Nós, lusitanos, somos dados a profundas indecisões e a basilares incertezas. Por exemplo: à pergunta “Como estás?”, respondemos invariavelmente: “Assim, assim”; “Mais ou menos”; “Vai-se andando”; “Vou escapando”. Raramente dizemos: “Estou bem” ou “Estou muito bem”, e “Estou mal” ou “Estou muito mal”. É inata a nossa tendência para a imprecisão. Se calhar porque não gostamos de nos enganar: -Como…