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11
março

Projectos de Verde-Social

Escrito por  Frederico Cardigos
Publicado em Frederico Cardigos
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 Depois da Conferência do Rio+10, que decorreu em Johannesburg na África do Sul, em 2002, ficou claro que, para além dos pilares necessários para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável (ambiente, sociedade e economia) e a aplicação do princípio do poluidor pagador, era necessário ir mais além, dando responsabilidade acrescida aos agentes económicos. Ficou, então, fortalecido o princípio da responsabilidade das grandes empresas multinacionais na implementação de políticas globais de sustentabilidade. As primeiras reacções foram negativas, apontando a visibilidade que as empresas tinham ganho sem se comprometerem a algo de concreto. Esta era a opinião dos países pobres e, do outro lado da barricada, os países ricos regozijavam-se com a sequência que os acontecimentos tomavam. Passados nove anos, de facto, pouco fizeram as grandes empresas para além de obterem uma promoção acrescida à conta dos programas sociais… Mas há excepções.

Nos últimos dias, tive a oportunidade de assistir a uma apresentação de divulgação dos Green Project Awards (mais informação em http://www.greenprojectawards.pt). Aí, uma empresa multinacional apresentou um programa alargado, mensurável e comprovável de acções feitas a bem do ambiente e da sociedade. Os números apresentados eram gigantescos, ao nível de uma muito grande empresa. Podem ser vistos alguns detalhes em http://www.porumplanetamaislimpo.com .

Se mais algumas empresas desta dimensão tivessem o mesmo tipo de abordagem, o mundo poderia ser realmente diferente e para melhor. No entanto, curiosamente, esta empresa determinou que, neste momento, não pode ir muito mais longe. Diminuíram ao limite as emissões resultantes da transformação, o transporte dos seus produtos está coberto por planos de redução da pegada ecológica, as embalagens são recicláveis e implementaram um programa de minimização das próprias embalagens, entre muitas outras iniciativas. No final, depois de feita a matemática ambiental, esta mega-empresa determinou que, hoje, o verdadeiro impacto ecológico da sua actuação está nos produtores e nos consumidores. Ou seja, quem lhes fornece as matérias-primas não procede de forma ainda integralmente ambiental e, quem consome, não procede de forma responsável. Exemplificando, se as folhas de chá utilizadas por esta empresa não tiverem origem verde, o impacto ambiental do produto não será zero. Por outro lado, se as embalagens não forem separadas pelo consumidor, após a sua utilização, o impacto ambiental do produto passará a ser mais elevado. Portanto, a empresa determinou que, para diminuir o seu próprio impacto, terá de condicionar os fornecedores e sensibilizar os consumidores. Para resolver a primeira parte, a multinacional irá exigir certificados ambientais aos seus fornecedores e, para minimizar a segunda, irá integrar projectos de educação ambiental. Fiquei impressionado com a exactidão dos números e com a clareza das acções propostas.

Penso, no entanto, que deveríamos chegar muito mais longe. É uma responsabilidade de todos fazer as melhores escolhas. Devemos procurar produtos certificados, especialmente os que mais significado tiverem para a nossa economia local. Reforçando esta ideia, desafio as grandes superfícies dos Açores a reservarem uma prateleira apenas para produtos locais. Cumprirão assim um dos seus desígnios de responsabilidade para com a comunidade local, dando visibilidade e espaço acrescido para que os produtos artesanais, agrícolas e industriais fabricados na ilha ou nos Açores sejam preferencialmente escolhidos pelos consumidores. Penso que uma cadeia de supermercados que haja desta forma poderá posicionar-se bem para ganhar um Green Project Award este ano. É preciso mudar atitudes e, até por razões ambientais, é necessário dar ênfase à produção local!

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