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  • CORVINO QUE SE DISTINGUIU PADRE ANTÓNIO LOURENÇO SARAMAGO
02
novembro

CORVINO QUE SE DISTINGUIU PADRE ANTÓNIO LOURENÇO SARAMAGO

Escrito por  José Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Sacerdote e professor

José Arlindo Armas Trigueiro

            Nasceu na freguesia e concelho do Corvo em 3 de Dezembro de 1906, filho de João Lourenço Saramago e de Maria P. de Sousa. Era descendente de importantes famílias de lavradores

            Depois de concluir a Instrução Primária, ingressou no Seminário de Angra do Heroísmo em 1924, tendo sido ordenado sacerdote em 10 de Maio de 1931.

            Já nesse ano pregou na festa de Nossa Senhora dos Milagres na sua terra natal, que, como se sabe, é dedicada à padroeira da ilha, sendo a maior festa dos corvinos.              Depois foi prefeito, ecónomo e professor do Seminário, onde se manteve durante vários anos. Entretanto, em 25 de Janeiro de 1934 fez exame de pregador no Seminário de Angra do Heroísmo. Desconhece-se a data em que deixou aqueles cargos, mas sabe-se que os exercia com elevada qualidade e que ali terá estado até 1944, aproximadamente. No exercício dessas funções era muito dedicado e competente, a elas emprestando toda a sua bondade e inteligência, como referem seminaristas desse tempo.  

            Sabe-se, contudo, que, em 30 de Junho de 1954, estava ou foi colocado como Vigário Ecónomo da paróquia de São Pedro, de Angra do Heroísmo, com licença de binação, nomeação essa que lhe foi renovada em 10 de Agosto de 1955 e em 30 de Junho de 1957. Entretanto, frequentou exercícios espirituais em 1954 e 1958, que considerava importantes para se manter devidamente actualizado.

            Em 1 de Julho de 1958 foi nomeado Vigário Ecónomo da Terra Chã, concelho de Angra do Heroísmo, com licença de binação, tendo sido nomeado Director do “lodalício” do Carmo da Terra Chã por escrito do provincial de 14 desse mesmo mês.

Em 1959 voltou a frequentar exercícios espirituais, e, em 30 de Junho de 1960, recebeu Provisão e licença de binar e pregar.

            Foi autorizado em 1 de Julho do mesmo ano a celebrar Missa Vespertina durante o novenário de Nossa Senhora do Carmo.

            E, em 30 de Junho de 1961, voltou a receber Provisão de Vigário Ecónomo e licença de binar e pregar, julgamos que na mesma paróquia da Terra Chã, onde faleceu, inesperadamente, em 29 de Julho de 1961.

            Tinha apenas 54 anos de idade, mas comportava já uma excelente obra ao serviço da Igreja Católica, quer na missão sacerdotal que lhe foi entregue, quer na ajuda que dispensou a outras paróquias e a outros colegas. Deixou tristeza e saudade nas pessoas que o conheciam, designadamente nos seus familiares, colegas e demais e amigos.

            Era muito popular e interessado no enriquecimento da sua cultura religiosa e da sua cultura geral, que, empenhadamente, procurava ensinar aos seus paroquianos.   

_________

            Bibl: Trigueiro, José Arlindo, “Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 176 e 177, ed. da Câmara Municipal do Corvo; Ficha Curricular Diocesana do próprio, conforme fotocópia constante dos meus arquivos; Gomes, Francisco António Nunes Pimentel, (2003), “A Ilha das Flores: da redescoberta à actualidade”, p. 246, 2.ª Edição da Câmara Municipal das Lajes das Flores.

 



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