Tribuna das Ilhas

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30
junho

Associação de Basquetebol do Faial e Pico promove Torneio Nacional

Escrito por SG

A Associação de Basquetebol das Ilhas Faial e Pico (ABIFP) está a organizar o Torneio Nacional de Minibasquete

O evento que terá lugar na ilha do Faial de 4 a 8 de julho e junta um total de 18 equipas, de 9 comitivas das ilhas do Faial/Pico, Terceira, S. Miguel e Sta. Maria, onde estarão envolvidos 250 participantes, entre 180 atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, oficiais de mesa e organização.
Neste acontecimento, para além dos 60 jogos previstos para os escalões de Mini 8, Mini 10 e Mini 12, “pretende-se promover o convívio e a troca de experiências entre todos os participantes, bem como dar-lhes a conhecer alguns pontos de interesse e da história da ilha do Faial”, revela a nota da ABIFP enviada à nossa redação.
Nos dias 7 e 8 de julho está agendado o Clinic Internacional dos Açores 2017, formação específica para treinadores de basquetebol, ministrada pelo português Rui Alves (treinador de equipas seniores da Liga e Proliga, ex-selecionador Nacional de Sub-16 Masc. e ex-treinador Adjunto da Seleção Nacional Sénior Masc.) e pelo espanhol Victor Perez (treinador adjunto na principal liga espanhola - Liga ACB – no clube Obradoiro Santiago de Compostela), “que muito enriquecerá o treinadores regionais e os faialenses em particular”, lê-se.
Nos dias 9, 10 e 11 de julho, durante o Campus Ilha Azul 2017, a realizar no Complexo Desportivo Manuel de Arriaga, na Horta, sob a orientação do treinador Victor Perez, “os atletas inscritos poderão aperfeiçoar aspetos técnicos e táticos individuais e coletivos, durante as 5 sessões que irão ocorrer”, refere a ABIF.

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30
junho

ABIFP quer promover evento nacional no Faial

Escrito por Maria José Silva

Bruno Amaro assumiu recentemente a presidência da Associação de Basquetebol das Ilhas Faial e Pico. 

Decidiu abraçar este desafio uma vez que já fazia parte da anterior direção de César Azevedo, com funções de Diretor Desportivo.
“Quando terminámos o mandato, quisemos dar o lugar, para que outros trouxessem novas formas de trabalhar. Infelizmente, ninguém compareceu à chamada e, renovando parte da equipa, candidatei-me para dar continuidade ao projeto”, disse ao Tribuna das Ilhas.
Num tempo em que o associativismo vive assombrado pela falta de quem se queira comprometer abnegadamente, Bruno Amaro refere ao nosso jornal que foi fácil arranjar quem o acompanhasse uma vez que “a grande maioria dos elementos já fazia parte da anterior direção, tendo noção do que lhes seria solicitado e os estreantes não colocaram reservas”.
Bruno Amaro referiu ainda a este semanário que os principais objetivos delineados para o seu mandato passam por aumentar o número de agentes desportivos ligados à modalidade (atletas, treinadores e juízes).
“Realizar ações de formação específicas para treinadores, juízes e jogadores, em colaboração com os órgãos da Federação Portuguesa de Basquetebol. Desenvolver a modalidade na ilha do Pico. Aumentar o número de clubes associados com atividade e trazer ao Faial um evento de promoção de cariz nacional”, são outros dos projetos que esta direção tem pela frente.
Sobre as dificuldades com que se deparou, este responsável diz que a atualização/renovação e manutenção de treinadores e juízes na modalidade, assim como a existência de todos os escalões de formação de masculinos e femininos são as principais.
Sendo uma associação que congrega duas ilhas, na época transata, a ABIFP teve dois clubes com atividade regular, FSC e AAC que, juntamente com os atletas das escolinhas da associação, totalizaram 176 atletas federados nos escalões de formação e de seniores. “A intenção para esta época, com mais núcleos de escolinhas no Faial e com a escolinha do Pico, é atingir os 250 federados, o que não será nada fácil”, afirmou.
O facto de não termos muitas equipas é por vezes apontado como um elemento desmoralizador e fez com que muitas pessoas se afastassem da modalidade. A este respeito Bruno Amaro disse ao Tribuna das Ilhas que “o caminho faz-se caminhando. Nunca teremos muitas equipas, pois estamos condicionados pela nossa demografia. Há que apostar na qualidade e intensidade do treino, para os praticantes evoluírem e se realizarem quando entrarem em competições regionais e nacionais. A evolução como praticante e os sucessos alcançados, individual e coletivamente, fixarão os jovens à modalidade.”
Na época 2015/2016, a ABIFP teve um incremento de 98 para 176 atletas federados, com 158 jovens. Na presente época, a expetativa é que o número de inscritos continue a aumentar.
Questionado sobre o que gostava de ver acontecer com a modalidade, este responsável afirma que “gostava que se verificasse um crescimento sustentado e continuo, o que será alcançado mantendo os agentes atuais, acrescidos das pessoas que estão há algum tempo afastadas da modalidade e que é fundamental que regressem, assim como possibilitar o ingresso de novos elementos”.
Esta época o Faial vai ser palco de várias competições de índole regional e nacional. Com as parcas infraestruturas que temos, esse trabalho é coordenado “com muita dedicação, inquietude e colaboração dos organismos oficiais. Estamos sempre a tentar fazer mais e esbarramos, muitas vezes, na falta de infraestruturas, problema transversal à generalidade das modalidades de pavilhão. Há necessidade de dotar o concelho de mais infraestruturas desportivas”, aponta.
O basquetebol é uma modalidade com muita tradição no Faial. Bruno Amaro pretende levar este desporto a mais gente, por forma a que possa ter o impacto que teve em outros tempos.
“A estratégia passa por aumentar e melhorar a qualidade das escolinhas, de forma a atingir um grande número de miúdos e fideliza-los o quanto antes à modalidade. Pretendo, também, ativar uma vertente de Master, para os praticantes veteranos”, sublinhou. 

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30
junho

Faialenses batalharam, mas desnível é muito grande

Escrito por Fernando Brum

Na cidade mais fortificada da Europa, cujas fortalezas de Santa Luzia e da Graça tiveram um papel defensivo muito importante no desfecho da batalha das linhas de Elvas durante a guerra da restauração em janeiro de 1659. Essa capacidade defensiva foi o que faltou à selecção sub-14 da Associação de Futebol da Horta nos primeiros dois jogos do Torneio Lopes da Silva que decorreu em Elvas entre 24 de junho e 1 de julho.

Apesar de alguns lances bem executados e com alguma garra da defesa faialense, as selecções da Associação de Futebol de Castelo Branco no primeiro jogo a 24 e da Associação de Futebol de Viseu no dia seguinte penetraram com alguma facilidade na área faialense. E os resultados de 7-0 contra Castelo Branco e 9-1 frente a Viseu espelham perfeitamente a distância entre a realidade do futebol faialense e das restantes regiões do país.
Essa realidade tem tudo a ver com os princípios de jogo. Enquanto as selecções Continentais tem esses princípios bem assemelhados, os faialenses andavam à pesca da bola. Apesar de se esforçarem e de procurar organizar jogo, os outros chegavam sempre primeiro e apareciam três ou mais jogadores frentes à baliza faialense livre de marca e em posição para empurrar a bola para o fundo das malhas.
Ainda assim houve lances muito bons de vários jogadores e um dos momentos mais importantes dos primeiros dois jogos foi o golo do empate contra Viseu. Os Continentais foram direitos à baliza e fizeram 1-0 na sua primeira posse de bola do jogo. Minutos mais tarde Rodrigo Costa recebe a bola na meia-lua, vira-se para a baliza e remate forte e colocado para repor a igualdade. O guarda redes Nuno Melo ainda fez uma boa defesa ao sacudir a bola para fora da zona de perigo com os punhos, mas aos 9 minutos viu-se sozinho com um atacante na cara que acabou por lhe meter bola por cima da cabeça e fazer o2-1. A partir daqui Viseu foi sempre somando e chegou ao intervalo a vencer por 7-1.
Ao abrir a segunda parte, tal como tinha feito na primeira, Viseu faz 8-1 aos 26 minutos de jogo, mas os rapazes faialenses lá foram batalhando como puderam e Calvino Brum fez um punhado de defesas em voo e estiradas aos pés de atacantes para adiar os 9-1 até aos 36 minutos de jogo.
No primeiro jogo foi Castelo Branco que criou a primeira oportunidade de golo, mas Calvino Brum fez uma estirada e defendeu com os pés ainda no ar para evitar a abertura do marcador. Os faialenses responderam com um excelente passe de Vasco Silva para Roberto Arruda na esquerda, que trabalhou bem para ganhar o canto. Com os faialense a lutar para superar as dificuldades criadas pelo seu adversário, o qual ia provocando desequilíbrios com processos de jogo automatizados, mais rápidos e fluidos. E isso levou à abertura do marcador aos 14 minutos de jogos.
Nestes primeiro quarto de hora de jogo Pedro Ferreira destacava-se no centro da defesa e aos 17 minutos faz um corte de carrinho de classe para evitar o 2-0, o que acabou por acontecer aos 25 minutos e o 3-0 surge em cima do intervalo.
Na segunda parte, Pedro Ferreira e Nuno Melo estiveram sempre pressionados, mas conseguiram adiar o 4-0 até aos 36 minutos de jogo. Aos 40 minutos Nuno Melo faz a sua defesa da tarde ao atirar-se para o seu lado direito e com a ponta dos dedos sacudir a bola dos pés do avançado que se tinha isolado à entrada da área. Depois do 6-0, foi Vasco Silva a desferir um potente remate à trave, naquilo que merecia ser o golo de honra.
Mais que o calor, foi o ritmo de jogo e o automatismo na organização e criação de situações de golo que marcou a diferença. Cada um que tire as ilações que entender, mas seria bom se os Senhores presidentes, treinadores encartados reflectissem um pouco sobre estas diferenças, que seriam ainda bem pior não fosse o trabalho desenvolvido ao longo dos 15 treinos que esta selecção fez em preparação para este torneio. E como dizia um amigo que acompanhou esta selecção, ganhar este torneio é muito difícil, mas com um trabalho que privilegie os princípios de jogo podemos ser competitivos. g

(A objectividade, veracidade da notícia e rigor de exempção são principio inabaláveis para qualquer jornalista que se digne do titulo, este artigo provocou grande reflexão sobre esses princípios e foi alvo de grande cuidado para que reflectisse da forma mais exempta aquilo que se passou em campo.)

 

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30
junho

Judite Duarte ajuda grupos na angariação de fundos e mantém viva as tradições

Escrito por Susana Garcia

A massa sovada é um pão regional dos Açores, normalmente associadoàs Festas do Espírito Santo que decorrem em todas as ilhas. 

As receitas variam de ilha para ilha, mas têm sempre como base farinha, açúcar, leite e ovos e normalmente estes pães
acompanham outros pratos típicos da Região.

Nos últimos tempos, no Faial, muitas são as instituições que têm recorrido a esta iguaria para angariar fundos para as suas atividades. 

Na hora de meter a mão na massa, no entanto, é preciso sempre alguém que oriente “as tropas”. Judite Duarte é uma das pessoas mais requisitadas para ajudar estas instituições a cozer “fornadas” de massa sovada, e falou aoTribuna das Ilhas sobre esta atividade.

Antigamente era hábito cozer-se massa por altura da Páscoa e do Espírito Santo. Em casa de Judite Duarte a tradição cumpria-se, pela mão da mãe. À confeção juntavam-se as suas tias e Judite foi assim aprendendo com a família.
Mais tarde entrou para o Grupo Coral da Horta e foi aí que tudo começou. Em 2006 o grupo fez uma refeição de sopas do Espírito Santo para angariar fundos. O evento foi um sucesso e falou-se em repetir. Foi então que Judite se ofereceu para cozer a massa. E desde então nunca mais parou.
À nossa reportagem, Judite conta que, enquanto membro da Direção do Império da Conceição, já cozeu “três toneladas de massa”. Pouco depois a Junta de Freguesia da Conceição construiu a cozinha comunitária com um forno, que Judite passou a utilizar. Com o tempo, outras instituições foram procurando esta forma de angariação de fundos e requisitando os serviços de Judite: “comecei a ser contactada pelos grupos para fazer massa e tem vindo por aí fora. Até ao fim de 2016 cozi 7454kgs de massa. Com o que já fiz em 2017 já tenho 8 toneladas de massa”, revela.
Como as solicitações eram muitas, Judite começou também a cozer massa em casa. “As pessoas gostaram, começaram a pedir e agora tivesse eu tempo para cozer mais”, desabafa.
Para além da massa, nestas solicitações dos grupos começaram a surgir outras ideias para angariação de fundos. “Durante a cozedura da massa há um espaço de tempo morto”, explica, contando que é nessa altura que,por vezes, se cozinham amendoins com açúcar, caramelos, bolos lêvedos ou donuts.
“Esta é uma maneira de os grupos angariarem fundos. Eles têm pouca ajuda do Governo e têm de arranjar dinheiro de alguma maneira. São equipas de futebol, Igrejas, vários tipos de instituições...”, conta.

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30
junho

Angústias Atlético Clube presente no Summer Cup 2017 de voleibol

Escrito por SG

O Angustias Atlético Club (AAC) prepara-se para participar no Summer Cup 2017 de voleibol, que decorre na Lousã de 5 a 9 julho.

O clube vai marcar presença na competição com três equipas, nomeadamente os Iniciados, os Cadetes femininos e masculinos, envolvendo cerca de 39 elementos entre treinadores dirigentes e atletas.
Trata-se de um Torneio de Voleibol internacional em que o AAC participa pela primeira vez, sendo também a única equipa dos Açores a marcar presença.
Este ano a competição conta com 128 equipas inscritas batendo o record de países presentes, sendo seis de Portugal e as restantes de Espanha, França, Bélgica, Holanda e Itália.
O torneio Summer Cup, é organizado pelo Lousã Volley Clube e considerado já um dos maiores torneios internacionais de Voleibol vocacionados para os escalões de formação.

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23
junho
23
junho

Carlos Morais anuncia demissão da direção da CCIH

Escrito por Susana Garcia

O Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH), Carlos Morais apresentou esta semana a sua demissão do cargo por entender que há um “afastamento”dos associados e por considerar que existe uma “tentativa de asfixiamento” da CCIH e de algumas associações.

Carlos Morais presidente da CCIH, anunciou esta terça feira, a decisão de por um ponto final no cargo. Numa conferência de imprensa, realizada na sede da CCIH, Carlos Morais disse que “este pedido de demissão da atual direção vem no seguimento de vários fatores”.

“Sentimos algum afastamento dos associados da sua própria associação talvez um pouco por culpa nossa”, referiu Carlos Morais esclarecendo que a situação se deve “a muitas situações que gostaríamos de ver resolvidas, mas que nunca conseguimos desenvolvê-las a bom tempo”, apontando o caso da sede da instituição e a retirada dos técnicos através da requisição para a vice-presidência.

Sobre este assunto o representante dos empresários refere que esta decisão retirou “quase toda a massa humana disponível para trabalhar e desenvolver projetos nesta Câmara do Comércio”, que tendo em conta a situação financeira em que se encontra não tem condições “para recrutar mais colaboradores ou até ter ficado com algum dos colaboradores requisitados”.

Para o presidente da CCIH “há uma tentativa de asfixiamento da CCIH e de algumas associações”. “Nós tentamos num processo longo que ficasse alguém que nos pudesse prestar assistência”. A este respeito Carlos Morais esclareceu que ao abrigo do PO 2020 a CCIH não pode efetuar analises “em casa própria” dos projetos dos promotores, mas também tendo em conta a situação atual da instituição, “nem se quer podemos fomentar ou promover  junto dos associados que façam investimento nas nossas ilhas de abrangência para que se crie mais postos de trabalho bem como uma nova dinâmica no comércio porque não temos capacidade para manter técnicos ao serviço”, revela.

“Não havendo condições nesse sentido, a direção juntamente com os outros dois elementos, entendeu que se deveriam antecipar as eleições em cerca de oito meses e dar oportunidade a sangue novo que consiga gerar diálogos e consensos junto de quem de direito para resolver a atual situação da Câmara do Comercio”, disse.

O responsável pela instituição defendeu ainda que neste momento é “importante ter uma Câmara do Comércio ativa na defesa dos interesses dos seus associados, mas também é importante que os associados façam chegar as suas preocupações a esta Câmara”.

Relativamente à situação financeira da CCIH, Morais adiantou que a instituição tem uma dívida superior a 500 mil euros e não possuí receitas próprias que lhe permitam fazer fase às despesas e conta atualmente com cerca de 300 associados. “Muita coisa foi feita pela anterior direção, muito coisa foi feita também pela a atual direção, mas quando não temos grandes receitas para poder colmatar dividas a fornecedores que vêem do passado dificulta o funcionamento da instituição”.

De acordo com Morais o pedido de demissão da direção foi formalizado em abril ao Presidente da Assembleia Geral e após a reunião de Assembleia Geral de segunda feira, ficou deliberado novo ato eleitoral a 31 de Agosto, de forma a dar tempo aos sócios para apresentar uma ou mais listas à direção da CCIH, esclareceu.

A atual direção da CCIH tomou posse a 6 de junho, no âmbito das eleições realizadas a 1 de junho para um mandato de três anos (2015-2018). Quando assumiu o cargo entre os seus objetivos constava a estabilização financeira da instituição e a situação da sede da CCIH.

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23
junho

3.º Mega Piquenique solidário da APADIF

Escrito por João Paulo Pereira

A APADIF - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial organizou no Parque de Campismo da Praia do Almoxarife o 3.º Mega Piquenique solidário, cujo lema era a promoção do reconhecimento da pessoa com deficiência como cidadão de direitos e competências.

Apesar da chuva que inicialmente se fez sentir, compareceram ao convite feito pelo Presidente desta Associação José Alberto Fialho centenas de pessoas, numa clara demonstração que os Faialenses estão atentos e solidários com a temática da deficiência.

A abertura deste Mega Piquenique esteve a cargo do Presidente da APADIF que começou por agradecer a presença de todos neste evento solidário “enaltecendo o esforço daqueles que, direta ou indiretamente, têm contribuído para que estes momentos de convívio se concretizem” e salientando a enorme satisfação que sente com o “incremento da família APADIF com a criação do Movimento de Pais Pela Inclusão, que se uniu por uma causa que é a de todos nós, a Inclusão”.

E continuando referiu que “mais do que a integração, é a total pertença a uma mesma comunidade que se pretende e sonha inclusiva na sua plenitude, sendo que este movimento surgiu da imensurável necessidade de muitos pais e curadores encontrarem um espaço de partilha e diálogo para abertamente falarem das suas aspirações e conturbações”.

O 1.º Mega Piquenique pela inclusão realizou-se na ilha do Faial há cerca de três anos, com o objetivo de proporcionar um momento de convívio de cidadãos, crianças, familiares e amigos com e sem necessidades especiais, mas acima de tudo para “chamar a atenção para a necessidade de tornar a nossa sociedade mais inclusiva”.

Entende José Fialho que “a riqueza de uma sociedade reside na sua diversidade, sendo com esta convicção que se trabalha na APADIF”, adiantando que essa luta se “trava na associação pela inclusão dos mais idosos, dos que têm necessidades especiais”, ou seja, por todos aqueles que se encontram numa situação mais vulnerável.

Alertou depois os presentes para que parem e pensem no significado da inclusão, pois “inclusão e integração são conceitos que se continuam a confundir, incluir é mais que integrar. O termo inclusão tem vindo a ganhar cada vez mais espaço no vocabulário de todos nós e no nosso quotidiano, saber como se entende e compreende a inclusão é fundamental”.

O Presidente desta Associação, focando sempre o seu discurso no tema e na necessidade de inclusão, não deixou de chamar a atenção para o facto de ainda haver “muito a fazer, nomeadamente através do fortalecimento deste conceito, passando pela implementação de leis e na sua plena concretização”.

No seu discurso, José Fialho considerou que se tem notado mudanças na sociedade faialense desde que se iniciou o movimento de pais pela inclusão, mas que ainda se está longe de alcançar todas as mudanças a que se propuseram, apesar de já terem dado passos importantes. Destacou, também, os jovens que frequentam grupos e modalidades desportivas “onde são aceites e há uma tentativa efectiva por parte dos seus trabalhadores de não só os integrarem, mas também os incluírem, compreendendo as suas diferenças”.

Na parte respeitante aos apoios concedidos à Associação a que preside, destacou os apoios da Segurança Social alertando que “há crianças que não frequentam as terapias necessárias por não reunirem as condições para obterem esses apoios, o que inviabiliza momentos potenciadores de um desenvolvimento desejado”, acrescentando que “o Governo Regional tem que criar mecanismos para que estas terapias e apoios estejam ao alcance de todos”.

A terminar o seu discurso, o Presidente da APADIF lançou dois desafios aos presentes: o primeiro respeitante ao lançamento de uma campanha de sensibilização institucional a nível regional e o segundo para que se promova a criação de um Conselho Consultivo para a Deficiência e para a Inclusão, no qual estejam incluídas as forças vivas da nossa sociedade com o objetivo de promover e valorizar a cidadania e a participação das pessoas com deficiência e suas organizações.

Concluiu afirmando a necessidade de uma “radiografia da problemática que envolve a deficiência na Região Autónoma dos Açores e em toda e qualquer ilha”.

Por seu turno, o Diretor Regional da Juventude em representação do Presidente do Governo começou por saudar a presença de todos na sua freguesia num “dos parques de campismo de excelência em qualquer parte do mundo”. “A ilha do Faial, a APADIF, o Movimento dos Pais pela Inclusão têm dado um sinal de luta, reivindicativo, que tem conquistado algumas batalhas, mas não a guerra, pois sabemos que no que toca a preconceitos, as guerras não se ganham, travam-se”, continuou Lúcio Rodrigues na sua alocução.

O Diretor Regional da Juventude deixou, ainda, em nome do governo, “o reconhecimento do trabalho feito, pois os resultados estão à vista”.   

A terminar, o Presidente da Câmara Municipal da Horta não deixou de saudar os utentes da APADIF, referindo que se trata de um “piquenique num momento de reflexão daquilo que nós todos podemos fazer para nós todos sermos mais inclusivos” e enaltecendo, de seguida, as parcerias que a APADIF tem celebrado com inúmeras instituições, mas também com a Câmara Municipal, onde se realizaram muitos projectos comuns no “sentido de nós percebermos que na ilha do Faial há um trabalho interessante e muito importante, mas que é preciso continuar a nos desafiarmos todos os dias para sermos mais inclusivos”.

Por fim, o edil faialense não deixou de lembrar o grande trabalho que está a ser desenvolvido pelo Presidente da APADIF Sr. José Fialho.

No encerramento da cerimónia, a APADIF promoveu uma justa homenagem, entregando uma lembrança, a três atletas da vela adaptada que levaram e levam bem longe o nome do Faial, e que são: Libério Santos que conquistou o 7.º lugar no campeonato nacional, Lício Silva que conquistou o 2.º lugar e Rui Dowling que ficou classificado em 1.º lugar no campeonato nacional.

Após um breve momento de zumba, começou o piquenique, com inúmera comida para todos os presentes. Sem dúvida uma tarde bem passada para todos aqueles que quiseram aderir a este convívio, e em que a problemática da inclusão da pessoa com deficiência foi o mote principal. De destacar, também, a presença da PSP, dos Bombeiros, e de enfermeiros e médicos do Hospital e Centro de Saúde da Horta que, com o Hospital dos Pequeninos, alegraram as inúmeras crianças presentes. 

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23
junho

Gonçalo M. Tavares nas comemorações do 2.º Aniversário do Novo Grémio Literário Faialense

Escrito por Susana Garcia

O Teatro de Giz comemorou no passado fim de semana o 2.º aniversário do Novo Grémio Literário Faialense.

Para assinalar a data, trouxe ao Faial Gonçalo M. Tavares.

 

O Teatro de Giz, assinalou no passado sábado, dia 17 de junho, a passagem do segundo aniversário do Novo Grémio, com mais uma edição do “Grémio Remixed”.

No âmbito destas celebrações o Teatro de Giz trouxe ao Faial o escritor português Gonçalo M. Tavares e dinamizou um atelier que serviu para analisar e pensar, na primeira pessoa, textos de teatro. O escritor marcou ainda presença na II festa Grémio Remixed onde numa palestra trocou impressões com o público.

Gonçalo M. Tavares é um escritor português, considerado o melhor da sua geração. Nasceu em Luanda, em 1970, mas veio para Portugal aos 3 anos. Formou-se em Educação Física e Desporto e atualmente exerce as funções de professor de Epistemologia na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa.

Foi bolseiro do Ministério da Cultura - IPLB com uma bolsa de Criação Literária para o ano 2000, na área de poesia. Escreveu durante doze anos, mas só em dezembro de 2001 publicou a sua primeira obra o Livro da dança, na Assírio & Alvim e só nos últimos nove anos, publicou 29 livros.

Ao Tribuna das Ilhas, o escritor adiantou que a ideia do Teatro de Giz foi de “em dois momentos, haver um curso e uma apresentação para festejar a existência do grupo”.

Gonçalo M. Tavares, revelou ainda que no atelier falou-se essencialmente “da relação entre o pensamento a visão e a escrita”. “Foram feitos alguns exercícios à volta de como a visão determina aquilo em que pensamos”, adiantou.

Quanto à palestra o escritor, avançou que se tratou de “uma pequena conversa informal com o público sobre a escrita e como escrever”.

Novo Grémio o ponto de encontro do Teatro de Giz

O Teatro de Giz nasceu em 1998, quando um grupo de pessoas residentes no Faial decidiu unir-se  com o intuito de contribuir “para a criação de uma dinâmica cultural na ilha”.

Há dois anos, a necessidade de encontrar um espaço onde pudessem manter uma atividade regular, levou o Teatro de Giz até ao Grémio Artista Faialense.

Orlanda André uma das sócias fundadoras do Teatro de Giz, conta que uma das lacunas que o grupo tinha prendia-se com a “descoberta” de novos textos para teatro. “Sempre que chegava à altura de fazer o projeto de candidatura ficávamos a pensar que texto escolher”.

Com Grémio essa lacuna foi ultrapassada uma vez que o grupo passou a manter uma atividade regular. “Temos a oportunidade de mensalmente ler vários textos e ir descobrindo autores e peças que nós gostaríamos de ver representadas”, revela.

Desde então o Grémio passou a ser o ponto de encontro do grupo e “trouxe muitas pessoas novas”, indo também de encontro a um dos grandes objetivos do Teatro de Giz de envolver  mais gente e assim “renovar constantemente o grupo”, adianta.

Sobre as comemorações do segundo aniversário do Novo Grémio, Orlanda avança que “no ano passado achamos que nos poderíamos juntar numa festa para assinalar o primeiro ano de atividade e correu muito bem fizemos uma tertúlia sobre o papel dos grémios no Faial”, disse.

“Este ano achamos engraçado voltar a repetir. Tínhamos esta oportunidade de ter cá o Gonçalo M. Tavares e dar a ao público a possibilidade de estar cara a cara com um escritor que hoje é reconhecido não só a nível nacional mas também a nível internacional e que é considerado um dos grandes escritores da atualidade”, salientou. 

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23
junho

Sérgio Rezendes lançou livro sobre a I grande guerra nos Açores

Escrito por Tatiana Meirinho

O Núcleo Cultural da Horta, e a editora Caleidoscópio, apoiaram o lançamento no passado dia 16 de junho do livro “A Grande Guerra nos Açores- Património e Memória Militar” da autoria de Sérgio Rezendes.

O lançamento decorreu na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, contou com a presença do autor e foi apresentado pelo professor Doutor Carlos Lobão.

Este livro é uma segunda edição, a primeira versão do livro foi lançada em 2014, numa edição da editora regional Letras Lavadas, para um mercado regional.

Segundo autor “aproveitando a ligação que eu tenho com o Instituto de História Contemporânea da Univer-sidade Nova de Lisboa, esta tese de mestrado, foi enviada para um estudo mais profundo pelo Centro República, e tive a honra de ser um dos autores convidados para fazer parte da coleção de teses sobre a Primeira República”.

Passado um ano e meio surgiu a oportunidade de editar mais uma versão do livro, desta vez com cunho nacional.

De acordo com Sérgio Rezendes esta obra representa “o posicionar dos Açores na I Guerra Mundial”, é assim que  tentou trabalhar a obra sob o olhar arquipelágico, mostrando que a I Grande Guerra, ou Grande Guerra que segundo o autor “é assim que ela é designada na altura”, não foi uma guerra melhor ou pior que a guerra das trincheiras ou que a guerra colonial.

Nesta obra o autor procurou descrever as defesas, dispositivos montados e a posição geoestratégica dos Açores na Grande Guerra.

Este livro é resultado de muitos anos de pesquisa de Sérgio Rezendes e da sua tese de mestrado, que agora vê o seu livro lançado pela editora nacional Caleidoscópio. 

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