Motor açórico e o Ronaldo da bola…
Com a última remodelação governamental açoriana, um dos membros substituídos foi o micaelense Noé Rodrigues que durante anos teve a seu cargo a Secretaria da Agricultura, sedeada no Faial.
Regressado a Ponta Delgada, logo que tomou posse do Conselho de ilha, não perdeu tempo em colocar na agenda da primeira reunião o "Programa Operacional dos Açores com uma dotação de 1,1 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Fundo Social Europeu”.
Terão pois sido sintomáticas as seguintes declarações: "Achamos que São Miguel continua a ser e continuará a ser o principal motor da economia açoriana, e por isso deve reivindicar de uma forma clara, consistente, permanente a alavancagem destes investimentos com os fundos comunitários que lhes devem ser destinados.
Outra afirmação: "São Miguel é uma ilha que de facto tem capacidade de ser motor dinamizador de economia” e deve de uma forma equitativa, proporcional, receber o investimento que é necessário para poder continuar a ser esse motor.
Começando pelo fim, isso de ser motor é mania antiga e assaz anti unidade açoriana, fazendo até lembrar o Ronaldo da bola, a levar às costas os restantes dez (nos Açores são oito).
E quanto a “equitativa e proporcional” tem sido na verdade pecha da tão desejada Autonomia, em que a ilha maior tem sido de longe a mais beneficiada, mas segundo o senhor Noé parece que ainda querem mais ...
Afinal não era coisa do passado!
Esta de os mortos votarem, afinal não é coisa só do passado
Isto apenas pelo que agora assistimos no inédito duelo entre os dois maiorais socialistas.
Uma campanha algo interessada ou interesseira, em que os mortos também entraram na peleja rosa, quiçá por abuso de seus nomes no pagamento de quotas antigas, outra coisa também original.
E quanto a mortos é de lembrar de que não foi invenção da 2ª. República (Estado Novo), pois já na primeira era rica herança monárquica que também chegou a estas ilhas.
Quanto ao Faial e pelo que conheço, particularmente por transmissão paterna, houve mesmo uma eleição nos Cedros, em que a urna foi trocada com a ajuda do próprio vigário, nanja o do conto.
Todavia, tudo decorria em franco ambiente, embora com suas zangas que depressa desapareciam, não chegando a novo acto eleitoral aliás aproveitado para desejada vingança….
Os Açores também são Europa !
Com certeza que o leitor teve conhecimento dum caso fatídico sucedido em princípios de Agosto no Cabo da Roca, o ponto mais a ocidente do continente português, nanja de Portugal pois os Açores são também Portugal, aliás slogan que correu o arquipélago de Santa Maria ao Corvo aquando da viagem patriótica do Presidente Carmona durante a Segunda Guerra Mundial.
Mas voltando à tragédia do Cabo da Roca em que um casal polaco se despenhou de 140 metros de altura quando era fotografado por um dos dois filhos ainda jovens.
É que a televisão ao mesmo se referiu dias a fio e quiçá para dar maior relevo à notícia não se fartou de dizer ter acontecido no ponto mais ocidental da Europa.
Que um analfabeto de Freixo de Espada à Cinta não saiba que tal ponto é o ilhéu de Monchique, a meia milha da freguesia da Fajã Grande da ilha das Flores, nada a dizer, mas um profissional da comunicação social, diz tudo de sua ignorante formação
Campeonato subaquático de fotografia na Graciosa
Realizou-se em meados de Setembro na Graciosa o Campeonato Europeu Subaquático de Fotografia cujos competidores foram unânimes em salientar as límpidas águas e os sugestivos panoramas coloridos, a tornar em autêntico êxito o evento que levou àquela ilha mais de cem visitantes, como ouvimos a entidade graciosense.
E no seu natural entusiasmo não se esqueceu de dizer que os hotéis e residenciais estavam todos cheios.
Duma forma ou doutra, não há dúvidas que os Açores muito lucraram com a Autonomia, pois quem diria que as nossas ilhas, mesmo as mais pequenas, seriam escolhidas para palco de eventos nacionais e internacionais.

Ilhéu de Monchique Onde acaba a Europa
O autor não escreve de acordo com o novo acordo ortográfico