O Partido Popular Monárquico dos Açores (PPM) considerou que a proposta de Plano e Orçamento para 2017 (PO) do Governo dos Açores se insere “num mundo ficcionado em que a realidade é fantasiada a um nível que só a paródia consegue resgatar”.
O deputado Paulo Estevão no início da análise e discussão do PO para 2017, que arrancou hoje no Parlamento Açoriano afirmou que "quando olhei para este Orçamento e este Plano Regional Anual lembrei-me logo de Dom Quixote de la Mancha”, considerando que, “nos Açores Socialistas, a ficção devora permanentemente a realidade”.
Paulo Estevão acusou o Governo Regional de viver “enclausurado num mundo irreal, numa espécie de novela de cavalaria medieval que retrata um mundo que nunca existiu”.
O deputado monárquico, contou a história do “cavaleiro da triste figura”, tecendo duras críticas às políticas do Governo, nomeadamente em relação ao emprego e à educação.
Segundo Estevão o Orçamento do Açores para 2017, “assemelha-se a um colete-de-forças que aprisiona a sociedade açoriana”, em que “nada escapa à cultura de dependência criada por um Governo que não governa: subsiste, sobrevive e dura, dura e dura”, sustentou.
O único deputado do PPM no parlamento açoriano, referiu que “não existe um grande projeto de desenvolvimento para os Açores” no PO para 2017, “o que existe é uma grande nau com remendos por todo o lado, cada vez mais pesada, esventrada e miserável”, em que “os que nela se abrigam, tirando o oficialato socialista, sobrevivem cada vez com menos, mas ainda não arriscam e não ousam libertar-se das grilhetas da dependência”, disse.
Retomando à história do “Cavaleiro da Triste figura”, o deputado afirmou: “é necessário mudar!” D. Quixote disse um dia ao seu amigo Sancho, “que mudar o mundo não é loucura, não é utopia, é justiça”.
A finalizar a sua história Estevão insistiu "não é apenas uma questão de justiça", mas "também uma questão de liberdade individual e colectiva. A liberdade de escolher. A liberdade de mudar, a liberdade de não depender de ninguém".
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