Retomo um texto publicado neste espaço há quase três anos, “sobre o cosmopolitismo faialense”. Na altura apresentei a definição do termo e afirmei a sua aplicabilidade no caso do Faial, questionando-a, mas mantendo a ideia já antiga de que temos uma sociedade cosmopolita. Porquê? Porque temos contactos e presenças externas e somos um ponto de passagem (e permanência) de gentes e culturas de várias origens. Faço agora um percurso diferente de reflexão, deixando o óbvio (os contactos permanentes com outras culturas) para me centrar nos efeitos...
É que das nove ilhas, o Faial é, sem dúvida, a mais bafejada por uma privilegiada situação geográfica e assaz estratégica. Assim o terá pensado a aristocrata Família Dabney, não deixando, porém, de se fascinar pela baía da Horta, das mais belas do mundo, e também pelo conjunto das ilhas do Triângulo.
Após o primeiro consulado Americano nos Açores, iniciado na Horta onde a Família de Charles Dabney permaneceu cem anos, uma Encarregada...
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores abriu as portas da residência oficial e os jardins ao público, recriando criativamente episódios da vida dos Dabney. Actores, músicos, cidadãos comuns, professores, uma cantora lírica deram vida às personagens histórias que outrora habitaram a casa. No jardim cruzamo-nos com membros da família, assistimos a uma reunião de senhoras para uma sessão de leitura. Há um recital de piano na casa. Há...