Foram cerca de 45 as localidades que os Açores apresentaram ao concurso 7 Maravilhas Aldeias de Portugal cujo prazo de candidatura terminou ontem.
Pelo Faial concorreu a freguesia das Angústias, conforme já tivemos oportunidade de noticiar, na categoria de Aldeias de Mar.
A 1 de março este jornal publicou a notícia da candidatura da freguesia das Angústias. Na ocasião José Costa disse ao Tribuna das Ilhas que “recebi o email da organização e fiquei intrigado, porque achei que as Angústias com as suas lindas paisagens, merecia um galardão… entrei em contato com a organização e depois de ter sido informado que um dos critérios era termos menos de 3000 habitantes, não hesitei em apresentar a candidatura”.
“A minha expetativa é que sejamos apurados à fase seguinte porque temos paisagens lindíssimas relacionadas com o mar e os critérios que pretendem”, salienta José Costa que se mostra optimista com os resultados.
Ganhar um galardão desta natureza seria fechar com chave de outro o ciclo enquanto presidente de junta, “mas, acima de tudo”, afirma José Costa “seria bom para a freguesia, para a ilha do Faial e para os Açores, porque se trata de divulgar o que é nosso”.
Neste primeiro dia de BTL, a AMRAA – Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores revelou que foram apresentadas, pelos Açores, 45 candidaturas de 23 aldeias diferentes, com representação em todas as categorias, sendo que 30 foram efetuadas pela AMRAA e 15 foram efetuadas a título independente, nomeadamente através de Autarquias e de Juntas de Freguesia.
“Nestas candidaturas temos contempladas aldeias muito emblemáticas, localizadas em diferentes Ilhas. As grandes referências em termos de aldeias a nível regional estão garantidas, e este concurso reveste-se da maior importância, na medida em que constitui um palco de divulgação, dos Açores em geral e das aldeias candidatas, em particular, cuja representação açoriana surge, como habitualmente, rica, em diversidade, em qualidade e em diferenciação”, explica Francisco Coelho, Presidente do Turismo dos Açores.
As aldeias candidatas dos Açores, juntamente com as de todas as regiões do País vão ser agora analisadas por 49 especialistas, 7 de cada região, que reduzem a lista longa de candidaturas a 49 aldeias pré-finalistas. Estas 49 aldeias vão ser votadas pelos portugueses a partir de julho deste ano, em 7 Galas transmitidas em direto na RTP, todos os domingos, a partir de 9 de julho.
“A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, está empenhada em apoiar o evento em referência, atendendo à dimensão nacional do mesmo, a primeira Gala das 7 Maravilhas de Portugal - Aldeias terá lugar na nossa Região, no dia 9 de julho, sendo que, a identificação do local ainda está em fase de análise”, explica Filipe Macedo, Diretor Regional do Turismo.
Filipe Macedo disse ainda que “decidimos abraçar o projeto porque entendemos que é uma forma de promoção indiscutível no mercado continental e porque entendemos que esta organização consegue transmitir valores da nossa cultura e paisagem de uma forma única”.
Luís Segadães, Presidente das 7 Maravilhas, disse aos jornalistas que foram submetidas mais de 500 candidaturas a esta iniciativa.
Sobre a candidatura da freguesia das Angústias a Aldeias de Mar, José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta disse que “vejo esta candidatura de forma muito positiva. Acho que tudo o que são candidaturas para valorizar o nosso território, as nossas freguesias, são importantes e dão nos um impacto muito grande.”
Sobre a possibilidade de ser o Faial a ilha escolhida para receber a primeira edição do roadshow que a organização das 7 maravilhas está a preparar, José Leonardo respondeu “claro que sim, mas o que mais nos interessa é a visibilidade que isso nos dá.”
“A freguesia das Angústias tem muito da nossa Baía e é excecional a promoção que se pode fazer em torno disso”, rematou o autarca.
No primeiro dia da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, Tribuna das Ilhas foi encontrar o presidente da Câmara Municipal da Horta a visitar o certame.
Em conversa com este semanário, José Leonardo Silva afirmou, à margem da sessão de abertura do BTL, que a CMH entende que “é sempre relevante marcar presença neste tipo de certames face à importância e relevância que têm no contexto nacional e internacional”.
José Leonardo Silva, presidente da Autarquia faialense afirmou que Semana do Mar, Festival Náutico e Azores Trail Run são os eventos que a CMH, em parceria com as diversas entidades, vai apresentar durante a BTL.
“Acreditamos que com este tipo de certames conseguimos atrair mais pessoas aos nossos eventos e ao Faial”, afirmou o presidente da CMH que revelou ainda que “a CMH está a encetar esforços para que as obrigações de serviço público sejam alteradas e possamos ter mais companhias a voar na Horta, mais passageiros e mais turistas. A par disto estamos a desenvolver também um documento para entregarmos ao Governo Regional e Governo da República a reivindicar isso mesmo”.
“É muito importante para o nosso futuro - da nossa economia e do nosso território - reivindicar as alterações às obrigações de serviço público. Queremos mais companhias a voar para o Faial”, frisou.
A grande aposta do Faial na BTL 2017 é, como já referimos, o Azores Trail Run, “neste momento o Trail é, em termos turísticos, a modalidade desportiva que congrega várias idades e que dá a maior projeção do Faial”, sublinhou o autarca faialense que revelou ainda que “a náutica municipal também vai ser apresentada no sábado em conjunto com a Semana do Mar”.
José Leonardo entende que “estas são duas componentes que nos diferenciam, pela positiva, das outras ilhas. Teremos que percorrer um caminho, cada vez ajustando mais os investimentos que potenciam o Faial, e estes são, claramente, dois exemplos.”
Arrancou hoje a 29.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa que, até domingo, vai mostrar o que se anda a fazer em termos de turismo por todo o país.
Os Açores apostam forte neste certame que este ano tem como destino nacional convidado e cidade nacional convidada, a Madeira e Viseu, respetivamente.
As expectativas são altas, ou não fosse o arquipélago apresentar, pela primeira vez, um prato típico no pavilhão 4.
Este certame não esquece os mais pequenos, e preparou um Kids Route, para que as crianças dos 6 aos 12 anos possam descobrir os caminhos de Portugal pelos caminhos da feira.
Hoje o dia ficou marcado pela inauguração oficial da BTL.
Em visita ao stand dos Açores o Ministro da Economia disse aos jornalistas que “os Açores são fantásticos e uma região que tem muito para oferecer, quer em termos de natureza, gastronomia, entre outros aspetos que, muitos portugueses, só hoje estão a descobrir”.
Caldeira Martins afirmou ainda que “os Açores foram a região que mais cresceu em 2016. Temos estado a trabalhar com o Governo Regional na promoção dos Açores como destino e é, claramente, uma região que tem evoluído muito quer em quantidade, quer em qualidade”.
O ministro referiu-se ainda à importância da preservação do património como motor de desenvolvimento do turismo, fazendo alusão ao projeto Revive que, como se sabe, prevê a requalificação do Quartel do Carmo na ilha do Faial, “estamos a trabalhar muito bem na promoção do destino Açores”.
Acompanhe as notícias deste certame no www.tribunadasilhas.pt.
No âmbito da discussão do Plano e Orçamento que está a decorrer esta semana na Horta, na sede do parlamento açoriano, Graça Silveira, do CDS-PP questionou, o Governo Regional sobre o total de 6,5 milhões de euros de investimento previsto nos últimos Planos Anuais Regionais para a construção de dois novos “mega navios” de transporte de passageiros, denunciando que o processo “nunca chegou a Bruxelas”.
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, lembrou que “em 2016, o Governo inscreveu no Plano de Investimentos 4,4 milhões de euros para a construção dos novos barcos e, agora, para 2017, estão inscritos mais 2,1 milhões, num total de 6,5 milhões que nunca chegaram a ser investidos”, afirmou.
A deputada do CDS-PP, que já em novembro passado, aquando do debate do Programa do Governo, tinha acusado o executivo socialista de “enganar” os açorianos com este assunto voltou a persistir na questão. “O Governo insiste na decisão de mandar construir dois novos navios para transporte de passageiros nos Açores, por 85 milhões de euros. É uma opção. Agora, o Governo continua sem submeter à Comissão Europeia o pedido de autorização prévia para co-financiamento deste investimento. Solicitei oficialmente a Bruxelas informações sobre esta matéria e a Comissão diz que nunca foi oficialmente notificada pela Região”, sustentou Graça Silveira.
Sobre este assunto, a deputada referiu ainda que “só em julho do ano passado” o Governo socialista “iniciou conversações informais” sobre o processo de construção dos novos barcos, constatando que daí para cá já previu investir 6,5 milhões de euros “num processo que nunca sequer chegou a Bruxelas”.
Segundo a deputada, “tratando-se de um investimento superior a 75 milhões de euros, a construção dos novos barcos de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas carece de uma análise e autorização prévia da Comissão Europeia, mesmo estando previsto no âmbito do Programa Operacional Açores 2014-2020”, esclareceu.
Já no que se refere, às obras públicas, Graça Silveira questionou também o Governo sobre “o que aconteceu à CROP – Carta Regional de Obras Púbicas”, constatando que “dos 560 milhões de euros de investimento previsto no documento em questão, “para além dos 60 milhões do Cais de Cruzeiros de Angra que foram os primeiros a desaparecer, não se encontra neste Plano e Orçamento para 2017 nada que nos indique que este dinheiro será investido no setor da construção civil”, concluiu.
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No debate das propostas de Orientações de Médio Prazo, do Plano Anual e do Orçamento da Região para 2017, que está a decorrer na Horta, no âmbito da sessão plenária de março, o secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas, defendeu “a notória a necessidade” de incrementar a “eficiência e potenciar as acessibilidades instaladas” ao nível dos transportes aéreos.
Neste contexto, salientou que tais ações passam, “pela promoção de uma revisão das Obrigações de Serviço Público para as 'gateways' da Horta, Pico e Santa Maria”, de forma a torná-las mais atrativas, bem como “continuar a dotar o Grupo SATA dos instrumentos necessários para a sua contínua afirmação nacional e internacional, sem perder o sentido do seu verdadeiro objeto social, que é o de servir sempre e cada vez melhor os Açores e os Açorianos”.
Por outro lado, avançou o governante “pugnaremos pela conclusão do processo das Obrigações de Serviço Público de carga aérea entre a Região Autónoma dos Açores e o continente, dando igualmente seguimento ao processo de certificação da Base das Lajes para uso civil permanente”, afirmou.
Ainda ao nível dos transportes aéreos o governante destacou a “construção do novo terminal de carga da Aerogare Civil das Lajes”, e as “intervenções necessárias à melhoria da operacionalidade e segurança dos aeródromos regionais”.
No domínio dos transportes marítimos, o titular revelou a intenção do executivo “dar continuidade ao serviço de transporte de passageiros e viaturas interilhas” e proceder ao “lançamento do concurso público destinado à aquisição do primeiro de dois navios, adequados à prestação desse serviço”.
Em relação às infraestruturas portuárias, o titular da pasta avançou que o governo do Açores, tendo em vista “aumentar a segurança e eficiência operacional”, irá lançar “os procedimentos das empreitadas de requalificação do porto da Horta, uma vez que o concurso anteriormente lançado ficou deserto, da construção da rampa para navios RO-RO e ferry e obras complementares de abrigo do porto de Pipas e da segunda fase das obras no Porto de Ponta Delgada”, bem como das “obras do Porto da Casa, do Porto das Poças, do Porto das Velas e da rampa RO/RO do Porto da Calheta” e do “projeto do terminal de passageiros de São Roque do Pico”.
De acordo com o governante o Plano para 2017, ao nível das infraestruturas portuárias e aeroportuárias, prevê “um investimento de 38,5 ME e de 41ME para a prestação do serviço público de transporte aéreo e marítimo”.
No que se refere aos transportes terrestres, Vítor Fraga, revela que é intenção do Executivo Regional, “potenciar uma maior intramodalidade e intermodalidade”, neste contexto avança que o governo vai “reorganizar a rede de transportes públicos terrestres e melhorar as infraestruturas de apoio”, de forma a “continuar a assegurar os serviços de transporte regular coletivo de passageiros, o sistema de passe social e a realização de ações e campanhas de prevenção e segurança rodoviária”.
Já em matéria de obras públicas o governante adiantou que “no decorrer de 2017 estão previstas um conjunto de intervenções em todas as ilhas, de forma a responder às necessidades mais prementes que se colocam ao nível das estradas”.
“Destaco assim o investimento de cerca de 14 milhões de euros ao nível da qualificação das vias terrestres, onde está incluída a conclusão de todos os procedimentos em curso, por via dos circuitos terrestres de apoio ao desenvolvimento, bem como a requalificação de algumas das estradas regionais”, na qual, entre outras, se destaca a reabilitação e beneficiação da Estrada Regional entre Ribeira do Cabo e o Largo Jaime de Melo, no Faial.
O governante destacou ainda o “investimento de cerca de um milhão de euros na sinalização horizontal em estradas de todas as ilhas dos Açores”, dando seguimento ao trabalho desenvolvido no âmbito da rede viária do arquipélago.
“O Plano para 2017, ao nível dos Transportes, Obras Públicas e Infraestruturas Tecnológicas assume um investimento global de mais de 156 ME”, concluiu Vítor Fraga.
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No debate sobre o Plano e Orçamento Anual (PO), que está a decorrer esta semana no parlamento açoriano, na Horta o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou que o governo lançou um concurso para o financiamento de projetos de investigação científica, que alinhados com a Estratégia de Especialização Inteligente dos Açores (RIS3), representam um montante estimado de 2,9 milhões de euros para três anos.
Segundo o governante no âmbito deste concurso, que se assemelha ao lançado em 2015 já se encontram financiados 22 projetos, que correspondem a cerca de 34 contratos de trabalho qualificado, assim como a atribuição de seis bolsas de pós-doutoramento em contexto empresarial e até 12 bolsas de doutoramento.
A este respeito, o Secretário Regional, destacou a aposta do Governo dos Açores “na regularidade e previsibilidade” do lançamento destes concursos para que “as instituições e os investigadores desenvolvam o seu trabalho com normalidade”, disse.
Na área das Pescas, Gui Menezes referiu que está previsto para 2017 um investimento superior a 26 milhões de euros, destacando alguns investimentos em infraestruturas de apoio às pescas, como a obra de requalificação do Entreposto Frigorífico das Velas, em São Jorge.
Na sua intervenção o titular da pasta sustentou que a valorização dos produtos da pesca “continuará no centro da ação” do Executivo açoriano, através de iniciativas como a marcação do pescado nas lotas do arquipélago, que já arrancou a título experimental em todas as ilhas .
Nesta área, informa o titular da pasta, o Governo dos Açores vai promover “um maior envolvimento dos profissionais do setor na comercialização de pescado e em atividades complementares à pesca que tragam alternativas de rendimento, como a pesca turismo”, anunciando, neste contexto a redução das taxas para esta atividade.
Ainda no que se refere às Pescas, o governante salientou também os apoios aos investimentos privados em aquacultura, referindo que existem neste momento 12 projetos em fase de avaliação.
No que respeita aos Assuntos do Mar, de acordo com Menezes o investimento é de 13 milhões de euros destinados à gestão e requalificação da orla costeira. Já no campo da monitorização e ação ambiental marinha, o governante garantiu que será dada continuidade ao Programa Estratégico para o Ambiente Marinho dos Açores, com uma verba de 544 mil euros, acrescentando que, este ano, “será apresentada formalmente a Estratégia Regional para o Mar, bem como o Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo dos Açores”.
O PO para 2017 nas áreas das Pescas, Assuntos do Mar e Ciência e Tecnologia atinge um valor global superior a 59 milhões de euros, confirmou o secretário.
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Mais de 79 milhões de euros vão ser investidos nas áreas da educação, cultura e desporto, no âmbito do Plano e Orçamento para 2017, anunciou o Secretário Regional da Educação e Cultura (SREC) na sessão plenária que está a decorrer na Assembleia Legislativa, na Horta.
No arranque do debate parlamentar Avelino Meneses, revelou que na área da educação, além das obras nas escolas Canto da Maia, em S. Miguel, e da Calheta, em S. Jorge, o Executivo açoriano prevê avançar com a empreitada da escola das Capelas, bem como aumentar as dotações para beneficiação e reabilitação de instalações escolares, “um investimento a reforçar ainda mais a médio prazo, uma vez concluído o parque escolar da Região”, disse.
O governante, anunciou ainda, o reforço das verbas com a Ação Social Escolar, nomeadamente através de projetos para aquisição de equipamentos e tecnologias didáticas e pedagógicas, como garantia do desenvolvimento do ProSucesso - Açores Pela Educação, plano integrado de promoção do sucesso escolar, que teve início no ano letivo de 2015/2016.
Para a cultura, o investimento global será de 13 milhões de euros. Avelino Meneses, avançou a este respeito, que se aguarda o visto do Tribunal de Contas relativo ao Museu Francisco Lacerda, em S. Jorge, para que, em conjunto com o núcleo museológico de Vila do Porto e o Ecomuseu do Corvo, o Governo concretize “o propósito de dotar todas as ilhas dos Açores de uma instituição museológica de qualidade”, revelou.
Na sua intervenção o secretário Regional da Educação destacou, ainda o aumento superior a 380 mil euros, integralmente suportado pelo do orçamento regional, das verbas destinadas ao desporto, cujo investimento em 2017 atingirá os 10 milhões de euros.
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No decorrer do debate do Plano e Orçamento para 2017, o deputado do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, (GPPS), Francisco César, defendeu que os Açores têm os “impostos mais baixos do País”, que as finanças públicas são reconhecidas como “saudáveis” e que o desemprego diminui consecutivamente.
Neste contexto anunciou que o GPPS, vai apoiar as propostas do Governo Regional para os próximos tempos, lembrando que “essas foram também as propostas escolhidas pelos Açorianos.
“O Partido Socialista teve a maioria eleitoral, não por uma eleição realizada há 20 anos, mas por uma eleição realizada há menos de 5 meses”, disse Francisco César.
Dirigindo-se à oposição Francisco César afirmou que: “se não dão o beneficio da dúvida ao Partido Socialista e ao seu Governo, no seu trabalho, pelo menos que deem o benefício da dúvida aos açorianos que maioritariamente nos escolheram”.
O deputado garantiu que da parte do GPPS a resposta aos desafios passa pelas propostas consagradas no Plano, que no seu entender, vão contribuir para: “Aumento do emprego; Aumento da competitividade empresarial; Diminuição da precariedade laboral; Continuação do apoio ao rendimento das famílias – por forma que possam enfrentar as dificuldades; Reforço do combate à pobreza…”, defendeu.
Por sua vez também o deputado socialista Carlos Silva reforçou a importância do crescimento da economia que, em 2016, alcançou “o nível mais alto de crescimento económico dos últimos sete anos”.
Carlos Silva destacou ainda “o aumento da população empregada, nos Açores, nos últimos quatro anos, em mais de 8 mil pessoas, o que contraria, os argumentos apresentados por alguma oposição, que teima em puxar a Região para baixo”, sustentou.
Esta posição foi reforçada na intervenção da deputada Graça Silva. A deputada defendeu que “o Plano ora analisado exprime o empenho constante do Partido Socialista na procura de mais e melhores caminhos. É um Plano que dá continuidade à estratégia de um governo que cumpre, com os trabalhadores, que cumpre com os pensionistas, que cumpre com as açorianas e os açorianos”.
A administração pública e o poder local também vieram ao debate pela voz do deputado Francisco Coelho que considerou como fundamental prosseguir nos Açores “uma política de contínua melhoria da gestão e eficiência administrativas”, mantendo “a valorização dos equipamentos coletivos, bem como a dignidade e motivação dos trabalhadores da Administração Pública”, pois só assim, no seu entender, será garantida “a contínua melhoria da prestação dos serviços sociais impostergáveis, cada vez com mais qualidade e melhor acessibilidade a todos os cidadãos”, concluiu.
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No âmbito do debate do Plano e Orçamento Anual para 2017 (PO), que está a decorrer esta semana na sede do parlamento açoriano, na Horta, a Secretária Regional da Solidariedade Social anunciou, um reforço de cerca de 22% para apoio aos idosos, salientando que esta área de intervenção está no "topo das prioridades” do Governo dos Açores.
Segundo Andreia Cardoso, com o montante previsto de 13 milhões de euros, o PO 2017 “aposta, inequivocamente, na garantia das condições técnicas e de conforto” e garante a continuidade do investimento de respostas especializadas e de proximidade, destinadas a este público-alvo.
De acordo com a governante, ainda no que ao apoio aos idosos diz respeito, a proposta contempla igualmente a manutenção de “medidas como o Complemento para a Aquisição de Medicamentos e de medidas promotoras de um envelhecimento ativo, como é o caso do programa Meus Açores, Meus Amores”.
No que se refere ao apoio ao Público com Necessidades Especiais, o investimento será na ordem dos 30%, montante que será investido na criação de equipamentos e novas valências, de que é exemplo o Centro de Apoio à Deficiência, e através da sensibilização de potenciais empregadores, a par da promoção de aquisição de competências por parte deste público, revelou a governante.
Andreia Cardoso garantiu que o governo com esta proposta garante ainda o contínuo investimento na requalificação e alargamento da rede de respostas sociais, para a área da Infância e Juventude uma vez que prevê um reforço de medidas potenciadoras de prevenção e proteção das crianças e jovens de toda a Região.
Em matéria de Habitação, a verba prevista, anunciou a secretária, é de 22,6 milhões de euros que incidirá particularmente sobre as famílias em situação de maior vulnerabilidade, com a maior percentagem do orçamento destinado a esta área a assegurar a continuidade de “programas estruturantes”, como o programa Famílias com Futuro ou os acordos de colaboração com as autarquias para o realojamento de famílias em situação de carência habitacional, avançou.
Reafirmando a determinação do Governo dos Açores, a Secretária Regional garantiu que o Executivo persistirá “no constante aperfeiçoamento das medidas e na busca por novas estratégias”.
O Plano e Orçamento da Região para 2017 prevê, na área da Solidariedade Social, uma verba que ascende a 64 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 8% face ao Plano do ano anterior.
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O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, no arranque do debate parlamentar do Plano e Orçamento da Região para 2017, que hoje teve início na Horta, considerou que o documento não apresenta “ideias” e que “não se consegue encontrar definido um rumo, nem sequer um objetivo, para o desenvolvimento da Região”.
Na sua intervenção, Lima salientou que, o CDS vai apresentar propostas de alteração aos documentos, na área da saúde através do “CIRURGE - Plano Urgente de Cirurgias – um plano para realização de cirurgias extra SIGICA e Vale Saúde, visando o combate imediato às listas de espera das especialidades mais críticas e na área social através do aumento em 10% o complemento açoriano ao abono de família para crianças e jovens.
Lima anunciou ainda a “criação do Orçamento Participativo da Região, facultando aos cidadãos o poder de decisão direta sobre a utilização de verbas públicas”.
Segundo o Líder Parlamentar do CDS/PP, os populares partem para “esta discussão, como sempre, aliás, sem pré-anúncios de votos, nem dogmas que nos impeçam de ver melhoradas as políticas públicas regionais. Primeiro analisamos; depois debatemos; por fim decidimos” e prometem que vão exigir que o governo cumpra o que prometeu.
“Há uma coisa que não podemos deixar de exigir: que o Governo e a maioria que o suporta, dêem cumprimento ao que prometeram e cumpram com aquilo que aprovaram nesta Assembleia. Estamos aqui para debater, frontal e abertamente; Criticaremos, mas proporemos alternativas; Queremos Dar Valor aos Açores. Assim queira a maioria e o seu Governo”, concluiu.
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