A pós ter feito um alerta sobre o tema em meados de julho deste ano, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa voltou a chamar a atenção para aquilo que designa como “crise existente na comunicação social”.
Considera ele existir uma “situação de emergência” que se agrava de ano para ano e que, por via disso, começa a criar um problema de liberdade e de democracia.Perante esta crise económica e financeira, Marcelo questiona se o Estado tem ou não a obrigação de intervir nos órgãos de comunicação social e de que forma...
Fernando Pessoa disse que ‘o mito é o nada que é tudo’. Eu digo que a “silly season” é o tudo que é nada.Todos queremos e merecemos férias, portanto, sem pretender ser exaustiva, escrevo sobre a “silly season”. É que ela não é verdadeiramente “silly” nem é verdadeiramente “season”, mas uma mistura das duas.Recorro, pois, à definição constante em Infopedia.pt que nos diz: “Expressão inglesa que designa o período do ano de menor intensidade informativa nos media, geralmente o período de verão. Pode ser traduzida por “estação...
Desde há uns anos a esta parte que tenho assistido e/ou participado, em Lisboa, a várias conversas e discussões acerca do papel da Comunicação Social, em particular a nível local e, sobretudo, em meios pequenos como o nosso. Para que servem os órgãos de co-municação social locais? Que notícias e conteúdos devem ter? Nos tempos que correm, com todos os meios digitais, redes sociais e possibilidades de o público chegar, seleccionar e produzir informação, faz sentido a existência de pequenos órgãos de comunicação, sobretudo quando se focam...
As Fake News (distribuição deliberada de desinformação) não foram inventadas pelas redes sociais, nem pelos serviços de propaganda russos ou nas presidenciais norte-americanas. Sempre existiram. Não são uma novidade na sociedade, mas a escala a que são produzidas e difundidas no mundo digital, elevaram as mesmas para um novo patamar. Estamos perante uma nova “indústria” com empresas que produzem e disseminam Fake News com o intuito de “caçar” visualizações a qualquer custo, utilizando para tal, todos os recursos disponíveis para envolver...
O aparecimento das redes sociais, a sua inegável disseminação e influência no seio das comunidades e o facto de o cidadão ter hoje ao seu dispor mecanismos que lhe permitem conhecer e ler a notícia ao segundo, determinaram uma quebra acentuada nas receitas dos jornais e o desaparecimento de muitos deles.A acompanhar estas más notícias para os jornais em papel, surge agora o Governo Regional dos Açores a cortar substancialmente, na ordem dos 50 a 60 por cento, os apoios a que estes órgãos de comunicação social legitimamente têm direito.Se muitos...