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06
fevereiro

Nova frente de batalha

Escrito por  Carlos Enes
Publicado em Carlos Ferreira
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Julgo que ninguém põe em causa o direito que assiste aos americanos de definirem a sua política no sector militar e de realizarem os cortes financeiros e as reduções de efetivos que entenderem. Contudo, isso não invalida as críticas que são feitas à atitude de se servirem da sua supremacia para impor as regras do jogo com prejuízo para os povos que com eles cooperam. Apesar de alguns discursos (nada convincentes) do governo de Passos Coelho a insinuar rebeldia, a entrevista recente do embaixador americano confirma isso mesmo: quem definiu as futuras áreas de cooperação com Portugal foram os americanos, na sequência da redução de efetivos na Base das Lajes. Sendo assim, não podem ficar imunes à censura as atitudes de fraqueza do governo português que não reclama com frontalidade contrapartidas justas por essa redução. 

A nível interno, o governo português tem andado a arranjar subterfúgios para se escapar à solidariedade que é devida aos Açores e talvez não esperasse a pronta resposta do governo regional ao apresentar o Plano de Revitalização Económica para a Terceira. Os dados estão lançados e temos que ter consciência que se a presença americana, ao longo destes anos, estendeu as suas vantagens a toda a região, na hora da redução os danos batem à porta de todos nós, direta ou indiretamente. O problema não é apenas da Terceira, é regional e também nacional.

No momento presente, temos duas frentes de batalha que merecem todo o nosso empenho: convencer o governo e a opinião pública da justeza das propostas do governo regional.

Deste modo, há que pressionar o governo português para não baixar os braços nas reuniões previstas com os americanos; convencê-lo que a utilização da Base das Lajes ao longo destes anos foi do interesse nacional, pois foi ela que projetou Portugal no contexto mundial; incitá-lo a ser perentório na demonstração de que a América recolheu benefícios superiores aos investimentos efetuados, com largas vantagens a baixo custo para manter a sua supremacia militar no mundo; fazer ver aos americanos que os impactos negativos da redução nas Lajes são, por exemplo, muito mais profundos do que na base inglesa de Mildenhall, dado que esta está integrada numa economia mais desenvolvida e inserida no condado de Suffolk, com 700 mil habitantes. Em suma, os americanos não podem sacudir a água do capote, como se não tivessem nada a ver com “o problema do presidente Cordeiro”, para utilizar a expressão do embaixador americano, porque este problema é de âmbito nacional.

Outra frente de batalha, não menos importante, consiste em esclarecer a opinião pública das várias componentes que englobam o Plano de Revitalização. A imprensa procura tirar partido dos títulos bombásticos, realçando verbas elevadas sem explicar devidamente a sua aplicação nem as causas que lhe estão subjacentes. Se considerarmos que a maioria da população só lê os títulos, não é de admirar que a primeira reação seja negativa perante os milhões que aparecem nos cabeçalhos noticiosos.  

Tem que haver um esforço concertado para explicar devidamente as razões das nossas reivindicações, com informação muito objetiva e sintética, para não corrermos o risco de quebrar a onda de solidariedade que os portugueses, duma forma geral, têm para com os Açores. Esta batalha é decisiva, pois já nos basta a falta de cooperação que o governo da República tem demonstrado. 

 

 

 

 

 

 

 

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