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21
junho

CORVINO QUE SE DISTINGUIU - DAVID FRANCISCO MENDONÇA SANTOS (1944-….) - Funcionário de finanças e político

Escrito por  José Arlindo Armas Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Nasceu na Freguesia e concelho do Corvo em 21 de Setembro de 1944, filho de David dos Santos e de Adelina Mendonça Santos, ele comerciante e ela doméstica.

Depois de fazer a instrução primária na sua terra natal, estudou no Liceu da Horta e em Ponta Delgada, tendo concluído o curso geral dos Liceus em 1964.

Seguidamente, mediante concurso, ingressou como Aspirante de Finanças nos quadros da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, tendo ficado aprovado, com o n.º 115, da lista de concursos a nível do País, com 12,03 valores, conforme “Diário do Governo” n.º 272, II série, de 19 de Novembro de 1965. Na sequência dessa aprovação, foi colocado em 19 de Novembro de 1965 como Aspirante Provisório na Repartição de Finanças do Corvo. Assim, em 5 de Maio do ano seguinte, foi empossado definitivamente nos quadros daquela Direcção-Geral. 

Entretanto, durante os anos de 1967 a 1970 prestou serviço militar obrigatório inicialmente em Angra do Heroísmo e a seguir na ex-colónia portuguesa de Moçambique, onde Portugal mantinha, desde 1964, uma guerra contra a guerrilha nacionalista. Aí viria a ser condecorado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas, com a legenda “Moçambique 1968/69, por despacho de 4 Nov. 69 do General Comandante da R. M. M” e louvado pelo Comandante do BCAÇ 2831. Visaram, deste modo, homenageá-lo pelos bons serviços prestados aquando da sua estada no Norte daquela colónia, em que o volume de trabalho era muito além do normal, e, especificamente, por ser “cooperador, leal, inteligente e activo, [e porque] nunca se retraiu a esforços para superar as dificuldades inerentes à sua função e por isso é digno que se ponham em relevo as suas qualidades”.

Concluído o serviço militar, regressou aos Açores, onde voltou à carreira profissional de Aspirante de Finanças, na Repartição de Finanças do Corvo. Em 1973, a seu pedido, foi transferido para a Repartição de Finanças da Horta, onde passou por diversas categorias, geralmente mediante concursos, já que era dedicado e competente. Aí chegou a especializar-se em contabilidade e a preparar-se para enveredar pela carreira na área da fiscalização, mas, depois de uma curta experiência, desistiu desse serviço e voltou ao serviço interno onde permaneceu até à sua aposentação. Chegou a exercer a subchefia da Repartição de Finanças e, temporariamente, suspendeu as suas funções para desempenhar o cargo de Deputado Regional. 

Em 31 de Dezembro de 1967 casara com Lívia Maria Gomes da Silva Santos, natural de Angra do Heroísmo, que fez carreira como Professora Oficial, designadamente na Terceira e no Faial, de que se veio aposentou em Maio de 1997. Do casamento nasceram as filhas Adelina, que hoje exerce o cargo de Professora de Matemática em Angra do Heroísmo, e Rosália, que exerce as funções de Animadora Sócio-Cultural na ilha do Faial. 

Por despacho do Secretário de Estado do Orçamento de 12 de Março de 1975, foi autorizado a ser empossado no cargo de vogal da Comissão Regional de Turismo da Horta, em representação da Câmara Municipal do Corvo.

Em Junho de 1975 fez parte do grupo de Trabalho de Reorganização de Serviços das Contribuições e Impostos (G.T.R.S.C.I.), que se previa viesse a alterar o sistema de liquidação e cobrança de Imposto Complementar, grupo esse que viria a “abortar” com o afastamento do “Gonçalvismo”. 

Como não desejava sair do Faial, desistiu de se candidatar a vários concursos de promoção, até porque a esposa leccionava em escolas primárias da ilha, para além de estar a viver com o pai e com as tias em casa própria que adquiriu na cidade da Horta. 

Na sequência do “25 de Abril de 1974” ingressou no PPD/PSD - Partido Social-Democrata em 1975, onde integrou várias comissões políticas no concelho da Horta. Foi membro do Conselho Regional e do Conselho de Jurisdição Regional, durante vários anos. Deste modo, foi eleito deputado à Assembleia Regional dos Açores pelo Círculo Eleitoral do Corvo, nas listas daquele partido, nas I, II, III e IV legislaturas consecutivas (entre 1976-1992), tendo aí exercido diversas funções, nomeadamente de Secretário da Mesa, de Secretário do Grupo Parlamentar e fez parte de várias Comissões permanentes e eventuais, designadamente das seguintes: Comissão de elaboração do 1º. Regimento da Assembleia Regional dos Açores; de Assuntos Sociais; de Organização e Legislação; de Finanças e Planeamento; de Assuntos Internacionais; e da Comissão Eventual para Estudo da Pornografia, Alcoolismo, Prostituição e Droga. 

Como político foi incansável na solução dos problemas relativos à ilha do Corvo, numa altura em que poucos se interessavam por eles, face ao atraso ancestral em que a ilha se encontrava. Na ilha do Faial foi também incansável na vida partidária do seu partido tendo nele desempenhado, por muitas vezes, cargos nos órgãos directivos, quer a nível local, quer regional. Deste modo, participou em diversos congressos, tanto a nível nacional, como a nível regional.  

Em 1992 deixou a vida política e voltou à sua actividade profissional na Repartição de Finanças da Horta, com a categoria de Perito Tributário de 2.ª Classe, onde desempenhava o cargo de adjunto de Chefe de Repartição de Finanças. Aí, face ao longo período em que esteve a servir a política, procurou rapidamente actualizar-se, servindo com a sua tradicional simpatia e popularidade, sempre prestável, os contribuintes. Ainda encontrou disponibilidade para fazer parte do Sindicato das Contribuições e Impostos, nele actuando, durante vários anos, como delegado no Distrito Fiscal da Horta. Em 2002 passou à situação de aposentado, beneficiando da gratificação como político, face aos muitos anos em que exerceu a actividade de deputado regional. 

Sempre preocupado em servir a sociedade onde está inserido, sem nunca esquecer a ilha onde nasceu, pertence a vários organismos de carácter social, nomeadamente: é sócio fundador dos Lions Clube da Horta desde 1988, tendo sido Presidente de Divisão Açores, bem como Secretário e Tesoureiro; é sócio e fez parte da Direcção da Sociedade “Amor da Pátria”, da cidade da Horta, nos anos de 1986 a 1988; é sócio fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários do Corvo; foi dirigente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Liceu Nacional da Horta; foi delegado do Sindicato das Contribuições e Impostos, com já referimos; é sócio e foi Presidente do Conselho Fiscal do Lar das Criancinhas do Faial, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), desde o ano de 1991 até 2008; é sócio da ADELIAÇOR - Associação para o Desenvolvimento Local de Ilhas dos Açores, tendo já sido membro da Direcção e da Assembleia Geral.

É extremamente simpático e amigo de ajudar todos os que dele carecem, tendo sempre abertas as portas da sua casa para ajudar ou instalar muitos dos seus conterrâneos, sendo, deste modo, muito útil à ilha que o viu nascer, seja como político, seja como simples cidadão.

Fazendo facilmente amigos, também no Faial é socialmente muito popular, mantendo bons relacionamentos na sociedade faialense e açoriana.

________

Bibl: Trigueiro, José Arlindo, (2008), “Enciclopédia Açoriana”, (Santos), Centro de Conhecimento dos Açores, Internet; “Assembleia Legislativa Regional”, (2001), edição própria; Trigueiro, Trigueiro, José Arlindo Armas,”Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 210 a 213, ed. da Câmara Municipal do Corvo; “Biografias dos Deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, 1976-2007”, (2007) edição própria, Açores 2007, p 385. 

 

 

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