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05
dezembro

Agora não podemos falhar!

Escrito por  Ricardo Serrão Santos
Publicado em Ricardo Serrão Santos
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Vivemos em ilhas no meio do Oceano Atlântico. Ano após ano registamos pequenas diferenças nas costas das ilhas, inexplicáveis tempestades, a temperatura atinge novos máximos no Verão, acompanhados de seca, e novos mínimos no Inverno. No mar aparecem novas espécies. 

Vivemos num conjunto isolado de ilhas vulcânicas que se projetam muitas centenas de metros acima do mar. Mas, se mesmo neste arquipélago se sentem claras diferenças, que dizer de outros locais, mais expostos, mais frágeis e nos extremos das intensificações climáticas? 

Neste ano de 2014, o problema das mudanças climáticas de origem antropogénica continua a ser o fator condicionante do futuro do planeta e da nossa civilização. Estamos perante a questão que exige a mais complexa ação política a nível internacional e que terá de envolver uma reforma, senão mesmo uma revolução de hábitos e consumos. 

Os serviços dos ecossistemas de que dependemos estão em perigo. A mudança e a degradação que observamos nas últimas dezenas de anos é equivalente a milhares de anos nos processos puramente naturais. Só conseguiremos reverter isto com alterações significativas das tecnologias que usamos e dos nossos estilos de vida.

Quioto e Joanesburgo falharam porque os países centrais na solução falharam. Decorre agora a reunião de Lima, a vigésima Convenção das Partes (COP 20), e, em 2015, a COP 21 em Paris, onde se discutirão os problemas e as soluções para inverter os factores contribuintes e mitigar as consequências das alterações climáticas. No Peru e depois em França temos que acordar metas realistas e sérias, e imprimir a celeridade de implementação que o contexto exige. 

A Europa deve ditar o ritmo e a urgência da mudança. A União Europeia tem liderado as posturas mais progressistas e agora é urgente que tenha sucesso.

No passado, fomos capazes de controlar e reverter situações que pareciam perdidas, como a perda do Ozono em altitude. Lima e Paris são a última oportunidade para fazer a diferença! 

 

Caso não haja compromissos, podemos estar na eminência do ponto de não retorno. A concentração de Carbono na atmosfera está perto de máximos históricos e que terão consequências dramáticas.

 

Temos que mudar rapidamente de paradigma, recusando o excesso de consumo e a utilização desregrada de combustíveis fósseis. Há que optar por uma ruptura civilizacional custe o que custar e implementar uma economia circular. É urgente!

 
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