Herberto Soares nasceu na ilha do Faial há 90 anos, corria o ano de 1920. Sua mãe era professora e, em criança foi para o Pico. Voltou ao Faial para estudar e daqui saiu para Lisboa onde se formou em Engenharia Técnica Agrária.
De Lisboa saiu para Moçambique e por lá ficou 30 anos. Aos 54 anos de idade encontrou no Brasil a sua nova casa.
Quase 70 anos depois de ter saido do Faial regressou aos Açores e instalou-se no Faial e com ideias inovadoras no nosso mercado – criar uma indústria de transformar soja.
Em entrevista ao Tribuna das Ilhas, Herberto Soares disse que o principal motivo do seu regresso está relacionado com as questões climatéricas, “não aguentava tanto calor e também a instabilidade e a apatia a que o calor me sujeitava. Isto é, por causa das altas temperaturas às cinco horas tinha que me refugiar em casa. Cansado de lá estar resolvi vir para a minha terra para descansar, mas o descansar não é sinónimo de estar quieto.”
O projecto que este filho da terra está a liderar consiste na transformação de soja em farinha, iogurtes, gelados, queijo, manteiga, doce e mesmo leite de soja.
Herberto Soares compra a soja em Lisboa e transforma-a na sua fábrica, instalada que está na freguesia da Feteira. Pretende, um dia mais tarde, poder importar a soja directamente do Brasil.
Recebe a soja em grão e, com a ajuda das suas máquinas, transforma-a em mais variados produtos, conforme enunciamos anteriormente.
Nos Açores não existe qualquer indústria de transformação de soja, pelo que Herberto Soares é pioneiro nesta iniciativa.
Leia o resto desta reportagem na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 7 de Maio de 2010
O número de farmácias com ESPAÇO ANIMAL tem vindo a crescer gradualmente desde o lançamento do projecto-piloto, com 50 farmácias, em 2007. Actualmente existem mais de 260 farmácias no país com este espaço orientado para a saúde e bem-estar dos animais. O objectivo para este ano é chegar às 350 farmácias que disponibilizem este serviço.
Carlos Godinho, médico veterinário e gerente da GlobalVet, empresa responsável pela implantação e expansão desta iniciativa, afirma que “o projecto resultou em pleno” e revela que o segredo do sucesso assenta “na pro-actividade das farmácias, que expõem e divulgam os produtos e aconselham os utentes”.
Para este resultado contribuiu a aposta em novos produtos para a farmácia, nomeadamente de higiene e cosmética para cães e gatos, bem como em áreas completamente novas, como os acessórios e a alimentação dietética preventiva.
O ESPAÇO ANIMAL contempla áreas onde o sector estava deficitário, nomeadamente ao nível da organização, da formação e da informação. A GlobalVet ministra formação específica aos farmacêuticos para que estes possam prestar um aconselhamento eficaz sobre as opções terapêuticas disponíveis.
A Crioestaminal, em parceria com o Centro de Simulação Biomédica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, realiza mais uma sessão da segunda edição do Projecto CrioSIM – “Gestão de Eventos Críticos em Obstetrícia”, no dia 23 de Abril, às 8h30, uma acção de formação para permitir aos especialistas aperfeiçoar capacidades que as formações tradicionais não abrangem.
Eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves enviou uma questão escrita à Comissão Europeia relacionada com o tema do aprovisionamento de pescado por parte da indústria transformadora portuguesa de bacalhau.
Patrão Neves referiu que "o sector da transformação de bacalhau em Portugal debate-se com problemas de abastecimento que têm colocado em causa a viabilidade económica de algumas empresas deste sector".
A Eurodeputada Social Democrata acrescentou que "a escassez deste recurso e a dificuldade de acesso ao mesmo a preços competitivos, conduziu já à interrupção da laboração em algumas empresas portuguesas, com evidentes prejuízos económicos e sociais." Patrão Neves considera que "é imperativo contornar esta situação, podendo a solução passar pela importação de bacalhau da Rússia. Este país tem neste momento em stock exemplares com tamanhos óptimos para serem processados pela indústria portuguesa, mas que pelo facto de terem sido capturados antes do dia 19 de Fevereiro, não podem ser colocados no mercado comunitário."
Patrão Neves explicou que "ao abrigo da regulamentação comunitária actualmente em vigor, a Rússia apenas pode certificar pescado capturado depois do dia 19 de Fevereiro existindo, no entanto, um interesse forte por parte da indústria nacional para aceder ao bacalhau capturado em 2010, antes dessa data".
Com base no atrás exposto, Patrão Neves pediu à Comissão Europeia "a garantia de retroactividade para a certificação do pescado russo capturado em 2010, por forma a permitir o abastecimento da indústria transformadora portuguesa afecta a este recurso".