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01
fevereiro

Opinando objectivamente

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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TÓPICOS:  1-Papas  2-Inquérito  3-Mito?

 

1

    Pio XII

Eleito a 1 de Março de 1939, inicia praticamente o seu pontificado com mensagens à Itália, França, Alemanha, Polónia, Grã Bretanha e Bélgica, manifestando preocupação pela situação política na Europa.

A propósito, no discurso radiofónico de 24 de Agosto ficou célebre a expressão: "Com a paz tudo se pode salvar, com a guerra tudo se perde".

Só que os alemães não fizeram caso, e invadem dias depois a Polónia a 1 de Setembro, respondendo ingleses e franceses com declaração de guerra.

Foram anos de dificuldades para o Vaticano, assolado por todos os lados, sem deixar, porém, de prestar apoio a Judeus, refugiados e prisioneiros, tendo Pio XII insistido na sua imparcialidade, que era mais do que neutral.

Todavia não se livrou das críticas dos inimigos de costume, aliás, destruídas com o agradecimento público judaico.

E terminado o conflito na Europa, as perseguições aumentaram para além da "cortina de ferro" na chamada "Igreja do silêncio", bem vincadas nos ilustres Príncipes: Arcebispo Stepinac de Zagreb, Arcebispo Mindszenty da Hungria e Cardeal Wiszynski de Varsóvia.

Como “após o mau tempo vem a bonança”, provérbio esperançoso, também para o Portugal de hoje, o Santo Padre anuncia o Ano Santo de 49/ 50 – “Unidade da Igreja” que segundo um conhecido jornalista foi "grande factor de pacificação dos povos”.

E a 1 de Novembro de 1950, falando de pé perante mais de seis centenas de Bispos e 600 mil fieis "proclama a Virgem Maria, terminado o curso da vida terrena, foi assunta à “Glória celeste".

Aumentou o Sacro Colégio para 56 Cardeais, sendo 41 não italianos, entre estes o primeiro chinês, e foi o fundador do “Apostolado dos leigos”.

Foi ainda o primeiro Papa a falar, e com frequência, pela Rádio e a aparecer ao mundo pela Televisão, tornando-se mais conhecido; a sua imagem, porém, terá sido afectada, por não esconder um semblante normalmente ascético e a sua descendência nobre, não deixando por isso, aquando da proclamação da República na Itália, de lembrar à nobreza de que haviam terminado os privilégios até então auferidos.

E quanto a Portugal, além de elogios feitos em diversos discursos, dirigiu uma mensagem radiofónica no 25º. Aniversários das aparições em Fátima e enviou, como delegado, o Cardeal Massela para coroar a imagem de Nª.Senhora, tendo sido neste Santuário o fecho do Ano Santo.

à margem

Após nosso casamento, passámos a ter na Sala, agora de muiti-usos, artisticamente emoldurado pela Maria João, um quadro de PioXII e sua Bênção Apostólico que, como católicos, muito prezamos, e que, por amabilidade, o saudoso Padre Silvestre adquiriu em Roma.

 

2

    No dia 31 de Dezembro, a RTP-A fez um inquérito de rua em Ponta Delgada sobre o que pensavam os açorianos do ano 2012.

Mas pela pronúncia, apenas os micaelenses foram os felizardos a botar palavra, nem que em Angra ou na Horta não houvesse também gente nestas ilhas nascida, ou também portugueses e estrangeiros aqui vivendo.

Fazemos votos que, no novo ano, o velho e rachado disco vá para a lixeira, dando lugar, finalmente, a um outro mais condizente com uma desejada unidade, que parece estar cada vez maia longe…

 

3

    Não será mesmo um mito a influência do clima açoriano, mormente nas corridas pedestres?

Embora considerado ameno, é certo que o nosso clima é normalmente húmido, não fosse os Açores um arquipélago situado a meio do Atlântico norte.

Regiões húmidas existem também no Continente, e nunca ouvimos queixarem-se de tal facto.

Recordo ter passado há anos um fim de semana na zona da Foz, no Porto, e ao acordar, manhã cedo, julguei estar na estrada da Caldeira.

Vem estas linhas a propósito de ter ouvido, na televisão, o atleta continental Luis Feiteira (como disse o jornalista), vencedor da recente corrida de 6 mil metros no Faial, e de outras em S. Miguel e Pico, dizer, assaz convencido, que já está habituado ao clima das 4 estações no mesmo dia.

Na verdade já foi, mas já não é tanto assim, e em Portugal, do Minho ao Algarve, dias há que não são de fiar, sendo mesmo de aconselhar um guarda-sol  que também pode servir para abrigar da chuva...



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