Tribuna das Ilhas

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19
maio

Manuel Viana - A Escrita e a memória

Escrito por Cisaltina Martins

O senhor Manuel Viana,- de seu nome completo Manuel Maria Viana,- nasceu em Abrigada, Alenquer, a 02 de Novembro de 1934. Por ali estudou as primeiras letras e fez escola de música na Sociedade Filarmónica da Abrigada integrando o naipe de clarinetes. 

Alistou-se na Marinha em 1954. Foi radiotelegrafista e técnico de comunicações.
Iniciou os estudos secundários no Liceu de Ponta Delgada e frequentou o curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lecionou as disciplinas de Português, Eletricidade e Eletrónica, na escola de Comunicações da Armada e mais tarde Filosofia e Relações Públicas na Escola Secundária da Horta, em acumulação com as funções de Técnico de Comunicações da Estação Radionaval da mesma cidade.
Quando se aposentou, em Dezembro de 1992, fixou residência em São João do Pico, tendo integrado a filarmónica local como primeiro clarinete, enquanto a saúde lhe permitiu.
Foi nessas andanças pelas festas e atividades culturais da freguesia que conheci o “senhor Viana”, como carinhosamente era tratado. Conversávamos sobre livros, sobre projetos de livros, sobre coisas de livros, sempre. Olhava para mim com humilde reverência, com aquela timidez que lhe era caraterística, um senhor. Eu via-o com a admiração de quem olha para um ser raro. Ainda me acanho de falar dele. Manuel Viana era um grande escritor, digno de maior divulgação. O escritor que habitava o homem, sem que disso desse conta o cidadão comum, sabia e dizia muito mais do que os bancos da escola ensinam. Da vida e das suas mundividências soube colher e espelhar em palavras como poucos saberiam fazer.
Dos livros que editou, com tiragem numerada- editorial Escritor - de cinco me fez oferta autografada. Guardo-os religiosamente. Leio-os e releio-os de vez em quando, deliciando-me com a riqueza linguística da sua prosa, onde, por momentos, lembra Aquilino Ribeiro, deixando-nos depois com um sorriso largo pela ironia contida.
Não raro a poesia percorre trechos da sua obra pontoada de nostálgicas evocações, como esta in: “Da Macaronésia ao Meio Dia”:…”quando a tristeza me assalta, eu remoo sem parança saudades da juventude. (…) de quando bebia a água dos arroios da ribeira no côncavo da mão direita com girinos a boiar. De quando cobria o mundo com o véu da poesia julgando redescobri-lo. De quando, enfim, as mulheres eram, para mim, só helenas, e Tróia o expoente máximo da braveza marcial”…
Manuel Viana foi também um homem de ABRIL, e porque abril foi inda agora e faz seis anos que nos deixou fisicamente, - 25 Maio 2011 -, aqui fica este abraço de memórias, com a saudade que sempre me deixam aqueles de quem gosto e que fazem falta.
Entre outras, é autor das seguintes obras: “A Alma das Coisas”- Romance - 1996;
“Melopeia”- Romance - 1999
“A Lua Alcoviteira”- Contos -2000
“Abalada do PIDJIGUITI”--Romance- 2001-
“Da Macaronésia ao meio dia”-contos-2006 

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19
maio

#sómaisMúMa O MúMa transfigurou-se!

Escrito por TI

Este ano o MúMa foi sinónimo de Música em Maio.
A 3ª edição mudou de formato, passou a festival e trouxe um fim de semana prolongado de boas vibrações ao Teatro Faialense!
A Associação cultural Música Vadia,em co-produção com a CMH/UrbHorta, com o co-patrocínio da Direção Regional da Juventude, o apoio da SATA e a colaboração do Bar do CNH, Bar do Teatro, Tribuna das ilhas e imagem do FAZENDO, tomou de assalto o Teatro Faialense e a rua frontal.
O evento apresentou um cartaz forte, representativo do que de melhor se faz na música Portuguesa. Quem por lá passou e assistiu aos concertos, numa plateia despida de cadeiral, mas bem composta por uma calorosa moldura humana, não ficou indiferente!
Na quinta-feira o projecto Medeiros/Lucas, do faialense Pedro Lucas, abriu as hostes mostrando pela primeira vez na nossa ilha o mais recente trabalho “Terra do Corpo”. Foi um concerto memorável, não só pela extraordinária riqueza sonora, a que de resto já nos habituou, com excelentes performances do também faialense Augusto Macedo e do magnifico baterista/percussionista Ian Landeros, mas também por ter contado com a magnetizante voz de Selma Uamusse como convidada.
Foi um arranque escaldante que deixou quem lá esteve ansioso pelo dia seguinte.
Na sexta ouviu-se Samuel Úria, acompanhado pela sua banda, que é um exemplo de excelência enquanto compositor e letrista. Trouxe uma linguagem trabalhada e assertiva que enaltece a língua portuguesa vestida com belíssimas baladas e tonalidades roqueiras. Roque enrole do melhor!
A noite foi coroada ainda com um DJ Set de Luís Varatojo.
A última noite foi arrebatada pela energia contagiante e sonoridades africanas de Selma Uamusse… É difícil descrever o que o público sentiu! Selma entrou em palco e rapidamente rendeu o público à sua voz, à sua dança, ao seu magnetismo! O mau tempo não deixou o seu baterista vir, mas à ultima da hora o Tiago Ramos, que tocou na noite anterior, assumiu o posto, e ninguém, à excepção dos restantes elementos da banda deram conta de que conhecera as músicas apresentadas um par de horas antes!
Deste 13 de Maio de Fátima e do Papa, do Tetra do Benfica e do “fado” do Salvador ainda houve tempo para mais um milagre… Apareceram umas agulhas de gira-discos que permitiram a fantabulástica e espantagnânime performance do DJ Rubi Tocha Dá Baile!
Valeram a pena os 12Kg de Vynil que atravessaram o Atlântico e deram à plateia do Teatro Faialense a glória de outros tempos!
Foram noites inesquecíveis, de partilha, de confraternização, de boa música e de pura animação!
Será inevitável - para o ano o Faial vai querer mais MúMa! g

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19
maio

Sessão comemorativa do Dia Municipal do Bombeiro 2017

Escrito por MJS

Decorreu no passado domingo, 14 de Maio, a comemoração do 16.º Dia Municipal do Bombeiro. Durante esta cerimónia foi assinado um protocolo de cooperação social e foi atribuída uma medalha de mérito municipal dourada ao 2.º Comandante do Quadro de Honra da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF), Adalberto Azevedo.
As comemorações iniciaram-se com um desfile do Corpo de Bombeiros da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial, acompanhado pela fanfarra, com saída do Quartel, ao longo da Rua Serpa Pinto em direção à Câmara Municipal onde formaram a Parada para a revista no Largo Duque de Ávila e Bolama.
José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta referiu na ocasião que “a parceria da CMH com a Associação Humanitária tem vindo a ser aprofundada no sentido de termos um serviço de proteção civil forte e capaz de dar respostas à nossa comunidade.”
“O protocolo de cooperação anual que foi agora celebrado renova os objetivos desta parceria e também os compromissos assumidos no Plano e Orçamento Municipal. Queremos uma proteção civil local mais atenta, mais presente e também com mais capacidade de resposta. Para isso é fundamental conhecimento, formação e, numa segunda linha, uma atua-lização permanente e uma ligação mais próxima com todos os agentes de Proteção Civil do Faial”, afirmou o presidente.
O protocolo assinado tem o valor de 59.500 euros.
José Leonardo considerou ainda pertinente a criação de um Centro Municipal de Operações de Emergência que não funcione apenas no centro do teatro das operações mas que trabalhe e se prepare todas as questões respeitantes ao risco e ao risco em situações de crise ou catástrofe.
Revelou ainda que desde o dia 10 de Maio que o comandante da AHBVF, Nuno Henriques, passou a estar disponível a tempo inteiro na Associação e a trabalhar em permanência na CMH, a “assumir em consonância comigo as responsabilidades nestas áreas”.
“Os nossos bombeiros hoje atuam como se de verdadeiros profissionais se tratassem e para isso muito tem contribuído as formações especializadas nas quais tem participado. A continuidade desse trabalho é fundamental e exige uma grande preparação, desde logo ao nível dos equipamentos disponíveis pelo que, independentemente deste protocolo de hoje, estamos já a trabalhar para concretizar mais uma parceria que permita apetrechar os grupos especializados da associação, nomeadamente o grupo de salvamento em grande ângulo, o grupo de salvamento aquático e o grupo cinotécnico de busca e salvamento”, afirmou o edil que destacou ainda a admiração e respeito que todos devemos ter pelos soldados da paz.
Braia Ferreira, presidente da direção dos Bombeiros, disse aos presentes que “aquilo que inicialmente poderia ser encarado como uma resposta de solidariedade para com a sociedade, hoje é uma resposta obrigatória para com essa mesma sociedade. Os cidadãos têm o direito de ser socorridos, assim, o gesto humanitário foi se transformando num dever e os deveres não se agradecem, cumprem-se. A instituição Bombeiros tem cada vez mais responsabilidades e obrigações.”
O presidente da AHBVF deixou ainda um alerta “numa sociedade cada vez mais exigente a instituição bombeiros só perdurará enquanto souber continuar a garantir aos cidadãos a eficiência e qualidade do seu trabalho.” g

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19
maio

Praia do Almoxarife homenageia Rosa Leal em dia da freguesia

Escrito por MJS

A Freguesia da Praia do Almoxarife comemorou no passado dia 11 de Maio o seu Dia da Freguesia.
Este ano, sob a presidência de João Neves, a freguesia de Almoxarife, homenageou a professora Rosa Leal, que durante longos anos foi educadora de infância da Escola da Praia do Almoxarife.
De acordo com o presidente da Junta “mais do que acompanhar e ensinar as crianças desta freguesia, a professora Rosa Leal foi um “motor” que colocou muitas ideias em prática, muitos projetos em marcha e muitas crianças e idosos a brincar e a rir.
Pelo contributo que deu nas últimas duas décadas na vida da nossa freguesia, a professora Rosa Leal merece o reconhecimento desta comunidade com a qual mantém contato mesmo já não sendo professora no estabelecimento de ensino da freguesia.”
João Neves classificou a freguesia da Praia do Almoxarife como “ uma freguesia de Futuro e com condições para todos os que aqui nasceram ou aqui escolheram viver.”
Adiantou que “todos os dias esta Junta e os seus funcionários trabalham para que algo melhore, para que algum aspeto seja corrigido e no sentido de resolver os problemas que surgem”.
O presidente entende que “as Juntas de Freguesia estão na linha da frente mas, efetivamente, não têm os meios, nem humanos nem financeiros, para responder a todas as necessidades com a rapidez e eficiência que muitas vezes é necessário”, e acrescentou que “em bom da verdade, as soluções muitas vezes só aparecem devido à boa articulação institucional que existe numa ilha como a nossa e que permite uma partilha de esforços a favor do bem comum”, recordando o 4.º Encontro Regional de Freguesias, em que participou e durante o qual foram debatidas alterações no âmbito das competências das freguesias.
João Neves referiu-se à zona balnear de Almoxarife e à sua filarmónica como dois símbolos que levam o nome da freguesia mais longe e frisou a importância de “conhecer as gentes que fazem desta localidade o seu berço.”
O presidente da autarquia revelou ainda estar empenhado “em conjunto com a Câmara Municipal da Horta, na asfaltagem já a decorrer na Rua da Ramada e, a seguir, na Rua da Fernandega. Este é um compromisso do Partido Socialista que agora cumprimos e que em muito favorecerá a zona alta da freguesia. E nesta área, não posso deixar de referir a Rua do Chão-Frio que efetivamente necessita também de uma intervenção profunda e para a qual iremos trabalhar para que se concretize. “
Referiu-se ainda às obras do Ninho das Metralhadoras e à colocação de uma passadeira junto à paragem de autocarro em frente à filarmónica.
“Apoiar e colaborar com as instituições da nossa freguesia, como a Sociedade Filarmónica Unânime Praiense, a Paróquia de Nossa Senhora da Graça, a Casa do Povo e a escola é outra das missões que eu, pessoalmente, considero fundamentais numa junta de freguesia. Neste sentido, estamos em contato próximo com a filarmónica para proceder em breve à reabilitação do campo anexo a este edifício e mantemos o apoio logístico e financeiro habitual às festas de Nossa Senhora da Graça” – explicou.
Sobre o facto da zona balnear de Almoxarife não ter sido contemplada com o galardão Bandeira Azul, João Neves refere que “este é um objetivo para o qual continuaremos a nos esforçar anualmente. Alguns resultados das análises com a classificação de Bom inviabilizaram a obtenção deste galardão que apenas premeia zonas com classificação de Excelente, em todas as análises realizadas. Sabendo que muitas vezes são condicionantes naturais que interferem neste processo, como por exemplo a influência da ribeira que desagua no local, só nos resta manter o espaço com as melhores condições para os banhistas que o procuram pois estas, para nós, devem ser as mesmas com ou sem Bandeira Azul para que a praia do Almoxarife continue a ser uma das zonas balneares de referência do Faial.”
No final da sua intervenção João Neves parabenizou Roberto Ponte pelo facto de se ter sagrado no passado dia 30 de abril, numa prova que decorreu em Gondomar, Campeão Nacional de Culturismo Masterclass +50 anos. “Este feito é uma forma de levar mais longe o nome da Praia do Almoxarife e sobretudo um exemplo de como o sucesso acontece quando há dedicação e esforço”, disse. g

 

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19
maio

Alunos da ESMA vencem Concurso Euroscola

Escrito por JP

Nos dias 8 e 9 de maio André Costa e Júlia Branco, alunos do 11º ano, acompanhados pela professora Ilídia Quadrado, da Escola Secundária Manuel de Arriaga, representaram os Açores na fase nacional do Concurso Euroscola, tendo sido a equipa vencedora.
Estes alunos irão representar Portugal na final do Euroscola, que terá lugar em Estrasburgo, no Parlamento Europeu, participando em sessões com alunos de diferentes escolas dos Estados Membros da União Europeia.
Nos Açores, este concurso é organizado pela Direção Regional da Juventude, em articulação com a Assembleia Legislativa Regional e reveste-se de grande importância uma vez que permite aos alunos expressarem as suas opiniões e aprofundarem conhecimentos sobre o funcionamento das instituições europeias.
Este ano os trabalhos apresentados foram subordinados ao tema "Reinventando a Europa". g

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19
maio

Esclarecimento do Diretor

Escrito por João Pereira

Na sequência do pedido de suspensão do mandato da Sr.ª deputada Isabel Correia, o jornal Tribuna das Ilhas vem esclarecer o seguinte:
Desde o início da nossa missão procurámos trazer para as páginas deste semanário aqueles faialenses que defendem os nossos interesses no Parlamento Regional, para que, através de uma conversa pessoal, mostrassem o que têm feito pela ilha nestes 6 meses de mandato.
Fiéis à isenção que nos carateriza, informámos os Grupos Parlamentares do PS e do PSD que pretendíamos realizar uma entrevista presencial com um dos de-putados do respetivo partido eleito pelo Faial, cabendo a eles a indicação do deputado que iria ser entrevistado presencialmente.
O PSD indicou como deputado a ser entrevistado pessoalmente o de-putado Carlos Ferreira.
Por seu turno, o PS informou que a deputada a ser entrevistada seria Isabel Correia, mas que devido ao volume de trabalho que tinha só podia dar a entrevista por escrito. Em resposta, o Tribuna das Ilhas esclareceu que o que se pretendia era uma entrevista pessoal.
Após vários contatos telefónicos, ficou acordado entre o jornal Tribuna das Ilhas e o Grupo Parlamentar do PS que a entrevista seria presencial no dia 12 de maio, única data possível para a deputada Isabel Correia, em hora a combinar.
Nessa mesma altura, o Tribuna das Ilhas esclareceu que a sua linha editorial seria a de ouvir em primeiro lugar a deputada do partido do go-verno e só depois o deputado da oposição, mas que devido a esse prolongar da marcação da entrevista, avançaríamos com a publicação da entrevista do deputado Carlos Ferreira.
Do lado do Partido Socialista, foi-nos transmitido que não havia problema nenhum, pois o atraso na realização da entrevista era da sua responsabilidade.
Todavia, no dia 10 de maio, o Partido Socialista informou o Tribuna das Ilhas que a deputada Isabel Correia estava doente e que não poderia realizar a entrevista no dia agendado. Comprometidos com os nossos leitores, propusemos o dia 13, o dia 14 e o dia 15 de maio como datas alternativas para uma nova marcação da entrevista, ao que nos foi dito que o melhor era deixar a entrevista para uma outra altura.
A Sr.ª deputada Isabel Correia apresentou na segunda feira, dia 15, o pedido de suspensão do seu mandato.
Para que não restem dúvidas, em todo este processo o jornal Tribuna das Ilhas atuou sempre de boa fé, manteve intata a sua independência e isenção. Para comprovar tal facto, este jornal já solicitou ao Grupo Parlamentar do PS o agendamento de uma entrevista com o novo de-putado do PS Faial, Tiago Branco. g

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19
maio

CMH investe mais de um milhão de euros na 1.ª fase da Frente Mar da cidade da Horta

Escrito por Susana Garcia

A Câmara Municipal da Horta, vai investir um milhão e trezentos e oitenta e sete mil, trezentos e treze euros e setenta e três cêntimos na 1.ª unidade de execução da nova Frente Mar da cidade da Horta, que prevê a construção do parque de estacionamento na Rua de São João, a requalificação do Largo do Infante e do Adro da Igreja das Angústias.
O projeto da Frente Mar à cidade da Horta, está dividido em cinco fases e contempla a requalificação de cerca de uma dezena de artérias citadinas, bem como a construção de um jardim junto ao mar e a criação de parques de estacionamento, intervenções em todo o litoral da cidade da Horta, que engloba ainda 42 projetos específicos de intervenção, com o intuito de requalificar a cidade e melhorar as acessibilidades.
Sobre esta primeira unidade de execução, José Leonardo Silva salientou que “este é um projeto que vai virar cada vez mais a nossa cidade ao mar e abrir a marina à cidade”.
“Esta obra vai marcar a ilha do Faial e a cidade da Horta para o futuro”, defendeu o presidente da autarquia, José Leonardo Silva, na sessão de apresentação pormenorizada do projeto que decorreu na manhã da passada segunda feira, no edifício dos Paços do Concelho.
O autarca adiantou ainda que com esta empreitada “estamos a construir para o futuro da nossa cidade e da nossa ilha” uma vez que tem em conta não só a “melhoria das acessibilidades”, nomeadamente para os peões, mas que também apresenta “alternativas de estacionamento”.
Na ocasião o presidente realçou o esforço camarário para que esta empreitada fosse “executada por parceiros locais”, destacando o facto do projeto do parque de estacionamento ter sido elaborado por um arquiteto local. “É com muito gosto que neste projeto do parque de estacionamento termos um jovem arquiteto o Pedro Garcia que representa também uma aposta na nossa gente e nos nossos jovens”, salientou.
Relativamente à intervenção no Largo do Infante, Delfim Vargas, arquiteto da Câmara Municipal da Horta, explicou que obra esta contemplará duas áreas, nomeadamente uma zona verde destinada às crianças, que carateriza aquele local e uma praça onde se possam desenvolver diversas atividades. Nesta praça para além de um posto de Turismo será criada uma estrutura de apoio à realização de pequenos eventos e sanitários públicos, que será embelezada com recurso à calçada tradicional.
Já no que se refere ao Adro da Igreja da freguesia das Angústias a intervenção prevê a abertura do adro ao espaço envolvente em que serão eliminados os muros existentes. A zona será também embelezada com motivos da calçada tradicional e com uma zona verde de forma a delimitar o espaço junto ao edifício do Hotel Canal.
No que diz respeito ao parque de estacionamento, este terá uma capacidade para cerca de 140 lugares, distribuídos por três andares, dois cobertos e um terraço a descoberto, que permite a ligação à zona do Carmo. O acesso principal ao Parque de estacionamento será pela Rua de São João e a sua localização permite servir toda a zona da central da cidade.
Segundo o presidente este “é o primeiro parque de estacionamento da cidade da Horta”, funcionará de forma gratuita para os seus utilizadores uma vez que tem em vista a utilização por parte das pessoas que trabalham nesta zona da cidade, com o objetivo delibertar o estacionamento no centro da cidade e facilitar o acesso ao comércio.
A empreitada já foi lançada a concurso e o prazo para a recepção das propostas será até ao dia 22 de maio, revelou o presidente. O prazo de execução previsto é de 210 dias. g

 

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19
maio

AHBVF comemorou 105 anos de serviço aos Faialenses

Escrito por Tatiana Meirinho

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial comemorou, no passado dia 16 de maio, terça-feira, 105 anos de existência e de serviço aos faialenses.
O programa comemorativo do centésimo quinto aniversário da AHBVF teve início no dia 4 de maio, quinta-feira, no dia em que se assinalou o Dia Internacional do Bombeiro, por volta das 12h00 desse dia houve toque da sirene no quartel dos bombeiros seguido de um minuto de silêncio em homenagem a todos os bombeiros que partiram.
No Dia Aberto à Comunidade, dia 13 de maio, os bombeiros do Faial, abriram as suas portas para realizar atividades com a comunidade faialense, ações de sensibilização e demonstração de equipamentos.
No dia 14 dia maio realizou-se o 16º Dia Municipal do Bombeiro, o dia foi marcado pela Sessão Comemorativa do Dia Municipal do Bombeiro com Homenagem ao 2º Comandante do Quadro de Honra Adalberto Azevedo e Assinatura do Protocolo de Cooperação Social entre a Câmara Municipal da Horta e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial.
O dia de aniversário da AHBVF começou pelas 8h00 da manhã com o toque da sirene e hastear das bandeiras. Pelas 17h00 houve “Romagem de Saudade” ao Panteão dos Bombeiros e homenagem aos bombeiros falecidos, no cemitério do Carmo, seguida de missa de Ação de Graças dos fundadores, bombeiros, sócios e beneméritos falecidos.
Antes do início da Sessão Solene comemorativa, assistiu-se ao desfile dos motorizados dos Bombeiros pelo centro da cidade, e com a chegada destes ao quartel de Bombeiros do Faial deu-se início à Sessão Solene com a recepção às autoridades e convidados, com apresentação de formatura e revista, imposição de Divisas, imposição de Distinções Honoríficas/Condecorações e passagens ao Quadro de Honra.
O Comandante da AHBVF, Nuno Henriques, deu início às intervenções registando que ao longo dos últimos cento e cinco anos a associação tem preservado o voluntariado, e que é “desta forma que prestamos a nossa melhor homenagem àqueles que em 1912 fundaram esta associação e a todos, que nas gera-ções seguintes, deram o seu contri-buto”.
Nuno Henriques realçou a formação técnica do corpo de Bombeiros do Faial, que no seu entender é relevante e que tem tido o sucesso desejado e objetivos concretizados, nas várias áreas de ação. A formação e treino são os principais pilares de sustentabilidade da operacionalidade do corpo de bombeiros, e por isso essa é a vertente de aposta para o Comandante da AHBVF.
O Comandante da AHBVF terminou felicitando todo o corpo de bombeiros no ativo, colaboradores, fanfarra, infantes e cadetes, e respetivos coordenadores, bem como aos coordenadores e grupos de trabalho do corpo de bombeiros do Faial, e aos órgãos diretivos da instituição, pelo trabalho realizado na Associação.
José Manuel Braia Ferreira, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros do Faial, começou por referir que nos últimos dois anos a Associação tem vivido “uma espécie de revolução tranquila” conseguindo mobilizar dirigentes e operacionais num mesmo objetivo comum de crescer, atualizar-se e modernizar-se.
Apesar de ser a única Associação de Bombeiros na ilha, ao contrário do que acontece nas outras ilhas, não está imune dos mesmos problemas, José Braia Ferreira apontou como principais problemas o financiamento às Associações Humanitárias, ao nível regional, debatendo-se com contingências financeiras, salientado que é necessário implementar na Região uma politica de financiamentos pelo Governo Açoriano às Associações Humanitárias.
O desajustamento de algumas leis e portarias, relativas às Associações Humanitárias, nomeadamente os bombeiros, devem ser revistas e ajustadas, segundo o presidente da Direção da AHBVF.
Outro dos problemas é a crise de voluntariado, que segundo Braia Ferreira “ é mais acentuada nos conselhos de menor dimensão demográfica”, e que continua a esperar-se que as Associações Humanitárias de Bombeiros, sobretudo no serviço de contraincêndio, assente em voluntário quando na realidade a maioria das tarefas são complexas e especializadas, para o presidente da Direção é necessário assumir que as Associações Humanitárias já não conseguem subsistir “apenas e só” através dos voluntários, uma vez “praticamente, todas as corporações açorianas, têm quadros mistos e não apenas de vo-luntariado.
José Braia Ferreira afirmou, relativamente ao novo quartel de bombeiros, que acredita ser uma realidade cada vez mais próxima e que o Comando, o Corpo de Bombeiros e os colaboradores civis estão a trabalhar diariamente para aumentar as receitas e racionalizar as despesas e desta forma “garantir a sustentabilidade financeira desta Associação”
A Sessão Solene terminou com o desfile da Formatura do Corpo de Bombeiros e da fanfarra. O dia de aniversário dos cento e cinco anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Faial terminou por volta das 00h00, com o arrear das bandeiras. g

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16
maio

Última Hora - Tiago Branco substitui Isabel Correia como deputado ao Parlamento Regional eleito pelas listas do Partido Socialista

Escrito por TI
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15
maio

Última Hora - Isabel Correia Deputada do PS pela ilha do Faial suspende mandato

Escrito por TI
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