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06
dezembro

Opinando em Tópicos

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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A mesma música

Breve justificação a uma pequena alteração no título, nestes tópicos que, mantendo a possível objectividade, continuam com a mesma música, julgamos com algumas vantagens também para os nossos simpáticos leitores.

 

Mestre Simão

Pela comunicação social , desta feita, vista/ouvida e lida, fiquei a saber da chegada à Horta do novo navio "Mestre Simão", acontecimento aliás conhecido dos leitores, pelo que dispensa pormenores.

Todavia, duas ou mais coisas me levam a fazer este tópico, especialmente pelo que narra Amilcar Quaresma em “Maresias”.

Começarei pela justiça feita a um amigo da juventude, o Simão como sempre o tratei, seguindo velho hábito hortense, em chamar os filhos pelo nome próprio dos pais, quando este é algo raro, o meu caso também que, ainda hoje, sou Constantino para muitos patrícios, do que até gosto, sem falar de minha irmã que é para todos a Teresinha Constantino.

Mas voltemos ao Simão, baptizado por Manuel, de seu pai herdado, acrescentado de Alves, passando também a saber que do velho lobo-do-mar Guilherme muito aprendeu quando aos 11 anos, tirada a célula marítima, iniciou prometedora faina na “Calheta”.

Aliás, tratava-se da embarcação mais emblemática da frota das Lanchas do Pico, ou dos Lourenços, em que fez viagens sem conto. Mas terá sido a sua extraordinária acção aquando do encalhamento do “Archimedes” no porto artificial em frente ao largo do Infante, valendo-lhe merecido louvor do Capitão do Porto que terá contribuído para que a sua fama mais se alastrasse pelas ilhas do Triângulo, particularmente nas do Canal, assaz patente no regozijo geral ao saber-se que ao novo navio fora dado o nome de “Mestre Simão”.

DEUS ou deuses…

"Portugal Português" é um interessante programa da TVi24, apresentado na primeira metade das tardes de domingo, a que já nos temos referido.

Estando o Turismo na ordem do dia, por sua contribuição para o aumento da nossa Economia, causando mesmo engulhos nas Esquerdas derrotistas, o convidado de Paula Magalhães citou elogiosamente várias regiões com magníficos panoramas, salientando a certa altura a zona do Douro.

Assaz concordante, a jornalista interveio, dizendo: Parece que Deus até parou ali para descansar.

Mas logo a seguir completou: sejam lá qual forem os deuses….

Talvez se tenha lembrado da ateia confessa Joana, comentadora televisiva que, em sugestivo debate com dois ilustrados crentes sobre a influência do cristianismo no continente europeu, aproveitou a “oferta” da moderadora para o fecho, frisando, em última intervenção que “a Europa não precisa de Deus”.

Acabou assim por reconhecer que afinal Ele existe, como é óbvio.

 

O Cabo das Eleições

Mais uma eleição realizada, e novamente o cabo de fibra óptica ou das tormentas para os socialistas.

Aliás, tantas vezes prometido que se fossem multiplicadas pela distância entre as Flores e o Corvo, o dito que também poderia ser chamado da Promessa, qual terra de leite e mel da Bíblia, daria até para dar a volta ao mundo, a bater o recorde dos idos cabos submarinos, na Horta amarrados.

Quis, porém, o destino, ou o mau tempo que a cerimónia de inauguração com pompa e circunstância fosse realizada na capital da Autonomia, para que a governação não tivesse tido o gosto de receber os aplausos oficiais e populares que não deixariam de serem feitos apesar da vintena de anos que fez esperar os nossos irmãos mais a ocidente que apenas servem para parir deputados e presidentes municipais.

E que agora só lhe resta inventar outro saboroso rebuçado, seja cor-de-rosa, seja laranja, eternos ganhadores, excepção para corvinos que lhes tem vindo a pisar os calos ...

 

Porcaria na Televisão

Ao terminar o Telejornal das oito (20 horas), o jornalista anunciou que após "breves minutos” teriam início as 20 perguntas ao 1º. Ministro.

Tempo que nos pareceu anos, por demasiado interesse em assistir de principio ao fim ao aguardado programa da RTP-1.

Única razão que fez com que não mudássemos de canal, pois o que José Rodrigues dos Santos apresentou para entreter a clientela foram imagens que jamais pensávamos fossem exibidas no mini-ecran: artistas ditas célebres, nuas ou semi despidas, em cenas em que o erótico e o pornográfico corriam parelhas.

Como se ainda não fosse pouco, a certa altura é solicitada a opinião duma adolescente, se seria capaz de fazer tais coisas? Visivelmente embaraçada respondeu: nunca em frente de meus pais .

E com o seu habitual sorriso, quiçá convencido mesmo da porcaria apresentada, foi dizendo: garotas marotas...

 

* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico

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