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18
fevereiro

A visita régia

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Parque Natural do Faial
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Uma ilha como o Faial, que já teve poder, já teve desenvolvimento, já teve políticos de renome a vários níveis e que, agora, neste governo menor, está decapitada, via na visita do magnífico staff dos mais aptos a governar o Faial à Câmara Municipal da Horta um marco a assinalar, qual visita régia de elevado valor.

Esperava-se, assim, muito de um governo que não tem faialenses e é criticado por despovoar economicamente e duma forma continuada esta ilha, que viesse com malas cheias de estratégias de convergência, com medidas que implementassem o crescimento do nosso emprego, com medidas de crescimento económico.

Ora, esperançados de boas novas, que impulsionassem a economia, que incentivassem os privados, que, na atual conjuntura de dificuldades, houvesse algumas centelhas que iluminassem o caminho, a desilusão não poderia ser maior.

Na área da saúde, foi escrito no portal do governo regional “Carlos César anuncia investimentos vultuosos na saúde da ilha do Faial (13 a 14 milhões de euros)” quando horas antes havia estado na Terceira, nas obras do hospital novo, que se pretende ser central para sete ilhas (incluindo o Faial), num investimento discreto de 73 milhões de euros, isto torna o investimento na Horta vultuoso apenas na cabeça de quem o disse, pois na nossa cabeça debatem-se questões nucleares sobre o pilar do estado social – a saúde – nesta ilha. Como será no futuro? Que sustentabilidade é garantida para a Horta? Continua a pairar a ameaça de que a Horta será um satélite de algo central na região. Missão incumprida.

Uma novidade a aplaudir foi a sediação do VTS do sistema costeiro dos Açores. Faltou dizer que foi fruto de sacrifício duma Estação Rádio Naval que cá estava há mais de 80 anos, e foi consequência de toda a sociedade faialense se ter debatido sobre este assunto. É um exemplo de atitude cívica que a Horta tem que repetir, pois o resultado positivo aparece. É pena que os dirigentes locais nunca refiram este facto, como se fossem donos únicos das ideias para o nosso desenvolvimento.

Depois, seguiu-se um emaranhado de confusões, uma relativa ao centro de resíduos que, na verdade, não se percebe qual o problema para arrancar. Se se tem de esperar por alguma plataforma logística centralizando o nosso lixo, até neste ponto estamos mal.

Outra confusão prende-se com o “alindamento”. Este termo empregue por um político, referindo-se à nossa avenida marginal, quando ganhou as eleições de 2008, carece de tudo, de explicação do que se trata, de quando será feito e se os faialenses terão alguma coisa a ver com este investimento.

Pois duvido que no seu discurso à Região na Assembleia Regional dos Açores, quando proferiu a palavra “alindamento”, pensasse que a avenida marginal, que tem 60 anos e uma frente marítima com mais duas marinas, que se pretende moderna, apelativa e de qualidade a vários níveis (pedonal, automóvel e de actividades económicas ligadas ao lazer), enquanto primeira linha duma cidade mar, seria depois transformada numa obra camarária de apoio aos cachorros (leia-se hot dogs)!!

Ou seja, tivemos uma visita régia que, de grandes anúncios, ficou vazia; os incrementos qualitativos no crescimento económico serão nulos, e apenas se cumpriu as regras mínimas. Falou-se em matadouro que, sendo necessário, vem tarde e não é mais do que um compromisso básico e da nova escola, que já deveria estar feita. E ambos os investimentos são de substituição, isto é, importantes para manter a qualidade, mas no que se refere ao crescimento, ao emprego e à riqueza, não passam, mais uma vez, dos serviços ao mesmo nível dos atuais.

Saliente-se que, nesta visita, o governo não falou no parque estacionamento da poça da Rainha, com que os responsáveis políticos locais em funções encheram a boca há poucos dias, sendo sinónimo de serviço mínimo, apenas.

Mais, ficamos com a sensação de que o nosso edil esteve a aquecer a cadeira, pois de reivindicações de autoria própria conhecidas que tenham sido colocadas não reza qualquer história, estando assim a Horta acéfala no governo e nas posturas municipais de reivindicações.

Por último, ressalta como grande conclusão deste texto no sítio do governo as brancas, brancas graves, muito graves. Não se fala do aeroporto da Horta, não se fala do novo quartel de bombeiros, não se fala em Pousada da Juventude, não se fala em muitas outras coisas que iriam, sim, gerar emprego e crescimento económico.

                                                                                  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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