Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Opinião
  • Alzira Silva
  • Uma estrela chamada Mar
03
fevereiro

Uma estrela chamada Mar

Escrito por  Alzira Silva
Publicado em Alzira Silva
  • Imprimir
  • E-mail

O mar sempre foi a nossa porta de entrada e de saída desde os primórdios do povoamento até ao século XX. Foi o mar que se abriu às caravelas dos nossos antepassados - os primeiros habitantes das ilhas - foi o mar que nos levou à procura de melhor fortuna quando sismos, tempestades, fome e uma esperança de futuro nos remexeram o pensamento e o sonho.

Foi o mar a fonte que nos matou a sede, tantas vezes, mas também foi ele que nos roubou bens e haveres quando nos galgava a terra e entrava, portas adentro, sem bater.

Foi o mar que nos conduziu o imaginário por estradas nunca dantes navegadas, mas foi igualmente ele que nos afogou, sem piedade, as ilusões e as vidas.

Mas é ainda hoje o mar, a inspiração dos nossos artistas, a cobiça dos nossos conhecidos, o pão de muitas famílias, o oxigénio do nosso quotidiano, a expetativa de novas oportunidades, a confiança em diferentes riquezas, a fé no nosso futuro, a alma da nossa gente.

O mar é, pois, o nosso aconchego mesmo quando nos desampara, o nosso amor mesmo quando nos atraiçoa. E como elemento perene da natureza, da nossa natureza – como tão bem disse Nemésio – é para ele que precisamos de nos voltar, para as suas imensas potencialidades em setores tão óbvios como as pescas, os transportes marítimos, o turismo náutico, a investigação, a exploração do conhecimento científico da oceanografia, mas ainda para outras áreas menos imediatas mas de grande alcance como podem ser dimensões comerciais de metais, enzimas, compostos existentes nos fundos do nosso mar com eventuais propriedades farmacológicas, estéticas, revolucionárias até para a ciência tal como hoje se apresenta.

As Jornadas Parlamentares do partido socialista falaram disto e de muito mais. Foram lições sequenciais de áreas relacionadas com o mar que, tal como antigamente supomos que os nossos navegadores sentiram, nos desafiaram a criatividade e nos impulsionaram a auto-estima, dando aquela chama do acreditar que opera milagres.

Vasco Cordeiro, no encerramento os trabalhos, falou mesmo numa diplomacia marítima com parceiros que a nossa Autonomia pode definir, assumindo o mar como um desígnio regional com várias estratégias setoriais servindo a estratégia comum e confluindo todas para um único objetivo: o mar gerador de riqueza, o mar criador de emprego, o mar que dá novos mundos ao mundo (os novos conhecimentos serão novos mundos), o mar galvanizador da arte e construtor de sonhos.

O mar foi a estrela das Jornadas, sobre a qual todos os nossos olhos incidiram, convictos e realistas. A viagem já começou e o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores está a trabalhar nesse sentido.

Lembrei Genuíno Madruga, na metáfora da viagem e acreditei na nossa capacidade de navegação. Outra navegação. A navegação rigorosa também, sábia também, conhecedora também, mas a navegação política. Com um homem como Vasco Cordeiro ao leme. Que não perdeu tempo a falar de outra coisa que não fosse o projeto dos Açores a entrar pelo mar, a resgatar o poder do mar, a fazer de nós, Açores, uma referência nacional e uma potência europeia.

Podemos ser tudo isto, e voltar a crescer depois da crise. Vasco Cordeiro será o comandante de que os Açores precisam para progredir em terra e, muito especialmente, no mar.

 

Lido 838 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Opinião