Pouco mais velho do que nós, pois já conta noventa anos de existência, este prezado cidadão continua a valorizar-se e, simultaneamente, a valorizar a sua terra natal, a ilha do Faial, e particularmente a ridente cidade mar da Horta.Desde que o conhecemos, a sua personalidade marcante, o seu convívio, alegre e jocoso, atraente e a sua determinação acertada e altruísta, construtiva e valorativa são atributos que configuram com a sua personalidade e o distinguem, ainda no nosso burgo hortense.O cidadão Mário Fraião, contínua sendo honra lhe seja,...
Assinalam-se hoje 107 anos sobre a eleição do primeiro Presidente da República Portuguesa. Foi a 24 de Agosto de 1911 que a Assembleia Nacional Constituinte escolheu democraticamente o Dr. Manuel de Arriaga para supremo chefe da Nação. Faialense de nascimento e de formação, cidadão ilustre e português de gema, Manuel de Arriaga ascendeu à presidência da República Portuguesa por mérito próprio e por eleição da maioria dos deputados constituintes.Figura de consenso, republicano convicto, orador notável, líder político estimado e que encarnava...
Era eu bom jovem, estudante dos primeiros anos de Liceu Manuel d’Arriaga, quando tive a oportunidade de ficar a saber quem era o Mestre Costa, pessoa muito falada e conceituada, no meio hortense, pelas suas qualidades profissionais específicas de artista e competente e cordato cidadão.Este cavalheiro respeitado, ao tempo, era o mestre da oficina de renome mundial, intitulada “Fayal Coal” e distinguia-se pela sua inquestionável competência profissional e, ainda, pelo seu trato afável.Habitava, na altura, numa moradia própria, na freguesia das Angústias,...
Foi através da 7ª arte que despertei para o conhecimento das coisas, da vida e do mundo. A viver nos estreitos limites de uma pequena ilha (Graciosa), sem acesso à televisão, eu era uma criança bisonha para quem o cinema era o fascínio e o sortilégio que me restavam. Recordo, com nostalgia profundamente sentida, esses tempos em que, de calção, me entregava às cinefilias e descurava os trabalhos da escola…O cinema era, então, uma experiência de sonho, uma entrada no reino da fantasia, que não residia apenas nas histórias que via no écran,...
Aquando da minha vinda dos Cedros para a Horta, aos 10 anos, em princípio da década de 30 do Século findo, um dos primeiros amigos foi o Eduardo Ramos que morava ao lado da Escola Coronel Silva Leal, cujo páteo cimentado era atractivo da rapaziada.Assim passei a ver também com frequência os irmãos mais novos Artur e Álvaro, quase sempre trazendo fatias de pão barradas com manteiga.Filhos do Senhor Carlos Ramos que do Continente veio, como cabografista, para uma das Companhias estrangeiras, na Horta instaladas.Não teve mesmo dificuldade a integrar-se...