Foi publicado em Diário da República o Decreto Regulamentar Regional n.º 19/2012/A, de 3 de Setembro, que aprova o Plano de Ordenamento da Orla Costeira da ilha do Faial.
O POOC Faial visa ordenar a faixa costeira da ilha do Faial, com uma extensão aproximada de80 km, englobando uma zona terrestre de protecção, cuja largura máxima é de500 mcontados da linha que limita a margem das águas do mar, e uma faixa marítima de protecção que tem como limite máximo a batimétrica dos30 m.
O POOC Faial, na sua área de intervenção, visa a concretização de um conjunto de objectivos estratégicos que promovam a valorização e qualificação de recursos de natureza social, económica, biofísica, infraestrutural e turística.
Pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 19/2012/A, de 3 de Setembro, são revogados diversos diplomas referentes a ordenamento do território e a medidas cautelares com efeitos na área abrangida e que se encontram caducados por decorrência dos respectivos prazos de vigência.
Com a aprovação do POOC Faial, todas as ilhas do arquipélago ficam abrangidas por planos de ordenamento da orla costeira.
O Decreto Regulamentar Regional n.º 19/2012/A, de 3 de Setembro, entrou em vigor no dia 4 de Setembro de 2012, podendo já ser consultado e descarregado no separador Documentos, pasta Legislação, subpasta Ordenamento do Território.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo comprometeu-se a “envolver” o Clube Naval da Horta (CNH) no processo de reordenamento do porto.
A afirmação foi proferida na tarde de ontem, quinta-feira, após uma visita e reunião com a direcção do Naval da Horta que, no entender de Berta Cabral, “tem sido determinante na projecção internacional da cidade da Horta.”
A líder social-democrata salientou ainda que o porto da Horta, após a construção do cais de cruzeiros, “requer um reordenamento de forma a ampliar a marina, criar melhores condições para as pescas e porto comercial”.
Berta Cabral defendeu igualmente que “ao nível de terraplenos” devem ser criadas condições para que “haja alguma reparação dos iates, que podem passar aqui o inverno em vez de irem para outras paragens”.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional, que também se comprometeu com a ampliação das instalações do CNH, destacou o papel de “âncora” da instituição no desenvolvimento da náutica de recreio, bem como a função “preponderante e determinante” a nível internacional.
1 Depois do “Tempo de Baleeiros”, o “Tribuna” brinda-nos agora com o - “Especial Semana do Mar”, naturalmente elaborado por uma também especial Redacção.
Uma sugestiva capa a cores do centro da Horta, com o grandioso antigo Colégio dos Jesuítas que, julgo, continua a ser ainda a construção açoriana com maior frontaria, vendo-se, logo atrás, o vetusto templo do Carmo, aliás, dois tributos mais que suficientes para montra cultural dos variados e apreciados textos ilustrados a preencherem mancheias de páginas.
Foi, na verdade, um bom contributo para melhor conhecimento da Festa Faialense para o mar virada, sem esquecer a Padroeira (Senhora da Guia) dos marítimos.
Mormente, para quem como eu, vivendo longe da Terra-Mãe, tem de se contentar com o que a nossa, ou melhor, a televisão deles nos vai dando em compridos, felizmente ainda dentro do prazo.
Quiçá, salvando a honra do Convento, o “Atlântida” sempre de muita actualidade, embora não inteiramente dedicado à “Semana”, e a transmissão também em directo dum bem elaborado resumo feito pelo jornalista Roberto Morais.
Assim, durante mais de uma hora tivemos ocasião de ficar melhor esclarecidos dos eventos realizados, e de ouvir novamente os Presidentes do Clube Naval e da Câmara.
E ainda de assistir, a fechar, à Chamarrita por um grupo das Angústias, cujos tocadores e castiço cantador deram a devida vivacidade ao popular bailado.
2 Conheço o Dr. Jorge Bruno desde os primeiros anos em que em fins de 1986 passei a residir em Angra do Heroísmo.
E por ciente de reconhecida competência, agora como Director Regional da Cultura, foi com natural satisfação que soube do seu interesse pelas obras de emergência que decorrem na Igreja do Carmo.
Aliás, pelo que lemos, não só conta com a colaboração da Ordem Terceira, como também olhou para o problema com olhos de ver, o que é um bom sinal para a salvação desse majestoso monumento da alta citadina.
Não será de mais lembrar que o antigo Templo possui uma obra d‘arte rara na Europa - o arco abatido em toda a largura da nave principal, de suporte ao coro alto mal se dando por sua curvatura, e que é também “o primeiro templo carmelita português erigido fora do território continental”.
3A Lua a nascer mesmo na pontinha do Pico Pequeno é inesquecível espectáculo que se repete em cada Verão quase sempre em Agosto.
Não tendo noite anunciada, constitui sempre grata surpresa especialmente para as centenas de citadinos que nessa época se concentram na praça do Infante, espalhando-se ao longo da Avenida Marginal.
É mesmo assunto a dominar as conversas dos numerosos grupos que ao acaso se formam.
Por sinal, há já muitos anos que não temos tamanha sorte, pelo que mais uma vez tivemos de nos contentar com a pequena foto que religiosamente guardamos, já que fomos alertados no dia seguinte por pessoa amiga que, pelo telefone, nos disse se ter extasiado da janela de sua casa com a inesperada visita da Lua a transformar o Canal num autêntico mar de luz.
4 Para que o popular “Frade” não venha a ser desmentido, levando “três em capelo”, apraz-nos recordar a inesquecível iniciativa do Fayal Sport em que o veterano Clube quis dar merecido relevo às suas “Bodas de Ouro” ao organizar, em 1959, os Jogos Desportivos Açorianos.
Como é sabido, o dito certame foi realizado no Estádio da Alagoa com a participação de representações das três então Capitais de Distrito.
Cinco foram as modalidades em disputa cujo pontapé de saída foi dado, naturalmente, pelo Futebol, seguindo-se Ténis de Mesa, Hóquei em Patins, Basquetebol e Atletismo.
Isto é: Se os Jogos foram abertos pelo Desporto-Rei, coube ao Desporto Rainha fechá-los, e de que maneira!.
E por a vitória dos faialenses no Futebol ter sido posta na berlinda, originando este tópico, damos abaixo os resultados verificados:
Angra, 2 - Ponta Delgada, 0
Horta, 1 - Ponta Delgada, 1
Horta, 1 - Angra, 0
É que na interessante “Crónica do Brasil” publicada em a “União”, pela segunda vez lemos agora (primeiramente há dois anos), ter sido a Terceira a vencedora no Futebol (?), o que, pelo sim e pelo não, me levou uma vez mais a consultar o livro do saudoso amigo, José Bettencourt: Fayal Sport Club-subsídios para a sua História.
Aliás, a minha infalível “bíblia do desporto”.
O astronauta Neil Armstrong faleceu em 24 de Agosto de 2012 na sequência de uma pequena intervenção cirúrgica ao coração, efectuada recentemente. Tinha 82 anos.
Nascera em Wapakoneta, Ohio, USA, em 5 de Agosto de 1930. Era bacharel em Ciências (1955) pela Universidade de Purdue e fora piloto da aviação naval americana entre 1949 e 1952, tendo servido na Guerra da Coreia. Frequentou vários cursos da sua especialidade profissional.
Em 1855 entrou para piloto de investigação aeronáutica e, em 1962, fez parte do segundo grupo de astronautas recrutados pela NASA. Assim, em 1966 foi o comandante da Gémeos 8 que realizou a primeira atracação de dois veículos espaciais, embora não concretizada plenamente. Mas o seu principal êxito fez-se ao comandar a Apollo 11 que, lançada em 16 de Julho de 1969, depois de percorrer a distância que a separava da Terra, em 20 de Julho de 1969 chegou com ele à Lua, acompanhado de Edwin Aldrin. Enquanto isso, a Nave Espacial, também conhecida por Módulo de Comando, pilotada por Michael Collins andava lentamente em volta da Lua.
Nesse dia, eu estava na cidade de Ponta Delgada, de passagem para Lisboa, onde fui fazer um concurso profissional. Assim, estive toda a noite de ouvido à escuta, ouvindo a reportagem pela rádio (nos Açores não havia ainda televisão), relatada pelo cientista português Ramiro da Fonseca que, servindo-se da televisão e de outros elementos nos informava com grande precisão o que se estava a passar. De manhã, acompanhei a chegada do Módulo Lunar à Lua e, enquanto os astronautas ficaram a repousar cerca de cinco horas, como estava previsto, passei num pequeno avião da SATA do aeródromo de Santana (popularmente conhecido por Aerovacas) para o aeroporto da ilha de Santa Maria. Seguindo num avião da Canadian Pacific de Santa Maria para Lisboa, aí pude ver directamente, pela televisão, o astronauta Neil Amstrong descer as escadas do Módulo Lunar pondo o pé esquerdo na Lua, tendo dito pausadamente em inglês: “É um pequeno passo para um homem; um salto gigantesco para a humanidade”. Depois vimos Aldrin descer as escadas e ambos ficarem aos saltos na areia lunar, onde deixavam as marcas dos seus sapatos. Depois de deixarem na lua uma bandeira americana, uma placa alusiva e um sismógrafo, recolheram amostras lunares e regressaram ao Módulo Lunar.
Estava cumprida a primeira parte da promessa do falecido Presidente John F. Kennedy (1913-1963), feita no Congresso em 25 de Maio de 1961, quando afirmou que… “esta nação deve comprometer-se a conseguir o objectivo, antes do fim da década, de deslocar um homem na superfície da Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança”. Faltava o regresso à Terra em segurança.
Depois do Módulo Lunar deixar a Lua e atracar à Nave Espacial ou Módulo de Comando, este fez o regresso à Terra com toda a normalidade, abandonando o Módulo Lunar no espaço. Quando os astronautas chegaram à Terra, entraram em quarentena num laboratório onde passaram duas semanas para disseminar o risco de qualquer micróbio lunar.
Na ocasião em que o Presidente Kennedy proferiu no Congresso aquele discurso, os soviéticos levavam certo avanço sobre os americanos relativamente à exploração espacial.
Antes do projecto Apollo, haviam sido desenvolvidos pelos EUA os projectos espaciais Mercury e Gemini, preparatórios daquele. Todos tiveram como director o cientista alemão Wernher von Braun (1912-1977). Este depois da I Guerra Mundial, havia-se oferecido com o seu pessoal mais próximo às tropas americanas, sabendo que as soviéticas estavam a desmatelar o serviço da Peenemunde (dedicado à construção de foguetes espaciais), que estava dele dependente, levando consigo elevada quantidade do pessoal desse serviço. Com ele levou para os EUA alguns camiões de documentos e cerca de 150 foguetes V2, do género dos que haviam sido utilizados naquele conflito. Refira-se, a propósito, que, antes da Guerra, esses serviços trabalhavam na exploração espacial, mas Adolfo Hitler obrigou-as a trabalhar para aquela Guerra ao serviço das tropas do Eixo. Situação semelhante se passou com o cientista russo Sergei Korolev, que foi obrigado por Jose Stalin a produzir material de guerra para os soviéticos, então integrados nos Aliados.
O projecto Apollo, que foi iniciado com um acidente mortal dos astronautas da Apollo 11, quando esta estava em experiências finais, desenvolveu-se quase sempre como estava previsto. Seguindo o êxito da Apollo 11, ainda foram lançadas para a Lua as Apollo 12, 13 (abortada em tempo oportuno sem alunar), 14, l5, 16 e 17 as quais já levaram consigo um veículo (articulado) que os astronautas usaram nas suas deslocações na Lua. Ao todo foram à Lua seis missões tripuladas.
Depois do projecto Apollo, Von Braun deixou a NASA e foi, em 1972, para director adjunto da Fairchild Industries, onde veio a falecer de câncer no pâncreas em 1977. Era casado com Maria Von Braun e pai de Peter e de Margarit.
Quanto a Neil Armstrong, que detestava as manifestações fantasiosas, depois de ter passado por diversos cargos directivos da especialidade, deixou a NASA, trocando esses cargos pelo lugar de professor de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, onde leccionou até 1979. Durante a sua longa e prestigiosa carreira profissional, recebeu várias condecorações e medalhas.
Esta é a síntese histórica da viagem que imortalizou o astronauta e comandante Neil Armstrong.
BIBL: “Ensiclopédia Verbo, Luso Brasileira de Cultura”, Edição Século XXI, Vol. 3, p. 275; “Memória de Um Século, A Corrida ao Espaço”, pp. 21 a 89, ed. Selecções do Reader’s Digest.
É verão. Tempo de férias. Até o Gordon resolveu dar uma passadita pelos Açores, possívelmente em gozo de férias, porque mesmo furacão tendo direito a férias, tem consciência que ilha é lugar chique. Diferente. Aprazível. Ilha, seja ela qual for, traz sempre um misto de sensações – um aroma, uma cor, uma saudade, uma capacidade de sonhar… mas isso paga-se muito caro e nós, quais andróides, rebelamo-nos por vezes porque Deus nos deu essa capacidade.
E o Gordon, insensato, resolveu fazer uma visita de causar pânico e passível de produzir efeitos nefastos, Açores fora. Ficamos cerca de uma semana aguardando, conjecturando, fazendo dele tema de conversa. Não medo. Os açorianos são valentes, não é um furacãozito à toa que os derruba, que lhes trama a vida. Estão habituados a terramotos, sismos, ciclones, vendavais, enxurradas, ventanias, tudo isto e muito mais e não ligam meia. Mais furacão, menos furacão…
Ele foi chegando cheio de genica, aquela genica própria de qualquer furacão que se preze. Logo iniciou estragos, até que se recordou que havia algo importante meio esquecido. E, aí retrocedeu. Camuflou-se. Mudou de nome. tempestade tropical. Repensou e achou não ser suficiente. Então desviou-se, deu às de vila diogo, qual cachorro vadio, medroso, rabinho caído, desapareceu. E, aposto, não volta tão cedo. E porquê? Não falta de vontade, mas medo. Muito medo ao ter conhecimento que a troika andava por aí à solta e que a qualquer momento atacava. E nada resiste a uma troika, nem um Gordon. O que é um furacão comparado com uma troika? Ela logo lhe diria o que é bom para a tosse, porque, amiga troika é Deus no céu e você na terra.
Assim sendo, o furacão, travestido, sabichão, retirou-se rápido, não antes de ter arrumado um problemão com a meteorologia, tal como Galileu Galilei arrumou com o santo ofício ao afirmar que a terra se movia.
Conclui-se a veracidade do ditado que diz Deus escrever direito por linhas tortas. Ora, vejam só, se não tivéssemos uma troika tão eficiente, tão nossa amiga, que nos visita amiudadas vezes, nunca com outros intuitos que não proteger-nos dar-nos carinho e amor, teríamos sido atingidos por um furacão e esse, sim, seria capaz de nos roubar tudo até a vida, num ápice, coisa que a troika nunca faria, porque troika que é troika, pode matar lentamente, cuidadosamente, afectuosamente, com todos os condimentos e muito contrariada, porque ela é a nossa segunda mãe.
Ela gosta de nós vivos. Sabe da inteligência de se chegar aos bons e ser um deles. É por isso que não descola. Mas nós somos bem comportados e vamos pensando que não há noite longa que não encontre novo dia.
Fui repetitiva. Mas, que fazer? Foi um alívio falar da troika. Sempre falamos do que mais amamos. Espero que os leitores me compreendam. Não joguem o jornal no lixo. Encarecidamente vos peço. É que, nada mais deprimente do que ao virar a esquina duma qualquer rua da vida, topar com a nossa crónica espreitando, tampa fora, dum qualquer mal cheiroso recipiente de lixo!