O PCP recebeu na manhã de terça feira, à margem da última sessão plenária da presente legislatura, os representantes do grupo de cidadãos preocupados com o Aeroporto da Horta.
Após este encontro, em declarações ao Tribuna das Ilhas, o deputado Aníbal Pires, considerou que as preocupações apresentadas por estes cidadão são pertinentes e “merecem ser resolvidas”, de forma a que, “a operação seja feita em segurança” e sobretudo “responda aquilo que são as necessidades da ilha do Faial”, frisou.
Neste sentido o líder do PCP lembrou que basta a introdução do “sistema RISE para que as condições de aproximação em dias de pouca visibilidade sejam melhoradas” nesta infraestrutura aeroportuária, evitando assim alguns cancelamentos.
Segundo Pires, esta melhoria ajuda mas não resolve todos os problemas no Aeroporto da Horta. No seu entender é fundamental “a construção das zonas de segurança, que há muito tempo deveriam ter sido concretizadas pelo concessionário”, revela.
Pires, entende que toda esta situação resulta “da privatização da ANA e da TAP”. “A verdade é que relativamente a estas duas questões que estão a montante do problema, o PS, PSD e o CDS-PP têm responsabilidades”, uma vez que “foram eles que viabilizaram a privatização da concessão dos aeroportos da ANA e que viabilizaram a privatização da TAP”, afirmou.
Perante as preocupações destes cidadãos, o PCP prometeu intervir junto da ALRAA , mas não nesta legislatura, tendo em conta que "está a terminar, anulando a utilidade que qualquer iniciativa pudesse vir a ter”.
No entanto, deixou a garantia de que o partido “através do Grupo Parlamentar na Assembleia da República, vai intervir e tomar as iniciativas que se considerem mais adequadas para que para que esta questão possa ser resolvida, designadamente no sentido de pressionar o Governo da República para que o concessionário faça as necessárias obras”, disse.
Segundo o PCP “o contrato de concessão da ANA, assinado com a VINCI, obriga, sem margem para dúvidas, que seja o concessionário a suportar os custos de todas as obras destinadas a garantir a operacionalidade do Aeroporto”, por isso no seu ponto de vista, “não pode agora o concessionário privado fugir às suas responsabilidades”, reforçou.
“Já anteriormente o PCP, na Assembleia da República, questionou o Presidente da Autoridade Nacional para a Aviação Civil sobre esta situação no Aeroporto da Horta, que não deu qualquer resposta concreta”, revelou a este respeito o deputado.