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18
março

O Enclave

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Parque Natural do Faial
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 Não é preciso ser-se muito inteligente para se perceber que, para que o Faial se desenvolva, a ampliação do aeroporto da Horta é um investimento prioritário, pois numa ilha ultraperiférica a acessibilidade dos mercados terá efeitos reprodutivos em todas as atividades económicas e consequentemente sociais.

Com o aeroporto sem penalizações e verdadeiramente internacional poderíamos crescer em todos os setores, no primário e no secundário, graças a mais capacidade de escoamento, e ainda no terciário, principalmente no turismo, indo ao encontro do que os mercados pretendem, que é um destino ponto a ponto.

Mas outro aspeto muito importante é a sua negação, isto é, o que implica o seu não aumento. Desde já, o Faial fica estrangulado no que concerne ao seu desenvolvimento, fica mais periférico e, assim, mais difícil será a tarefa de alavancar a economia, fica mais vulnerável a mudanças de políticas aéreas, fica mais vulnerável a mudanças dos preços do petróleo (que prejudicarão os aeroportos menos acessíveis).

Porém, a principal consequência de não fazer esta ampliação é impedir irremediavelmente o Faial de ser um dos (pelo menos) 3 pólos de desenvolvimento regional, reforçando a tese de que apenas 2 ilhas nos Açores terão sustentabilidade. Assim, duma forma sumária, torna-se evidente que se deve concentrar as nossas forças para que aconteça este importantíssimo investimento.

Foi o que fiz quando assumi funções numa associação empresarial, onde se traçou como política que o Faial deveria fazer parte do desenvolvimento líquido da Região e que tinha condições para almejar essa posição. Assim, a defesa desta ilha assentou em pugnar para que fosse incluída em toda a linha, não deixando que investimentos estruturantes ficassem apenas pelas duas maiores ilhas.

Obviamente que a ampliação do aeroporto da Horta e o reordenamento do porto lideravam a lista de reivindicações e prioridades, com destaque para o primeiro, pelo que a pressão exercida desde logo (2003) pretendeu dar a perceber aos governantes da pasta da economia e ao máximo representante do governo que, após o investimento na reconstrução do sismo de 1998, este seria o investimento desejado pela população, bem como a necessidade política do mesmo ser concretizado.

Perante as informações de que a questão da ampliação do aeroporto da Horta estaria numa fase técnica avançada, isto é, que o projecto estaria evoluído e que seria apresentado no timming político mais favorável para o governo, nas eleições regionais de 2008, seria natural desviar o enfoque para o outro investimento estruturante para a ilha do Faial e pressionar o reordenamento do porto da Horta.

Numa audiência com o presidente do governo, este, dirigindo-se-me duma forma muito directa, disse-me que parasse de lhe enviar cartas para a construção de um novo molhe no Porto da Horta, e que o mesmo poderia ser feito mas NÃO por ele. Na altura, em que todos os sinais apontavam para a ampliação da pista do aeroporto da Horta, era compreensível que estes dois investimentos em simultâneo seriam de financiamento difícil e também, politicamente, não havia necessidade de ambos.

Assim, foi com surpresa que, pouco tempo depois desta tão veemente afirmação, assisti à apresentação, por parte do então presidente e candidato, do início do reordenamento do porto da Horta como o investimento eleitoral 2008-12, e não aquele que estava supostamente pronto e cuja prioridade era considerada mais importante, a ampliação do aeroporto da Horta.

Explicar esta mudança tão abrupta de planos requer uma análise profunda em muitos aspectos, o porquê desta alteração, o que é dito nos meios de comunicação social pelos intervenientes responsáveis políticos, a ausência de intervenções de entidades reguladoras da aeronáutica.

O trabalho que deveria ser feito por essa associação empresarial foi feito, era tempo de virar baterias novamente ao assunto mais importante para o nosso desenvolvimento económico e social, para o colocar na ordem do dia: a ampliação do aeroporto. Infeliz e estranhamente (ou talvez não), esse trabalho não teve sequência, pelo que responsabilizo os agentes atuais pelo mal que estão a perpetrar a esta ilha.

A ampliação do aeroporto da Horta tornou-se um tabu político para o governo regional, para a câmara municipal da Horta e para a sua secretaria (leia-se, associação comercial).

O enclave criado tem de ser resolvido se ambicionamos ser alguém no futuro, é urgente libertar-nos destas correntes.

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