Foi rodeado da família e dos amigos que Genuíno Madruga, o navegador solitário apelidado de "lobo do mar" e cujo percurso de vida ficará indelevelmente marcado pelas duas viagens à volta do mundo, inaugurou na passada sexta-feira o seu restaurante na cidade da Horta, mais concretamente em Porto Pim.
Com o Monte da Guia como pano de fundo e ao som da Unânime Praiense, este projeto de 400mil euros, que contou com o apoio do programa comunitária SIDER, surge no panorama faialense, no dia em que passaram cinco anos da chegada do Hemingway da sua segunda viagem de circum-navegação.
Este é o projecto de um restaurante de peixe onde também se expõe a colecção de artefactos que testemunham as viagens deste pescador e velejador.
O local escolhido reveste-se de qualidades únicas para a implementação de um projeto desta natureza: Porto Pim, ancoradouro adjacente à Baía da Horta, cercado por muralhas defensivas, criteriosamente pontuadas por fortificações que marcam os pontos privilegiados de controlo do território, de entre os quais a Bombardeira, rematando a chegada da Rua Nova à Baía, onde esta implementado.
A zona é também marcada pelo tempo da baleação, com a presença do conjunto industrial do Monte da Guia e dos armazéns da Rua Nova e em proximidade ao Cais de Santa Cruz, conforme se pode ler no site dos arquitectos Carlos e Pedro Garcia responsáveis pelo projeto.
É historicamente um local de cruzamento de navegadores, baleeiros, pescadores, um lugar de encontro de gente do mar, e dessa mística do lugar se alimenta também o projecto, com o seu programa que é próximo a este universo.
O edifício elege a frente da Areínha Velha e a vista da Baía como tela para as zonas de público e foi tratada tendo em especial atenção a criação de soluções para lidar com as cambiantes ambientais daquela orla marítima, ora quente e soalheira, ora ventosa e alagada, procurando tirar o melhor proveito da relação com o exterior.
A ementa será, conforme afirmou Genuíno Madruga, totalmente dedicada ao mar e aos produtos dos Açores, "temos produtos de grande qualidade nos Açores e é isto que queremos explorar".
A sua equipa de trabalho esteve nos últimos dias a ser preparada por conjunto de chefs de renome regional e nacional, numa busca pela perfeição.
Genuíno estará aberto todos os dias para servir almoços e jantares e para proporcionar aos que o visitarem uma autêntica viagem de volta ao mundo, através dos elementos decorativos que o caraterizam.
A Direção Regional do PCP Açores esteve reunida na passada semana na cidade da Horta onde discutiu os principais aspetos da situação política, social e económica da Região, analisou em detalhe os resultados das recentes eleições para o Parlamento Europeu e definiu as principais linhas de trabalho e tarefas imediatas do PCP Açores nos planos partidário e institucional.
De acordo com uma nota de imprensa enviada a nossa redação, "os resultados das eleições para o Parlamento Europeu demonstraram um importante reforço da CDU, que conquistou o terceiro Deputado e obteve o seu segundo melhor resultado de sempre neste tipo de eleição, confirmando-se destacadamente como a terceira força nacional, um resultado que deve ser valorizado também por acontecer num contexto de crescimento da abstenção e de redução do número de Deputados.
No entender dos comunistas, o resultado das eleições para o Parlamento Europeu "reconfirmaram o isolamento e a falta de legitimidade política do Governo PSD/CDS, cuja continuação põe em causa o futuro do país e a perspetiva de saída da crise e de retoma do crescimento".
O PCP entende também que "a situação económica e social dos Açores continua a agravar-se seriamente, com elevadíssimo crescimento do desemprego, da pobreza e das situações de exclusão social.
A Sessão Solene do Dia dos Açores, que se realiza na próxima segunda-feira na vila do Nordeste, em São Miguel, numa organização conjunta da Assembleia Legislativa e do Governo Regional dos Açores, ficará assinalada pela imposição de 27 Insígnias Honoríficas.
Assim, receberão a Insígnia autonómica de reconhecimento Álvaro França, Batista Vieira, Eduardo Ferreira, Jorge Medeiros, Manuel Sousa (a título póstumo), Manuel Medeiros Ferreira (a título póstumo), Maria Sequeira Dias (a título póstumo), Gabriela Canavilhas, Nestor de Sousa e Victor Cruz.
São oito as personalidades a receber a Insígnia autonómica de mérito profissional, António Sousa, Augusto d’Albergaria (a título póstumo), Fernando Pimentel, Gil do Couto (a título póstumo), Hermano Lima, João Leal, Luís Almeida e Manuel Dinarte Borges.
José Gomes e José Braz vão ser agraciados com a Insígnia autonómica de mérito industrial, comercial e agrícola.
Já a Insígnia autonómica de mérito cívico vai ser atribuída a Alice Moderno (a título póstumo), António Valente, Armando de Freitas Amaral (nosso colaborador); Banco Alimentar Contra a Fome de São Miguel, Cáritas da Ilha Terceira e Manuel Sá Couto (a título póstumo).
Luís Medeiros receberá a Insígnia autonómica de dedicação.
As insígnias açorianas, cujo regime jurídico foi aprovado em 2002, “visam distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos e as pessoas coletivas que se notabilizarem por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à Região”.
Nos Açores existem quatro espécies de insígnias honoríficas: a Insígnia Autonómica de Valor, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, a Insígnia Autonómica de Mérito (com as categorias de Mérito Profissional, Mérito Industrial, Comercial e Agrícola e Mérito Cívico) e a Insígnia Autonómica de Dedicação.
A Insígnia Autonómica de Valor, a mais importante de todas, destina-se a agraciar “o desempenho, excecionalmente relevante, de cargos nos órgãos de governo próprio ou ao serviço da Região” ou de “feitos cívicos de grande relevo”.
Por sua vez, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, que é a segunda nessa hierarquia, visa distinguir “os atos ou a conduta de excecional relevância” de cidadãos portugueses ou estrangeiros que “valorizem e prestigiem a Região no País ou no estrangeiro”, que “contribuam para a expansão da cultura açoriana ou para o conhecimento dos Açores e da sua história” ou que “distingam-se pelo seu mérito literário, científico, artístico ou desportivo”.
A Insígnia Autonómica de Mérito tem por objeto distinguir “atos ou serviços meritórios praticados por cidadãos portugueses ou estrangeiros no exercício de quaisquer funções públicas ou privadas”.
Esta insígnia divide-se nas categorias de Mérito Profissional (“destinada a agraciar o desempenho destacado em qualquer atividade profissional, quer por conta própria, quer por conta de outrem”), Mérito Industrial, Comercial e Agrícola (“destinada a agraciar aqueles que, tendo desenvolvido a sua atuação nas áreas industrial, comercial ou agrícola, se hajam destacado por relevantes serviços para o seu desenvolvimento ou por excecionais méritos na sua atuação”) e Mérito Cívico (“destinada a agraciar aqueles que, em resultado de uma compreensão nítida dos deveres cívicos, contribuíram, de modo relevante, para os serviços à comunidade, nomeadamente nas áreas de ação social e cultural”).
Por último, a Insígnia Autonómica de Dedicação “visa destacar relevantes serviços prestados no desempenho de funções na Administração Pública, bem como agraciar aqueles funcionários que demonstrem invulgares qualidades dentro da sua carreira e que, pelo seu comportamento, possam ser apontados como exemplo a seguir”.
De acordo com a legislação que instituiu as insígnias honoríficas açorianas, são deveres dos agraciados, em todas as circunstâncias, “prestigiar a Região” e “dignificar a insígnia por todos os meios”.
A Junta de Freguesia das Angústias comemorou, no passado dia 2 junho o seu Dia da Freguesia.
Assinalado pela décima vez, este dia ficou marcado pela homenagem que a junta de freguesia fez ao Monsenhor Júlio da Rosa, por ocasião dos seus 65 anos de sacerdócio e 90 anos de idade, comemorados recentemente, com o lançamento do livro da autoria de Cristina Silveira "Monsenhor Júlio da Rosa - Memórias Pessoais e Coletivas".
Neste mesmo dia foram homenageados Fernanda Macedo e Manuel Raul Silveira pelos serviços prestados em prol da comunidade e da paróquia ao longo das últimas décadas.
Na ocasião, o presidente da junta de freguesia das Angústias fez uma resenha histórica sobre a freguesia que agora comemora os seus 330 anos e uma elencagem das empresas e serviços que a mesma comporta.
Não se referindo aos desafios e dificuldades que a maior freguesia citadina tem pela frente, José Costa centrou o seu discurso na pessoa do Monsenhor Júlio da Rosa, grande figura da noite. A este propósito disse que “todas as homenagens que se possam fazer a este homem são poucas para fazer jus à pessoa que ele foi e é para esta freguesia, paróquia e ilha”.
O presidente da CMH, José Leonardo Silva, por sua vez, disse que “estas festividades ajudam a perceber a importância do poder local, pelo que homenagear cidadãos que vivem e trabalham nas freguesias é deveras importante e é reconhecer aqueles que fizeram algo em prol da sua comunidade porque, o poder local é aquele que dignifica aqueles que representa”.
Ana Luís, presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, presidiu a esta cerimónia e referiu-se à freguesia das Angústias como uma das mais emblemáticas do Faial.
Sendo a ALRAA um dos grandes patrocinadores da obra agora levada à estampa, Ana Luís afirmou que “importa resgatar a história que foi registada ao longo do tempo. Se é a história que desenha o resto das freguesias e das gentes então foi Padre Júlio quem mais para isso contribuiu” – acrescentou.
O LIVRO
Informações e testemunhos sobre a vida e obra do Padre Júlio da Rosa, como é conhecido entre todos, foram reunidos durante os últimos anos pela autora do livro que disse aos presentes que “Monsenhor Júlio da Rosa é uma pessoa muito interessante e que todos os dias nos ensina a querer aprender mais todos os dias e que, apesar dos seus 90 anos de idade, gosta de aprender coisas novas”.
Cristina Silveira afirmou que “a minha estima e admiração pelo Monsenhor Júlio da Rosa é antiga e remonta ao tempo em que me cruzava com ele no extinto Jornal “O Telégrafo”. Sem prazos definidos, pareceu-me que o aproximar de duas datas emblemáticas – os 65 anos de sacerdócio e os 90 anos de idade do Monsenhor – tornavam imperativo e oportuno a publicação desta obra”, foi um “correr contra o tempo numa luta sem tréguas” acrescenta.
Com 90 anos, Monsenhor Júlio da Rosa continua atento ao que se passa na sua paróquia. O seu amor pelo conhecimento e pela história da ilha, bem pelo culto mariano que sempre o caracterizou continuam bem presentes e unem-se na devoção com que fala da Igreja das Angústias.
No final da sessão afirmou a todos aqueles que encheram a Igreja onde celebrou missa durante décadas que “a minha ideia era fazer aqui o santuário da ilha porque foi a primeira igreja que existiu nesta ilha e foi a Senhora das Angústias que acompanhou os primeiros povoadores”.
Foi entregue na tarde de quarta-feira um Certificado Nacional ao Serviço de Sangue do Hospital da Horta, coordenado pela médica Filomena Maduro.
Este certificado foi emitido pela Autoridade do Sangue e da Transplantação e permite ao Hospital da Horta efetuar a colheita de sangue humano e o manuseamento de componentes sanguíneos.
No acto de entrega formal deste certificado, que foi emitido em janeiro passado e que é válido até janeiro de 2015, o secretário regional da Saúde afirmou que se trata de “uma garantia de qualidade no serviço prestado aos utentes”.
Para Luís Cabral, esta certificação representa “o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Serviço de Imunohemoterapia do Hospital da Horta no sentido de melhorarem constantemente de prestarem um serviço de maior qualidade aos seus utentes que têm assim uma garantia de segurança em todo o processo de doação, transfusão ou utilização dos derivados do sangue”.
Os hospitais de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo também estão a ultimar os processos para a respetiva certificação por parte da Autoridade do Sangue e da Transplantação.
Por outro lado, também estão a ser desenvolvidos os procedimentos de acreditação das unidades de saúde, decorrendo quinta-feira, 5 de junho, uma reunião com técnicos da Direção Geral da Saúde para avaliação dos processos em curso relativos às Unidades de Saúde de S. Miguel, Terceira e Faial.
No caso dos hospitais, estão já a iniciar-se os processos de acreditação em qualidade pela Joint Commission International (JCI), considerada “uma das mais exigentes agências internacionais”.
O objetivo é dotar as unidades hospitalares dos Açores de uma acreditação internacional em qualidade que permita “captar um potencial fluxo de turismo de saúde”, disse Luís Cabral.