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03
outubro

Florentinos que se distinguiram - MARIA DE FREITAS VIEIRA (1899-1983) Professora

Escrito por  José Arlindo Armas Trigueir
Publicado em José Trigueiro
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Filha de António de Freitas Vieira e de Emília de Freitas Vieira, nasceu no lugar da Fazenda, freguesia e concelho de Lajes das Flores, a 16 de dezembro de 1899. 

Tinha várias irmãs, algumas das quais ainda conhecemos, a viverem com ela, nomeadamente a Virgínia e Filomena, que, tal como ela, eram ambas solteiras. Acabaria também por viver com ela outra irmã, Maria Medeiros, viúva, que estivera emigrada nos EUA durante vários anos, bem como a Maria da Conceição Tomás Pereira*, a quem estimava como filha. 

Em data e lugar em que não pudemos precisar, cursou o Liceu e “concluiu o curso da Escola Normal, com a bonita classificação de 19 valores”, escreve o Jornal-Rádio de 11-9-1919, de Santa Cruz das Flores, tendo regressado à localidade da Fazenda das Lajes, na última viagem do navio da carreira para as Flores, acompanhada de sua mãe. 

De início terá lecionado no lugar da Costa e na freguesia do Lajedo, efetivando-se depois na freguesia da Fazenda onde permaneceu durante vários anos até ao momento da sua aposentação, a qual ocorreu em 1951, ano em que foi substituída pela Prof. D. Maria Manuela Nóbrega Gomes. 

Aí exerceu as funções de delegada escolar, cargo que desempenhou durante vários anos com dedicação e personalidade. Imprimia às suas aulas grande qualidade, registando-se no seu ensino um reduzido grau de falta de aproveitamento escolar. A grande maioria das alunas que passaram pelas suas aulas, salvo as que não faziam dos estudos adequados aproveitamentos, possuíam excelentes 4.ªs classes e excelentes bases para a continuidade dos seus estudos. Correspondia, plenamente, aos professores que lhe deram a elevada classificação final de curso de 19 valores no seu curso de Professora.

Tinha um feitio delicado e bondoso. Assim, começou por proteger desde criança Fernando Vieira Gomes, filho do seu vizinho José Pereira Gomes, a quem custeou o curso que o mesmo fez no Seminário de Angra do Heroísmo, e que, depois da sua ordenação sacerdotal, acompanhou o resto da sua vida. De forma semelhante, foi protetora de outra sua vizinha, Maria da Conceição Tomás Pereira, que ficára órfão de mãe por ocasião do seu nascimento. 

Como se aposentou depois da ordenação do Padre Fernando Vieira Gomes, que foi colocado como sacerdote na freguesia de Santa Clara, na ilha de S. Miguel, em 1949, transferiu para ali a sua residência, onde já estariam a sua irmã Filomena e a sua protegida Maria da Conceição Tomás, a quem custeou o curso de professora, juntando-se, deste modo, àquele seu protegido.  

Com ele permaneceu até ao seu falecimento, o qual ocorreu na freguesia de Santa Clara, ilha de S. Miguel, a 8 de Março de 1983. 

Bibl: Alguns elementos curriculares fornecidos por José Fernando Gomes, pelo telefone, em 22-11-2006; Trigueiro, José Arlindo Armas, “Fazenda das Flores, Um Século de Sucesso”, (2008), pp. 219, ed. da Câmara Municipal das Lajes das Flores.  

 

Com teve de ficar muito cedo como gestora do seu lar, era hábil na forma como o geria, não obstante a gestão das suas terras estar entregue à irmã Virgínia, que tinha mais jeito para lidar com os lavradores que as trabalhavam. Porque meu pai era um desses lavradores, tive oportunidade de, durante a minha juventude, lidar com a sua bondade e com a sua generosidade. Quando trabalhávamos as suas terras, mandava que nos assentássemos na sua melhor sala de jantar onde nos servia uma abundante e saborosa refeição, intervalada de dois excelentes lanches, um servido a meio da manhã e outro a meio da tarde. E, apesar de nesse dia, as pessoas de casa serem servidas ao almoço, na cozinha para que estivéssemos à vontade, nunca deixava de ir à sala onde estávamos com uma palavra amiga, delicada e interessada.   

Sem vaidades, mas dotada de uma forte personalidade, era simpática, caridosa e prestável para todos os que carecessem dos seus serviços. Não me recordo que na freguesia alguém tivesse por ela qualquer inimizade, apesar da sua difícil e por vezes polémica profissão pública.

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