Num Debate de Urgência sobre Saúde, suscitado pelo CDS-PP, Artur Lima apontou alguns dos problemas que afetam atualmente o Serviço Regional de Saúde (SRS).
Numa análise aos principais problemas da saúde na região, no âmbito dos trabalhos parlamentares que estão a decorrer esta semana na Horta, o CDS apontou baterias às listas de espera, às “tricas” entre unidades de saúde, à referenciação hospitalar, às imposições administrativas para poupar em material clínico e à obrigação, por falta de verbas, de colocar os doentes internados a comprarem os seus próprios medicamentos.
No que se refere às listas de espera para cirurgias, que Lima indica como um “problema muito sério”, lembrou que o CDS-PP “já deu, por diversas vezes, o seu contributo construtivo”, por isso não compreende, nem aceita que “o Governo não faça uso efetivo e total dos instrumentos ao seu dispor como foram o Vale Saúde e agora o SIGICA”.
“É inadmissível que com um novo quadro legal regulamentado ainda não haja resposta para situações que potencialmente podem colocar em risco a vida dos doentes”, afirmou Lima.
“Atualmente os nossos hospitais não realizam e desenvolvem exames pedidos pelos centros de saúde, porque, alegadamente, as Unidades de Saúde de Ilha não pagam; e os doentes padecem! E, há casos, em que padecem de doenças graves para os próprios e para a família em que por falta de entendimento entre o Centro de Saúde e o Hospital não se realizam os devidos exames chegando ao extremo de se por em causa a saúde pública, negligenciando o tratamento atempado e eficaz de determinadas patologias”, denunciou.
Lima delatou ainda que “hoje temos hospitais sem medicamentos para os doentes, obrigando, muitas vezes, os internados a recorrerem às farmácias para adquirir os remédios do seu bolso. Hoje temos unidades de saúde que, por imposição administrativa da SAUDAÇOR, recebem produtos e materiais clínicos de duvidosa qualidade, atendendo-se apenas ao preço, numa demonstração de total desprezo pelo conforto e sofrimento dos doentes”, afirmou.
Por outro lado, Artur Lima salientou também que “continuam as dificuldades acrescidas para os Açorianos residentes em ilhas sem hospital”, apesar de o anterior titular da pasta da Saúde ter anunciado o fim do sistema de referenciação hospitalar.
Em síntese, no decorrer do debate e dirigindo-se ao novo titular da pasta, Lima apelou à “coragem” do secretário para resolver este tipo de problemas, tendo sempre por base que “os doentes dos Açores merecem melhor e mais saúde, mas, sobretudo, merecem o respeito pela sua condição de doente, concluiu.
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