Nunca como agora é tão evidente e descarada a divisão criada nos Açores, por alguns, daquela que se diz a geração mais bem preparada da história da Autonomia.
Os Açores vivem hoje uma das fases mais críticas da sua história, para além dos problemas económicos e sociais. Estamos dominados por uma guerrilha entre ilhas, fomentada por um centralismo nunca antes visto e que resulta num bairrismo sem paralelo.
Desengane-se quem pensa que isto não está efetivamente a acontecer. Lia no Açoriano Oriental um artigo onde o autor se insurgia contra a aprovação por unanimidade de um voto de protesto na ALRAA, pela localização do Curso de Ciências do Mar em São Miguel, onde referia a intromissão dos parlamentares da Casa da Autonomia, na vida da Universidade.
É esta forma de não ver a região como um todo, é esta forma de atuar, deste centralismo entranhado num conjunto de pessoas, que do dia para a noite se tornaram comentadores, jornalistas e até políticos, onde ser Mulher, do Faial e jovem presidente da Assembleia é um defeito, como tem sido intensamente promovido artificialmente por alguns, mas se for jovem, homem e de São Miguel pode ter o mundo a seus pés.
É este incentivo ao bairrismo, à divisão entre ilhas, fomentada por pequenos grupos que só pensam no desenvolvimento do seu quintal, que promovem despojadamente este centralismo, desrespeitam o sistema autonómico, sem humildade, nem respeito pelos açorianos que vivem nas restantes oito ilhas.
O Curso de Ciências do Mar deve estar na Horta, como o Curso de Gestão devia continuar na ilha Terceira, como o Centro de Vulcanologia deve estar no polo de São Miguel. Foi assim que foi concebida a Universidade dos Açores, assente na tripolaridade e com tão bons resultados ao longo de décadas, como é bom exemplo o DOP. Quem tem agora o direito de colocar tudo em causa?
Não será com certeza o critério economicista ou de eventual qualidade num sítio ou noutro a prevalecer sobre tudo e todos. Não pode. Não é matemática simples ou equações feitas num qualquer café em São Miguel, senão ainda hoje andávamos descalços e a riqueza da nossa autonomia não seria um exemplo a seguir…
A Casa da Autonomia é na Horta, sede do Parlamento Açoriano, não é um qualquer museu ou um capricho de 3 milhões em São Miguel que pode substituir o que quer que seja.
A TAP nunca devia ter saído da Horta, sobretudo em jogatanas políticas pouco esclarecedoras. Muito bem esteve o Parlamento Açoriano, aprovando por unanimidade um voto de protesto contra o abandono da TAP da rota da Horta. E que a luta continue porque debaixo desta ponte ainda muita água vai correr.
A Estação Radio Naval da Horta nunca devia ter saído da Horta, mas com tão generosa oferta de terrenos para a sua instalação em São Miguel foi inevitável … A cidade Mar, por muito que custe a alguns, é a Horta. Apesar das construções faraónicas em São Miguel e das muitas tentativas para retirar esse título (não teremos duvidas que tudo farão para o conseguir, seja através de uma eventual instalação do Museu do Mar por 3 milhões de euros, ou outro tipo de promoção ou acção).
Chega de dividir, chega de bairrismo.
Ser açoriano é ver a harmonia e complementaridade de cada uma das nove ilhas.
Os vereadores eleitos pelo PSD/CDS-PP/PPM, analisaram o Relatório de Gestão e a Prestação de Contas relativos ao exercício de 2014 e, no final da reunião, mostraram-se preocupados face ao documento, votaram contra o Relatório de Gestão e abstiveram-se no documento de Prestação de Contas relativos ao ano de 2014.
“Este Relatório de Gestão confirma que em mais um ano a Câmara Municipal da Horta continua a não se assumir como o verdadeiro motor do desenvolvimento do concelho, na medida em que se verifica que um conjunto de investimentos estruturantes para o desenvolvimento do Concelho são ano após ano adiados e outros concretizados a um ritmo muito lento que fica muito aquém das reais necessidades do Faial. Nesse domínio podemo-nos referir, entre outros, à requalificação do Mercado Municipal, ao saneamento básico, à reabilitação da rede viária municipal, aos melhoramentos do sistema de abastecimento de água, à reabilitação urbana, à dinamização do Parque Empresarial e ao reordenamento do trânsito e estacionamento na cidade”, pode ler-se na declaração de voto apresentada pela oposição.
Das preocupações que a Coligação expressou, nomeadamente com o “sistema de abastecimento público de água a execução do plano de 2014 não deu as respostas que se exigiam”.
A oposição tece ainda críticas ao facto de em relação à reabilitação viária, nada do que propuseram ter sido iniciado.
“No campo social propusemos a elaboração da Carta Social do Concelho como um documento orientador da política social municipal, este relatório não faz qualquer referência a esse trabalho” – afirmam.
O relatório é “igualmente omisso” no que ao do Centro Municipal de Explicações, acusam, bem como alertam para o facto de não se ter concretizado a alteração do tarifário para a agricultura.
A Coligação faz ainda menção aos atrasos nos polivalentes de Pedro Miguel e polivalente da Feteira.
“Pelo Relatório de Gestão agora em análise constatamos que existiram algumas respostas conjunturais. Porém são necessárias medidas estruturais” – defendem.
“Estes documentos também demonstram um esforço do Município em corrigir alguns aspetos que motivaram muitas críticas e muitas preocupações manifestadas ao longo dos anos pela oposição”, é frisado.
Os opositores consideram que “mais do que problemas de financiamento, os planos e orçamentos municipais padecem da falta de uma estratégia coerente e sustentada para o desenvolvimento do Faial e sofrem de opções e políticas erradas.”
“Na nossa opinião mais um ano passou e mais um plano e orçamento foi executado e o Faial não está melhor” – rematam.
A Câmara Municipal da Horta promoveu, em 2014, uma gestão equilibrada, eficaz e responsável. Isso mesmo transmitiu José Leonardo Silva, na apresentação do Relatório e Contas do Ano Financeiro de 2014, em conferência de imprensa, realizada nos Paços do Concelho.
"Somos uma Câmara cumpridora do contrato que estabeleceu com os faialenses, em outubro de 2013", afirmou José Leonardo Silva, acrescentado que os faialenses têm razões para ter confiança no Município que, pela primeira vez, atinge a mais alta taxa de execução do seu Orçamento, revelador que "os nossos compromissos estão a ser cumpridos".
Em 2014, apesar do Município estar sujeito, pela primeira vez, a um novo imposto – o Fundo de Apoio Municipal – que vem agravar o seu enquadramento financeiro, mesmo assim, a autarquia foi capaz de reduzir drasticamente o seu prazo médio de pagamento a fornecedores (de 101 dias no início do mandato para 31 dias em 2014), de abater mais de meio milhão de euros no pagamento de empréstimos de médio/ longo prazo e na dívida a fornecedores e teve capacidade de gerir melhor as suas existências.
A atuação do Município pautou-se por uma redução de dívida associada.
José Leonardo destacou o conjunto de novas medidas, que visaram a coesão e integração social, o desenvolvimento económico, social e cultural, dos quais se destacam no capítulo da ação social, o apoio Pedagógico Extracurricular associado ao projeto Novos Desafios; Implementação do projeto "O Quintal", nas suas 3 vertentes: Pedagógica, Comunitária e Familiar, bem como o apoio a 50 famílias, no âmbito do Fundo de Emergência Social e sua integração na Câmara Municipal da Horta, recuperação de habitações sociais e apoio a famílias.
As recentes alterações das cotações de referência dos produtos petrolíferos, registadas nos mercados internacionais, vão levar a uma atualização do preço máximo de venda dos combustíveis na Região Autónoma dos Açores.
Esta atualização consiste na subida em três cêntimos por litro no preço máximo das gasolinas sem chumbo de 95 e 98 octanas e do gasóleo rodoviário e um cêntimo por litro no preço máximo dos gasóleos agrícola e pescas.
Assim, as gasolinas sem chumbo de 95 e 98 octanas passam a custar 1,35 e 1,42 euros por litro, respetivamente, passando o gasóleo rodoviário a custar 1,17 euros por litro.
O gasóleo agrícola passa a custar 0,72 euros por litro e o gasóleo pescas 0,52 euros por litro.
Os novos preços entram em vigor às 00h00 de sexta-feira.
O eurodeputado Ricardo Serrão Santos visitou a Seafood que decorre em Bruxelas. Esta feira é a maior exposição de comerciantes de pescado do mundo e decorre anualmente na Bélgica durante o início da Primavera. No total, sete pavilhões albergam centenas de expositores oriundos da maioria dos países ribeirinhos do mundo.
Durante a passagem pelo pavilhão de Portugal, o deputado Europeu inteirou-se da estratégia comercial e de marketing do país utilizada na Seafood e contactou com as empresas açorianas presentes. Nesta parte da visita acompanhou a Directora-Geral para o Mar e Pescas da Comissão Europeia, Lowri Evans, tendo aproveitado a ocasião para realçar a riqueza, diversidade e qualidade do pescado de Portugal, "o melhor peixe do mundo".
A Presidente do Conselho de Administração da Lotaçor, Cíntia Machado, demonstrou ao deputado expectativa positiva após alguns contactos já estabelecidos durante o primeiro dia de feira.
No final da visita à Seafood, Ricardo Serrão Santos afirmou que "a representação nacional apresenta uma boa imagem e, o que é mais importante, o pescado mais atraente de toda a feira", acrescentando que "antevê a possibilidade da realização de bons negócios que valorizem "o melhor peixe do mundo", onde o dos Açores se destaca.