras ilhas dos Açores. Não posso é aceitar que o Governo Regional anuncie determinados princípios para o investimento público (e com os quais até concordo) e depois verifico que eles só se aplicam a alguns e em algumas circunstâncias, levando a gritantes disparidades e injustiças que penalizam sempre os mesmos.

5. Se a esta decisão do Governo Regional juntarmos o encerramento da estação dos CTT na Horta aos sábados, não resta dúvidas a ninguém que entrámos aqui no Faial em 2011 com o pé esquerdo. Depois da fábrica da COFACO, dos CTT e do fim já anunciado para a Estação Radionaval da Horta, tudo feito em colaboração ou com o silêncio cúmplice deste Governo Regional, dificilmente a nossa memória encontrará registo tão negro. E com uma agravante: é que ninguém da área política do Governo aqui no Faial se levanta para nos defender. Pelo contrário: tudo aceitam em nome do seguidismo e da subserviência partidária!

6. Com o pé esquerdo entrou também a campanha eleitoral para a Presidência da República. Em vez de esclarecer o eleitorado, apresentar as suas propostas e o seu programa, algumas candidaturas, em desespero de causa, recorreram à chamada baixa política para a tornarem o centro do debate e da notícia. Parece que o bom senso aparentemente só voltou com as palavras ditas pelo líder do PSD, Passos Coelho, quando, no passado sábado, afirmou que não queria ouvir falar  «nem das acções que Cavaco Silva comprou no BPN nem do artigo que Manuel Alegre escreveu para o BPP», pois não são esses assuntos que estão em causa nas eleições de 23 de Janeiro. Passos Coelho afirmou ainda que quer Cavaco, quer Alegre «são pessoas honestas e sérias», e as afirmações feitas nos últimos tempos sobre estes dois candidatos presidenciais são «sugestões e insinuações, de modo a lançar lama sobre toda a gente».

7. Neste retrato negativo do início de 2011, não podia faltar Carlos César. Com o à vontade e a malícia que se lhe conhecem, tentou reescrever a História, acusando Cavaco Silva de desrespeitar a Autonomia pelo facto de este não lhe ter apresentado cumprimentos na recente deslocação que fez, como candidato, aos Açores. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Pior: como se aqueles candidatos que lhe foram apresentar cumprimentos fossem mais e melhores autonomistas só por isso! O que César quer é que as pessoas se esqueçam do seguinte: a) O candidato Cavaco Silva não foi à presidência do Governo Regional dos Açores tal como não esteve na presidência do Governo Regional da Madeira; b) O candidato Manuel Alegre esteve de visita à Região Autónoma da Madeira e não apresentou cumprimentos aos órgãos de governo próprio - nem ao Presidente do Governo Regional, nem ao Presidente da Assembleia Legislativa. Na leitura de Carlos César, o candidato Manuel Alegre demonstrou assim a sua "falta de consideração pelas autonomias regionais"; c) Já nas últimas eleições presidenciais, em 2006, o candidato Manuel Alegre esteve na presidência do Governo Regional dos Açores e não esteve na presidência do Governo Regional da Madeira, justificando essa discriminação - apenas - pela "existência de laços de amizade pessoal de longa data com Carlos César"; d) Nas eleições presidenciais de 1996, quando esteve nos Açores, o candidato Jorge Sampaio não foi apresentar cumprimentos ao Presidente do Governo Regional e, por causa disso, não se ouviu na altura Carlos César queixar-se de que Jorge Sampaio havia desconsiderado os Açores e a Autonomia Regional.

A melhor resposta que podemos dar a Carlos César e aos seus “esquecimentos” é irmos todos votar no próximo dia 23 de Janeiro. E votar em consciência no candidato que Portugal precisa, como referencial de experiência, de seriedade e de independência, para ajudar o País nestes tempos que se antevêem difíceis e que exigem as pessoas certas e competentes nos lugares cimeiros.

 

                                                                                                 10.01.2011

 

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