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  • Pedrada no Charco VII
07
março

Pedrada no Charco VII

Escrito por  Humberto Rosa
Publicado em Humberto Rosa
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Faltando sensivelmente pouco mais de dois meses para o término da época em curso, o mercado da “(des)formação” parece estar ao rubro. Já se vai ouvindo em plena praça pública que treinadores e diretores do clube X e Y já vão apertando o cerco junto de atletas e dos respetivos encarregados de educação, tentando a todo o custo demovê-los da continuidade no clube ao qual estão vinculados na presente época.

Todas estas manobras “obscuras” com o intuito de monopolizar os melhores atletas pensando unicamente na conquista imediata de títulos, em nada abona a favor do futebol de formação e da sua genuína essência. Todos aqueles que apregoam que a aposta do clube aos quais estão ligados passa pelo futebol de formação tem de uma vez por todas de se mentalizar que, não é possível evoluírem no plano desportivo se a “política” continuar a ser a de enfraquecer os adversários, retirando-lhes os atletas de valor. Mais, este tipo de conduta, postura e itinerário preconizado gera grande hostilidade, que presentemente já é amplamente constatada em muitos jogos que presenciamos, onde os conjuntos que se defrontam encaram o seu antagonista não como adversário, mas sim como inimigo. Todo este sentimento que reina dentro e fora das quatro linhas é como o acender do rastilho de um barril de pólvora que em muitos casos acaba mesmo por explodir no final do jogo. Exemplo disto são as muitas cenas lamentáveis que infelizmente continuamos a assistir após o término de alguns jogos. 

Pois bem, é tempo dos clubes, nas pessoas dos seus directores, treinadores e alguns encarregados de educação dos atletas, darem realmente mostras de que possuem estofo mental e um grau de cultura cívica e desportiva para efetivamente estarem ligados ao futebol de formação.

Impõe-se que o descrito no parágrafo anterior se concretize e ascendamos a um estado superior de unidade ou continuamos neste fracasso, e amanhã assistiremos a um novo gesto de renúncia e o individual continuará a sobrepor-se ao colectivo numa “adulteração” permanente da verdadeira ética do futebol de formação.

 

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