O PSD/Açores acusou, no decorrer do segundo dia dos trabalhos parlamentares do mês de setembro, que terminam sexta feira na Horta, o “PS e o PCP de inviabilizarem a aprovação de um voto de protesto “contra a qualidade do serviço que a SATA Internacional/Azores Airlines está a realizar nas ligações da Horta com Lisboa”.
No entender, de Luís Garcia, esta situação “tem provocado prejuízos irreparáveis no Turismo, na Economia em geral, e na imagem dos Açores junto de quem nos visita”, afirmou o deputado.
O social democrata, considerou que a operação da SATA Internacional/Azores Airlines no Aeroporto da Horta têm-se revelado, “pelo segundo ano consecutivo” e sobretudo durante o verão IATA, “um verdadeiro tormento” e lamentou que perante o protesto apresentado na sede do parlamento, que demonstra também o “descontentamento dos faialenses”, “o partido do governo e um partido da oposição, o PCP, se recusem a apoiar quem está a ser prejudicado”, disse.
O deputado lembra que desde que a companhia regional assumiu esta operação, têm sido “excessivamente frequentes os cancelamentos e ou divergências” com a transportadora aérea a invocar “razões incompreensíveis e desconformes com a realidade”, sublinha, salvaguardando “que a isso se junta vezes em que as condições meteorológicas impediram a operação e obrigaram, naturalmente, a cancelamentos”.
A este respeito, Garcia apresentou perante a Câmara dois casos concretos: “o voo da SATA Internacional que devia ter aterrado na Horta às 16h40 de 17 de agosto e que foi obrigado a divergir para a Terceira devido à baixa visibilidade na Horta”, ou “a ligação da SATA Internacional à Horta a 5 de setembro, que foi adiada e depois cancelada, com os passageiros a aguardarem 45 minutos dentro do avião”.
Segundo o deputado “houve a desculpa inicial de que havia congestionamento de tráfego, invocando-se depois as condições meteorológicas no Faial e no Pico, facto que não era verdadeiro, atendendo ao METAR conhecido”, explicou.
Em qualquer um desses casos, e em outros, considerou o deputado “a SATA Internacional dispôs de condições atmosféricas favoráveis para realizar os voos para o aeroporto da Horta depois do pôr do sol, mas não o fez, aparentemente porque os seus pilotos não estão certificados para esse efeito”, proferiu o deputado.
Neste contexto, Garcia defendeu que “SATA tem a obrigação de conhecer como ninguém as condicionantes especiais da meteorologia dos Açores e o facto de muitas vezes, essas condicionantes serem de curta duração”, salientando ainda, que “por comparação com a TAP, aquela companhia raramente aguarda melhorias em voo para proceder à tentativa de aterragem”, afirma.
A concluir o deputado salientou que esta situação que se arrasta pelo “segundo ano consecutivo, aparentemente não interessa ao Governo Regional, que nada disse ou fez sobre assunto”.