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  • Procura-se Homem do leme!?
16
novembro

Procura-se Homem do leme!?

Escrito por  Fernando Guerra
Publicado em Fernando Guerra
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Tendo em conta o início de uma legislatura, de um novo governo regional, é necessário saber qual o nosso ponto de partida e quais as dificuldades que teremos que combater para que se gere confiança na economia, nas pessoas, e se acredite num futuro mais próspero.

Importa, pois, saber quem são os homens bons do leme, que com a sua coragem, com o empenho da sua energia apliquem as competências e as estratégias para atingir este bem-estar que procuramos para querer permanecer no Faial.

O contexto de partida não é nada fácil – não podendo ser tarefa para os fracos, nem para os vaidosos – devido ao cenário de conjuntura de crise económica e social europeia, nacional e regional (responsável pela maior taxa de desemprego de sempre).

 No Faial, o cenário é, infelizmente, mais grave! O nosso patamar é estranhamente mais baixo, ora vejamos alguns aspetos.

O peso da economia do Faial no contexto regional decresceu nos últimos 20 anos, isto é, apesar dos muitos milhões de euros gastos na região e no Faial, este não teve um efeito de criação efetiva de riqueza, sendo uma ilha menos apetecível e mais frágil, por esse facto.

Outro indicador anunciado recentemente, numa área de grande aposta da economia, que é o sector do turismo, e no qual o Faial tem a obrigação de ser competitivo, foi a taxa média de estadia abaixo da média regional (estamos em 7.º lugar a nível regional)... Preocupante!

Urge, portanto, infletir esta trajetória a caminho do precipício! E voltando à questão de que, para além de políticas estão as pessoas, os homens bons, os homens do leme, a que me referi no início, onde estão? Fazendo uma pequena análise nessa procura, o que obtemos?

A nível regional, o governo não cumpre com uma máxima de autonomia que é a sua aproximação do povo, não integrando nenhum faialense, nem das chamadas ilhas de baixo. Estamos longe da faca e do queijo e, pior, sabemos que a política que tem sido seguida não tem tido resultados e quem a trilhou ainda ganhou força neste governo. Pobre Faial.

Assim, o único governo que nos poderá servir é o local, sim, o poder municipal, o qual, numa ilha de um concelho só e com as competências que possui, deveria ser a autêntica boia de salvação, não deixando nenhuma oportunidade escapar-se por entre os dedos, incentivar o empreendedorismo, ter políticas direcionadas para a requalificação do património, dando uso económico ao nosso tecido empresarial sedento de apoio. Para que o nosso comércio se revitalize, criando mais postos de trabalho, é necessário que consolide serviços de apoio e incentive a nossa pequena indústria com uma zona industrial atrativa, que promova a hotelaria de charme e apoie a nossa restauração...

Mas, mais uma vez, analisando a situação do nosso Município nestas duas últimas décadas, verificamos que, apesar de ter tido maiorias, inclusivamente com jovens no poder, como é o atual elenco, não fez o que lhe competia, carregando o ónus dos maus indicadores anunciados de perda de competitividade regional.

Pior ainda é nesta atual necessidade de ter um município forte, estas maiorias que governam o terem levado a uma situação financeira desastrosa, que é preciso denunciar.

Acionando novamente o motor de busca à procura dos homens fortes, necessários para o leme, o computador procura, procura, mas tem dificuldade em encontrar...

Particularizando, o nosso jovem edil, há 15 anos no município, e que acumula as funções como responsável máximo do partido do governo regional, tem de dar outra imagem. Pois, repetindo-me, se é jovem deveria ser dinâmico, mas não tem demonstrado força ao leme, sendo assim justificável que não tenha sido candidato ao parlamento regional. Aliás, demitiu-se durante o atual mandato autárquico de muitos pelouros importantes (será que é um reconhecimento de incapacidade de gestão?). Compreende-se, portanto, porque não fez parte do novo governo... É justo ponderar e questionar, será o homem do leme que o Faial necessita neste momento?

Será sintomático desta situação que na tomada de posse do novo governo, na Horta, o nosso edil estivesse a trabalhar no Brasil?

Perante a ausência de Homem no governo, perante tamanha fraqueza de resultados do Município e pobreza de ação e gestão municipal, o Faial está noutra crise, para além das anunciadas, a de falta de homem do leme.

  

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