O Clube de Filatelia “O Ilhéu”, da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA), celebra este ano o seu 20.º aniversário. Para assinalar a data, o clube lançou esta segunda-feira um carimbo filatélico e um selo, elaborados pelos alunos de arte daquela escola. Além disso, organizou na ESMA uma exposição dedicada aos selos portugueses.
À margem do lançamento deste novo selo, o responsável pelo clube frisou a importância do trabalho desenvolvido nestes 20 anos. Carlos Lobão lembra que “O Ilhéu” tem sido parceiro de várias instituições, como a Câmara Municipal, juntas de freguesia, departamentos do Governo e a própria escola. Além disso, o clube “permitiu que muitos alunos se envolvessem numa dinâmica extraordinária, muitos deles puderam visitar outras ilhas dos Açores, possibilidade que na sua vida particular não tinham, alguns foram ao continente pela primeira vez e lembram-se muitas vezes dessa situação”, refere.
No campo filatélico, o clube já organizou inúmeras exposições e lançou mais de 30 carimbos, postais máximos e selos. Carlos Lobão salienta ainda a publicação de 11 livros, “numa dinâmica de defesa e valorização do nosso património”. Destes, destacam-se O Ano do Vulcão, editado por oito vezes, num total de 4600 exemplares, e Carimbos Comemorativos dos Açores, obra vencedora do Prémio Godofredo Ferreira.
Nos últimos anos, as principais dificuldades deste clube têm passado por cativar os jovens para o trabalho aqui desenvolvido: “é cada fez mais difícil envolver os jovens neste tipo de dinâmicas”, reconhece Carlos Lobão, referendo mesmo que, neste cenário, “O Ilhéu” “terá de ser repensado”.
Ainda assim, nestas duas décadas, o clube teve um papel importante no despertar de algumas pessoas para o colecionismo, como explica o seu responsável. Segundo Carlos Lobão, muitos jovens foram capazes de, aprendendo a organizar uma coleção filatélica, organizar as suas próprias colecções de cromos de futebol, medalhas, entre outras coisas. “Tivemos aqui miúdos que fizeram um trabalho fantástico”, remata.
No passado sábado o Sporting Clube da Horta (SCH) recebeu o ABC Braga, em jogo a contar para a 10.ª jornada do Campeonato Nacional, e as duas equipas ofereceram um grande espetáculo às cerca de 200 pessoas que se deslocaram ao pavilhão.
Na equipa insular a novidade foi a presença de Paulo Contente na baliza, substituindo o guarda-redes que alinha habitualmente pelo SCH, Nuno Silva. O faialense não comprometeu e ofereceu boas defesas, com a equipa vermelha e branca a bater-se de igual para igual com o ABC. Num jogo onde o vencedor esteve em aberto até aos últimos segundos, coube ao capitão Yurii Kostetsky marcar, nos últimos instantes, o golo do triunfo para o SCH, fixando o marcador em 29-28.
Nos outros jogos da jornada, destaque para a goleada do Porto sobre o Fafe, por 50-25, que estabeleceu um novo recorde de golos na competição para os campeões nacionais. O Avanca foi derrotado em casa pelo Belenenses (25-30), o Águas Santas recebeu e venceu o ISMAI (33-28) e o Benfica goleou o Madeira SAD na Luz (40-23). O Sporting recebeu e venceu o Passos Manuel (33-22).
A próxima jornada dita o fim da primeira volta e joga-se já quarta-feira, com o SCH a deslocar-se a casa do ISMAI, último classificado da prova. O jogo está agendado para as 20h00 (hora dos Açores). Na 11.ª jornada esperam-se ainda os jogos ABC/Avanca, Belenenses/Porto, Fafe/Sporting, Madeira SAD/Águas Santas e Passos Manuel/Benfica.
Nas contas da tabela, o Porto lidera com 28 pontos, seguido de Sporting e Benfica, com 26; e ABC e Águas Santas, com 24. Na sexta posição da tabela está o SCH, com 20 pontos), seguido de Belenenses (18), Madeira SAD (17), Passos Manuel (16) e Fafe (15). Nas últimas posições estão o Avanca (14) e o ISMAI (12).
A Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) nasceu no Faial a 9 de novembro de 1893, então sob a designação de Grémio do Comércio da Horta, respondendo a uma necessidade que se fazia sentir entre os empresários locais. A atual designação surgiu em 1980, altura em que a instituição se assume verdadeiramente como associação dos Comerciantes, Industriais, Importadores e Exportadores das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo.
Em dia de aniversário, no passado sábado, a CCIH juntou responsáveis e sócios num jantar comemorativo. Na ocasião, o presidente da instituição lembrou que os tempos são difíceis e prometeu trabalhar para ajudar os empresários das ilhas de abrangência da CCIH a ultrapassar as dificuldades. No entanto, alerta Humberto Goulart, é preciso mais do que o trabalho da CCIH: “é necessário mais empenho” das entidades com responsabilidade nesta área, de forma a que o investimento privado não seja desencorajado. Salientando a importância do SIDER (Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional), o patrão dos empresários pediu, no entanto, mais rapidez no desenvolvimento dos processos.
A formação de ativos, a organização de seminários e sessões de esclarecimento e a divulgação de informações sobre os apoios disponíveis aos empresários são algumas das funções da CCIH, assim como o apoio jurídico, área onde Humberto Goulart reconhece haver uma lacuna, já que este é atualmente assegurado apenas por um protocolo com um escritório de advogados, sendo que a instituição espera, a partir de 2014, contar com um jurista, no âmbito do programa Estagiar L.
A preparação do próximo quadro comunitário, que arrancará em 2014, é outra preocupação da atual Direção da CCIH, que espera “ver salvaguardadas as especificidades das nossas ilhas”.
Finalmente, a questão da sede também mereceu a atenção de Humberto Goulart, que lembrou a urgência da sua reparação, não apenas para dotar a instituição de mais dignidade no desempenho das suas funções mas até pelo facto da deterioração do atual edifício estar já a causar estragos em casas vizinhas.
O presidente da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) destacou a importância do trabalho dos empresários para a Região, garantindo que, “apesar deste cenário mais turbulento, o Governo Regional não tem baixado os braços” na busca de uma nova estratégia de desenvolvimento para a Região. Arnaldo Machado defendeu uma “especialização inteligente” na atividade empresarial açoriana, que passe, por exemplo, pelo fortalecimento do setor primário, pela promoção dos bens transacionáveis, pela diminuição das importações e aumento das exportações e pela qualificação dos recursos humanos. A aposta nas economias verde, azul e da criatividade é, para o presidente da SDEA, um exemplo do caminho do futuro.
Tendo tudo isto em conta, Arnaldo Machado adiantou que estão a ser preparados novos sistemas de incentivos para o próximo quadro comunitário de apoio, adequados às novas necessidades da Região.
Para o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), a CCIH é uma parceira valiosa na dinamização da economia faialense, pilar do mandato municipal que agora arrancou. José Leonardo Silva lembrou que a redução de verbas vindas do Orçamento do Estado para as autarquias é uma dificuldade, no entanto entende que o apoio ao investimento privado não pode ser descartado. Nesse sentido, destaca o Parque Empresarial “livre de taxas” e também a criação de um Gabinete de Apoio ao Investidor Municipal, a funcionar em coordenação entre a CCIH e a CMH, que, segundo José Leonardo, deve arrancar em 2014.
O edil pediu também a colaboração dos empresários na elaboração do Plano e do Orçamento do município para o próximo ano, e anunciou também para 2014 a organização de um fórum com o objetivo de analisar o clima económico da ilha.
Quem o diz é a presidente da Assembleia Regional, para quem este aniversário da CCIH teve sabor especial, uma vez que Ana Luís já passou pela Direção daquela instituição.
Felicitando a CCIH por ter sabido “adaptar-se às exigências do mercado”, Ana Luís frisou que o crescimento económico exige “muita entrega e sacrifício”, principalmente na atual conjuntura de crise. A mensagem da presidente da Assembleia Regional foi, no entanto, de força, lembrando que “não há nada que detenha um ser humano determinado”.
Neste jantar comemorativo foram também prestadas homenagens aos antigos presidentes da CCIH.
O novo elenco da Câmara Municipal da Horta (CMH) reuniu na passada quinta-feira, naquela que foi a primeira reunião pública deste órgão desde a sua tomada de posse.
Um dos temas em destaque nesta reunião foi o relatório do Revisor Oficial de Contas ao primeiro semestre de 2013. O presidente da CMH considerou o desempenho da autarquia no período em análise positivo, principalmente pelo facto de ter sido possível reduzir a dívida a fornecedores. José Leonardo Silva reconheceu que existem algumas preocupações a ter em conta mas garantiu que os serviços da autarquia estão a trabalhar para colmatar as falhas.
Coube a Suzete Amaro, da coligação PSD/CDS/PPM, fazer a análise da oposição ao documento. A vereadora mostrou-se preocupada pelo facto deste relatório manter reservas já antes apontadas, como a incerteza em relação ao processo entreposto ao Estado sobre a participação do IRS. A autarquia incluiu no orçamento de 2013 436 mil euros que espera receber na sequência desse processo, no entanto não está amortizada nas contas “a incerteza da recuperabilidade desses valores”. Também a existência de um processo contra o município por parte da empresa Jaime Ribeiro & Filhos preocupa a oposição, uma vez que “o gabinete jurídico admite a possibilidade de condenação” mas as contas do município não possuem provisão para pagar os cerca de 1.370 mil euros em causa.
Nas preocupações da vereadora está também a baixa taxa de execução orçamental das receitas, entre outros aspetos.
Por outro lado, Suzete reconheceu um esforço do município para diminuir o prazo médio de pagamento a fornecedores, mas alertou para o facto deste estar nos 98 dias, excedendo os limites definidos em Conselho de Ministros. Pela positiva, a vereadora salientou o facto de não existirem, à data do relatório, pagamentos em atraso.
A descida das dívidas a fornecedores conta corrente e a instituições de créditos também mereceu nota positiva da oposição, que lembrou, no entanto, que existiu um aumento de 97% nos fornecedores de imobilizado, que implicou um aumento do passivo.
Amanhã, dia 2 de novembro, a Escola Profissional da Horta (EPH) assinala 15 anos de existência. Numa altura em que o desemprego é uma realidade cada vez mais presente na sociedade faialense, a formação profissional reveste-se de uma importância crescente. Por esta escola, já passaram mais de mil formandos e o objetivo é manter portas abertas para que muitos mais possam ali formar-se. Para tal, tem havido uma preocupação em ajustar a oferta formativa às necessidades da ilha e da Região, como explicaram ao Tribuna das Ilhas Maria José Gonçalves, diretora pedagógica da EPH, e Célia Pereira, diretora de serviços administrativos e financeiros.
A EPH nasceu em 1998, pela mão da Santa Casa da Misericórdia da Horta, com o objetivo de colmatar a lacuna que existia no Faial no que ao ensino profissional dizia respeito. Célia Pereira recorda que, nessa altura, o país e a região assistiam à proliferação de instituições vocacionadas para esse tipo de ensino, que se apresentava como uma alternativa ao ensino secundário regular. “Na altura foi muito difícil arranjar formandos, porque era novidade”, recorda.
O sucesso dos dois primeiros cursos a serem lecionados (Técnico de Construção Civil/Medições e Orçamentos e Técnico de Gestão Agrícola) levou a que mais jovens procurassem a EPH para uma aprendizagem mais voltada para a componente prática e a instituição foi criando solidez. Em 2006, são inauguradas novas instalações para a EPH, no recém remodelado Palacete de Santana, ficando a escola dotada de melhores condições.
Ao longo dos anos, como explica Célia, o desafio foi actualizar a estrutura da instituição para que esta fosse ao encontro das necessidades da comunidade onde se insere: “quando a EPH surgiu, estávamos vocacionados apenas para os cursos técnico-profissionais de nível III, que hoje já são de nível IV. Depois apostámos também na formação de ativos e, ultimamente, estamos a lecionar cada vez mais cursos Reativar, para os desempregados que nos chegam da Agência de Qualificação e Emprego e da Rede Valorizar. Temos de nos ir adaptando às necessidades que vão surgindo”, explica.
A escalada do desemprego faz com que os decisores políticos se preocupem com a formação profissional dos desempregados e a EPH tem procurado responder às solicitações da tutela nessa área. A escola já formou 56 pessoas ao abrigo dos quatro cursos Reativar que por ali já passaram e neste momento leciona outros quatro que permitirão engrossar em breve este número.
Das estatísticas da EPH consta ainda um curso de nível II, que formou seis pessoas; e 34 cursos de qualificação de ativos, por onde passaram 559 formandos, na sua maioria frequentando cursos de formação pedagógica de formadores.
Os cursos de nível IV ainda são, no entanto, o ex-libris da escola. A EPH já lecionou 31 destes cursos, diplomando 432 alunos. No atual ano letivo, estão a ser lecionados seis cursos técnicos (Mecânica Naval, Apoio Psicossocial, Gestão, Apoio à Infância, Desenho Digital 3D e Sistema de Informação Geográfica).
Também na escolha dos cursos a necessidade da ilha e da região é tida em conta. Até ao ano passado, a EPH recebia do Governo Regional uma lista dos cursos considerados prioritários para a região, de entre os quais, depois de auscultar entidades e empresas locais, a instituição escolhia os que considerava mais pertinentes para o Faial. Mais recentemente, no entanto, já foi a EPH a sugerir os cursos que considerava prioritários, como é o caso do curso de mecânica naval, importante para dotar a Horta de recursos humanos capazes de capitalizar o potencial económico que o apoio à náutica de recreio internacional pode trazer para a ilha. Já antes a EPH tinha sentido essa necessidade, e por isso propôs à tutela leccionar um curso de construção naval, apesar dele não estar incluído nas listas apresentadas, proposta essa que foi aceite.
Leia a reportagem completa na edição impressa do tribunadasilhas de 1 de novembro de 2013, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário