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02
janeiro

Opinando em Tópicos

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
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O NATAL, os Magos e as ofertas

Mais um NATAL que vai até aos Reis, estamos a viver.

E com as ofertas ao Menino Jesus dos Magos que vieram do Oriente a Belém, guiados por brilhante estrela, terá começado linda tradição Cristã, enriquecida pele Presépio do Santo de Assis.

Ainda nos anos 20 do século findo era o Menino Jesus quem dava prendas, mas já então ajudado pelo velho São Nicolau, viajando pelos ares em original trenó puxado por renas.

Dava, e continua a dar, descendo em qualquer lugar, pois não precisa de grandes nem pequenas Pistas, o caso da faialense.

Mas eis que na década seguinte surge na América a ricaça coca-cola, e com ela um “pai natal”, incompreensivelmente aceite por adultos e intelectuais.

Se bem que queremos acreditar que não estará ameaçada a fé no Jesus Menino, conquanto o ambiente criado seja mais difícil aos pais católicos.

E, como já serei duas vezes criança, o meu pedido vai no sentido de que a minha ilha passe a ser olhada mas com olhos de ver, por quem de direito, para tantas carências, algumas que nem no Orçamento regional entram, e as que têm tal privilégio não fiquem por lá anos a fio, quiçá à espera de vaga, também o caso, desta feita, da Pista do Aeroporto...

 Queijos da CALF premiados

Na década 20 do século passado foi criada nos Cedros a indústria de lacticínios pela firma Castro, Meirinho e Xavier, Lda, com Fábrica no Cascalho, a primeira no Faial,

E em 1927 uma outra abria, de Constantino Magno do Amaral Jr. na rua da Igreja, em pequena casa dum piso, próxima do Império.

Por coincidência ou não, a revista ilustrada “Eco Cedrense”, publica em sua terceira edição quinzenal de 15 de Abril de 1928 anúncios das ditas fábricas.

Enquanto o da firma apenas se refere ao “fabrico especial de manteiga de puro leite”, outro avança com “manteiga finíssima e queijos de fabrico esmerado”.

Se havia dois tipos de queijos não sei, mas jamais me esqueci do Flamengo de bola encarnada, formato ainda hoje usado e o primeiro a aparecer no mercado faialense

Recordo-me também que a prensa era em madeira e que, sob a orientação de meu pai, foi executada pelo mestre António (Tesoureiro).

Por sinal, no recente Concurso "Queijos de Portugal 2014" da ANIL, a nível nacional, os dois queijos "Ilha Azul" da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial foram premiados, um com o 1.º prémio, Flamengo bola, atrás referido e outro com Menção honrosa, Prato, a confirmar que o apoio que tem recebido não foi em vão.

Como não foi também em vão o movimento, há anos, liderado pelo Doutor Santos e Senhor Manuel Azevedo Neves, salvando a Cooperativa de grave crise.

Casa Leão no centro de Angra

Não se trata da sede dos “Leões" da Terceira, já que o Lusitânia está instalado em Palácio histórico, mas sim de antigo restaurante aberto no início da rua de Jesus, no tempo em que o famoso Clube açoriano já era filial do Sporting de Portugal, tendo substituído apenas os triângulos na camisola por listas, também verdes.

Com certeza que seu primeiro proprietário terá sido apaixonado adepto dos dois clubes, pois na frontaria colocou uma comprida tabuleta com a cara do rei da selva seguida do nome do estabelecimento, então mais virado para petiscos, acompanhados de vinho de cheiro tão do gosto terceirense.

Não terão conto os donos que lhe sucederam, pois já foram muitos os que conheci nos quase trinta anos em que vivo a poucos metros da Casa Leão.

Quando a tabuleta deu lugar a toldo apenas com nome do estabelecimento não sei, mas sei que, não há muito tempo, se via nas paredes interiores grandes fotografias dos célebres leões futebolistas.

Presentemente, é dirigido por Dona Rosa, profissional de restauração que resolveu continuar a trabalhar no ofício mas por conta própria, pois é exímia cozinheira, confeccionando variados e apreciados pratos cuja numerosa lista gostaria um dia passar a um livro, segundo me disse seu braço direito, o dinâmico João, por sua vez, um típico terceirense que de tudo sabe e faz também gala do café por ele tirado que é mesmo bom.

E pelo que tenho observado a Casa Leão continuará a ser o único restaurante na rua mais comprida da Cidade Património Mundial como gostava de frisar o saudoso patrício Mons. José Garcia, quando Pároco da Sé, antes e depois do terramoto de 80.

 

O autor não escreve de acordo com o novo acordo ortográfico

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