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07
outubro

Azores Triangle Adventure sobe 2351m

Escrito por Nuno Avelar

Em dia de arranque da segunda edição da Azores Triangle Adventure, sua majestade a montanha do Pico amanheceu completamente descoberta, proporcionando aos atletas um nascer do sol deslumbrante, durante a viagem de barco entre o Faial e o Pico.

Na Madalena, a partida fez-se com sol e muita animação, junto ao Clube Naval, cerca das 08h45. Ainda na vila começou a perceber-se rapidamente que Thibaut Baronian, atleta da Salomon Internacional, era o favorito à conquista da montanha. O francês de 27 anos isolou-se muito rapidamente e assim seguiu até ao ponto mais alto de Portugal, a montanha do Pico, com 2351 metros de altitude.

Ao final da manhã e à medida que o topo da montanha ficava mais próximo, as condições meteorológicas pioraram e a chuva e o frio dificultaram a vida dos atletas. Ainda assim, a grande maioria dos competidores em prova seguiram até à meta, no topo da montanha. Sem surpresas, Baronian foi o mais rápido: bastaram-lhe 02h55m22s para percorrer os 28 km de prova, deixando o segundo classificado – o companheiro de equipa Thomas Farbmacher – a 21m13s. O austríaco fez a prova em 03h16m35. O melhor português em prova foi o madeirense Ricardo Gouveia, com 03h22m55s, que se classificou em terceiro lugar da geral.

Nas mulheres, a mais rápida foi a austríaca Sandra Koblmüller. A atleta da Salomon, de 26 anos, foi 6.ª da geral, precisando de 03h44m22s. Destaque para a melhor portuguesa em prova, Lucinda Sousa, que se classificou em 10.º da geral, com um tempo de 03h55m14s. A atleta do Porto vai assim bem lançada para bisar nesta prova, já que foi ela a vencedora da última edição.

No que diz respeito aos atletas açorianos, Roberto Duarte, do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul, foi o mais rápido, com 04h23m32s, classificando-se em 13.º da geral. Andrea Mota, do 2FITU, 25.ª da geral, foi a primeira açoriana a chegar ao topo da montanha, com um tempo de 05h24m41s.

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07
outubro

Azores Triangle Adventure já começou

Escrito por Susana Garcia

Três provas, três dias, três ilhas, é o trio perfeito, que a organização do Azores Triangle Adventure (ATA), propõe aos atletas que nos próximos dias 7, 8 e 9 de outubro, vão participar nesta aventura.
Neste desafio, que decorre por etapas nas ilhas do Pico, São Jorge e Faial, e cujo acumulado das subidas ronda os 7 mil metros, os atletas vão correr cerca 100kms.
Do Faial, participam neste evento que acontece sob a chancela do Azores Trail Run (ATR), duas dezenas de atletas, cinco do Clube Independente de Atletismo da Ilha do Faial, três do ginásio 2FITU, um individual e três equipas.
A primeira edição da Triangle Adventure aconteceu no ano passado, quando a marca ATR quis trazer para a modalidade do trail run a complementaridade das três ilhas do Triângulo, tirando partido dos trilhos existentes, bem como da proximidade entre o Faial, Pico e São Jorge.
Em vésperas de prova, Tribuna das Ilhas falou com o diretor de prova Mário Leal, que garante ter tudo apostos.

 

Tribuna das Ilhas - Em vésperas de ATA, quais são as perspetivas para esta edição?
Mario Leal - Esta é a segunda edição da ATA, uma prova que reúne características muito peculiares. A magia desta prova é o facto de permitir aos atletas, durante um fim-de-semana, realizar uma corrida de três etapas, em três ilhas diferentes e em trilhos magníficos, mas bastante díspares entre si. Em nenhuma outra corrida do mundo isto acontece. Por isso o que esperamos é que, à semelhança de 2015, os atletas possam desfrutar desta aventura fantástica, e que cheguem ao fim com vontade de voltar aos Açores.
Queremos que tudo corra dentro do planeado, apesar de existirem aspetos que não controlamos, como é o caso das condições meteorológicas. No ano passado, por exemplo, tivemos de alterar os planos para a etapa do Pico, porque nem ligações marítimas existiram no período da manhã, no dia da prova. Este ano estamos a torcer para São Pedro ser um pouco mais colaborante.

TI - Em termos de atletas, o número correspondeu às expetativas?
ML - Ao momento em que falamos, a ATA - 2016 conta com cerca de 90 inscritos, ou seja, está de acordo com aquilo que esperávamos. Esta prova, pela logística a ela inerente, nunca poderá ser algo preparado para centenas de pessoas.
Este ano, pela primeira vez, a etapa do Faial (Skymarathon dos Vulcões) pode ser realizada de forma autónoma, e inclusive pontua para a Taça de Portugal de Sky, tutelada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Aqui contamos com perto de duas dezenas de atletas inscritos. O que conseguimos perceber é que, de facto, o percurso das três ilhas é muito apelativo e tem sido esse que tem despertado mais interesse nos atletas.

TI - Em relação à prova, está tudo preparado?
ML - Em três anos de provas com a chancela ATR, já conseguimos, felizmente, adquirir muita experiência de modo a garantir que, no dia, tudo corre da melhor forma possível. A preparação é exaustiva, e não se limita ao cuidado e delimitação dos trilhos: é preciso garantir todo o apoio aos atletas, a comunicação da prova, os voluntários, as equipas de apoio em várias vertentes, o cumprimento escrupuloso de todas as regras, para que a nossa prova seja reconhecida como exigente e de qualidade... Há muito a fazer, mas estamos a trabalhar com afinco para garantir que tudo decorrerá sem imprevistos.
Os eventos ATR têm a especificidade de se realizarem fora da época alta do turismo, permitindo assim trazer dinamismo ao setor fora dos meses de julho e agosto. Seria bom que os empresários locais olhassem com atenção para esta especificidade e nos ajudassem a organizar estes eventos. Felizmente, já contamos com muito apoio da comunidade local e do tecido empresarial, mas precisamos de mais. Precisamos de mais voluntários – porque este trabalho só se faz com a disponibilidade de muitas pessoas que abdicam com gosto do seu tempo sem receber nada em troca – e precisamos de mais patrocinadores.

TI - Enquanto diretor de prova qual é a sua maior preocupação neste momento?
ML - A maior preocupação é o estado de tempo para que seja possível realizar as viagens marítimas e seja possível passar nas zonas mais emblemáticas como a Caldeira do Faial e Montanha do Pico.

TI - Em relação à edição anterior quais são as novidades para esta segunda edição?
ML - Como já referi, a principal novidade passa pela disponibilização de uma prova autónoma no Faial. Tudo o resto se mantém no mesmo figurino que em 2015, até porque resultou muito bem e o objetivo deve passar por consolidar a prova, e não lhe introduzir alterações relevantes.

TI - Quais são os atletas de referência para esta prova?
ML - Iremos contar com atletas da Salomon, como SANDRA KONLMULLER, STEPHAN PRELL, HOMAS FARMACHER , THIBAUT BARONIAN. Também é esperado cá o Pedro Guimarães, que lidera neste momento a Taça de Portugal de Sky, bem como Ricardo Gouveia, campeão nacional de Corrida Vertical.
Destaco também os muitos atletas faialenses que nos últimos anos se foram apaixonando pelas corridas e respondem em força à chamada. A grande dinâmica que o trail running tem conseguido na nossa ilha dá-nos energia extra para pôr de pé estes eventos.
Mais do que destacar os atletas que, pelas suas conquistas, se salientam, o importante é passar a mensagem de que o que se pretende é, acima de tudo, que haja mais uma grande festa do trail nos Açores, onde atletas vindos de vários cantos do mundo competem e, principalmente, se divertem a fazer o que gostam e em comunhão com a magnífica e intocada natureza dos Açores.

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07
outubro

BE quer instalar Centro Internacional de Investigação em Ciências do Mar no Faial

Escrito por Nuno Avelar

O sociólogo João Stattmiller é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda às legislativas de 16 de outubro.
“Move-me a vontade de contribuir para a mudança do Faial e move-me também a vontade de querer apoiar quem merece e quem tem dado efetivamente provas de que está aqui para defender os nossos interesses e não interesses meramente clientelistas, partidários, ambições e mesquinhices pessoais. Partimos para estas lutas pelos Açores e pelo Faial para fazer a diferença”, referiu.

 

Quais são os principais projetos que o seu partido gostaria de ver implementados na ilha do Faial?
A nossa proposta âncora é um Centro Internacional de Investigação em Ciências do Mar, um projeto do Bloco de Esquerda em torno do qual se reúne agora o consenso a nível regional e na república. Está na hora de se tornar uma realidade. A criação de um campus universitário na cidade da Horta, além de todas as razões científicas, económicas e estratégicas relacionadas com o conhecimento do nosso mar e o que isso representa para nós e para o mundo, responde ao principal desafio que, a meu ver, temos de ultrapassar. O desafio da demografia. Das pessoas. Sem pessoas, sem população, sem natalidade e juventude não vamos a lado nenhum. É preciso fixar população no Faial, de preferência jovem e qualificada. Esse será um dos efeitos colaterais da criação e instalação deste centro, a par da dinamização da economia local e geração de emprego. Exigimos também a execução imediata das obras públicas prometidas, programadas e eternamente adiadas, são compromissos assumidos pelo próprio governo regional, como a ampliação da pista do aeroporto e as segundas fases do reordenamento do porto da Horta e da variante que estaria ligada ao novo quartel dos bombeiros, esse também ausente ainda. Todas estas obras são urgentes e têm sido sucessivamente adiadas apesar dos constrangimentos que a sua não execução cria à nossa segurança e desenvolvimento. Também é importante melhorar o abastecimento de água e o saneamento se queremos realmente promover a saúde e qualidade de vida na ilha. O nosso hospital é o único nos Açores considerado “amigo da criança” pela OMS e UNICEF, merece mais investimento nas pessoas, no capital humano e não apenas em betão e vidro, para que se afirme verdadeiramente como hospital de referência para as ilhas do triângulo e também Flores e Corvo. O desafio passa por mais emprego, melhores condições de vida, mobilidade, educação, saúde, saneamento e principalmente o respeito dos poderes regionais pela nossa ilha e a sua população.

Que análise faz ao Faial neste momento?
O Faial vive um momento eleitoral particularmente interessante, não só pela diversidade de opções políticas que se apresentam aos eleitores mas porque se tornou impossível esconder o desastre que esta maioria absoluta PS representa e a total hipocrisia e ineficácia que tem caracterizado igualmente os deputados do PSD eleitos pela ilha. Acredito que as pessoas estão fartas de ser enganadas, fartas das mentiras destes partidos que não trazem soluções reais nem esperança e só nos têm enterrado. Mas se os faialenses realmente querem e exigem outro desempenho dos nossos representantes políticos é necessário fazer a diferença nas urnas no dia 16 de Outubro pois se votam nos mesmos de sempre não vale a pena esperar resultados diferentes.

 

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07
outubro

PS quer apostar na busca do pretendido desenvolvimento da ilha do Faial

Escrito por Nuno Avelar

Ana Luís, de 40 anos, economista, é a candidata à liderança da lista rosa pelo círculo eleitoral do Faial.
Nos últimos quatro anos assumiu as funções de Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Ana Luís não é nova nestas andanças, já que, em 2008, ocupou o terceiro lugar da lista socialista, tendo mesmo alcançado o lugar de deputada regional após a desistência de Fernando Menezes, então primeiro candidato do PS/Faial.

 

Quais são os principais projetos que o seu partido gostaria de ver implementados na ilha do Faial?
São várias as áreas em que o Partido Socialista tem apostado na ilha do Faial. Claramente, que o mar é uma delas. E aqui não estou a falar de um projeto em concreto mas sim num conjunto de medidas que, sem dúvida, evidenciam a centralidade desta ilha. Escola do Mar, Centro de Observação Oceânica, Centro de Aquicultura e a 2.ª fase do porto da Horta trarão não só novas infraestruturas ao Faial mas, sobretudo, mais conhecimento, associado, claro, ao pólo de excelência que é o Departamento de Oceanografia e Pescas.Com estas medidas, consegue-se também alcançar outro dos objetivos do PS, que é a criação de emprego. Enquanto houver pessoas que não trabalhem por falta de ofertas de emprego, temos de continuar a manter esforços nesta área.
Considero, ainda, fundamental a permanente melhoria no setor da saúde. As obras que irão ocorrer no Hospital da Horta serão, sem dúvida, mais-valias para os utentes que recorrem a este serviço.
Por fim, não posso deixar de referir o turismo. Com o crescimento que é inegável neste sector, lembro que, no Faial, até julho, tivemos mais 9000 mil dormidas na hotelaria tradicional, temos de preparar a ilha de forma a dar sustentabilidade a esta atividade e potenciar o alargamento e dinamização da estadia de quem nos visita. Por isso é indiscutível a necessidade de ter no Faial um conjunto alargado de atrativos, fundamentalmente na área ambiental, para quem nos visita.

Que análise faz ao Faial neste momento?
O Faial passa, como já referi, por um processo de significativo crescimento ao nível de um dos sectores estratégicos para o seu desenvolvimento, o turismo. O número de turistas cresceu muito significativamente, como o demonstram os números no alojamento tradicional e rural, com reflexo nos proveitos que lhe estão associados, assente num novo contexto em termos de acessibilidades. O número de passageiros desembarcados por via aérea e marítima cresceu substancialmente e verifica-se a existência, ainda agora, de turistas na nossa ilha, o que traduz um esbatimento na sazonalidade habitualmente associada a esta atividade.

 

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07
outubro

Paula Silva lança coleção “O Mágico dos Pensamentos”

Escrito por Nuno Avelar

Paula Silva nasceu no Faial. Saiu da ilha aos 19 anos para frequentar a licenciatura em Psicopedagogia em Lisboa. “Aos 19 anos descobri o quanto eu amo estudar e o quanto amo Ciências Humanas. No primeiro ano de Licenciatura comecei a trabalhar o máximo possível, como voluntária, e essa paixão cada vez se tornou maior”, revela ao Tribuna das Ilhas.
Fez o Mestrado em Neuropsicologia Aplicada e outras formações, por exemplo em Psicofarmacologia (Portugal) e em Psicologia Clínica e Terapia Cognitiva – Comportamental (Brasil).
Atualmente, está a fazer um segundo mestrado em Neurociências (em Espanha) que servirá de base para os seus objetivos da tese de doutoramento.
“Eu sempre quis sair de Portugal, não por falta de trabalho, mas por sentir que precisava muito crescer profissionalmente conhecendo outras realidades. Eu cheguei a ter tudo organizado para fazer voluntariado em África durante 6 meses, mas fiquei com a sensação de que se o fizesse, a minha mãe não iria sobreviver a essa ansiedade”, revela.
Paula Silva está no Brasil há exatamente 2 anos e, “agora com 32 anos, posso dizer que o que eu procurava profissional e pessoalmente alcancei: trabalho numa clínica privada, que me dá total liberdade para trabalhar; tenho uma equipa de colegas extremamente profissional; estou a desenvolver um projeto social junto do Governo do Estado para apoio na saúde e educação num dos municípios mais pobres do estado e tenho vários outros projetos em desenvolvimento”.

EM relação aos livros, como surgiu a oportunidade de publicar esta coleção?
Esta coleção surge do desejo de sensibilizar as pessoas, de mostrar o quanto nós influenciamos a vida uns dos outros (positiva ou negativamente) e de um sentimento de dever enorme que eu sinto de levar o meu trabalho além das minhas quatro paredes, algo tão bom quanto este trabalho precisa ser partilhado com o máximo de pessoas possível.

O Mágico dos Pensamentos surge com 3 títulos diferentes. De que tratam?
São 3 títulos que falam de 3 assuntos atuais, sensíveis e com muita necessidade de serem trazidos para o diálogo, sem tabus, de uma forma “mágica”.
O que eu pretendo é que estes livros criem momentos entre famílias/professores e alunos em que todos irão refletir sobre estes temas e se sensibilizar com a realidade, seja a realidade do seu filho ou não, porque se não for a realidade do seu filho poderá ser a realidade do amigo dele e aí estaremos ajudando e ensinando altruísmo às nossas crianças – e nós sabemos o quanto o mundo está precisando de seres humanos altruístas.
O livro “Coragem” fala de abusos sexuais na infância. É com muita pena que verifico que as pessoas preferem não pensar nem falar nesse assunto, pensando que assim não correm o risco de surgir nas suas vidas.

 

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07
outubro

CTT garantem distribuição diária de correio no Faial

Escrito por Susana Garcia

Os CTT – Correios de Portugal ao longo da sua existência,« têm focado o seu negócio essencialmente no correio, ou seja, na distribuição de correspondência.
No Faial, a Estação dos CTT não foge à regra, no entanto a dependência nos transportes áereos e marítimos, por vezes, condiciona o bom funcionamento dos serviços, nomeadamente no que diz respeito, à correspondência.
Nos últimos meses, a população tem-se queixado de uma menor frequência na passagem de carteiros a entregar correspondência. No sentido de esclarecer esta situação Tribuna das Ilhas ouviu a Empresa.

 

Com quase 500 anos a História dos CTT, está inserida também na História de Portugal. Com o objetivo de derrubar as distâncias e superar a geografia, a História desta empresa remonta a 1520, mais precisamente à época dos Descobrimentos que colocou Portugal no centro do mundo.
Durante muitos anos, o serviço de entregas era feito a pé e a cavalo, em estradas de má qualidade, que tornavam o serviço muito demorado. Aliás a imagem do carteiro montado num cavalo tocando a trombeta anunciando a chegada do correio ainda hoje prevalece como o símbolo dos CTT.
No entanto, ao longo dos anos este serviço foi evoluindo. Com a criação de estradas, caminhos de ferro e melhores vias de comunicação, o serviço de correios tornou-se mais regular. Hoje em dia, para além da distribuição de correspondência, as estações de correios, colocam à disposição dos cidadãos um leque de serviços, que através de uma rede integrada com estabelecimentos comerciais, permite o pagamento de várias contas domésticas, poupando tempo aos seus clientes.

 

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06
outubro

Candidatura PSD manifesta “indignação” com procedimento do Porto da Horta

Escrito por SG

Numa conferência de imprensa realizada na manhã de terça feira, no Porto de Pescas da Horta, a candidatura do PSD/Faial às eleições de 16 de outubro, manifestou a sua “indignação e até revolta” perante o processo da segunda fase do reordenamento do Porto da Horta, apresentado recentemente pelo Governo Regional.

Para Carlos Ferreira, os faialenses foram “enganados” no processo de construção do Molhe Norte do Porto e estão “novamente a ser enganados nesta segunda fase”, considerando, que “o comportamento do Governo Regional neste processo é uma ofensa ao Faial e a subserviência do Partido Socialista (PS) do Faial é uma traição aos faialenses”, afirmou.

A este respeito o candidato, desafiou a candidata do PS pelo Faial a assumir a sua posição perante os faialenses, em relação a este assunto. “Sendo assim, lanço aqui um desafio público à cabeça de lista do PS e não ao Secretario Coordenador de Ilha, para que nos diga se concorda com o anúncio do procedimento que foi feito”, acrescentando que “é importante que os faialenses saibam se a cabeça de lista do PS está ao lado do Governo mais uma vez neste processo, ou se estará ao lado dos faialenses, a defender a nossa ilha”, frisou.

Carlos Ferreira, lembra que, o procedimento não é claro em relação à “posição do pontão para apoio às pescas, das infraestruturas de apoio às empresas marítimo turísticas e da reconfiguração e ampliação das instalações do Clube Naval da Horta”, e não esclarece também, sobre o “travel lift de 75 toneladas e o centro de treinos de alta competição a nível da vela”, ambos prometidos há quatro anos.

“A conclusão a que chegamos é que tal como já tinha sido feito há nove anos, o Governo Regional e o PS fazeram promessas aos faialenses que não cumpriram e nunca tencionaram cumprir”, afirma o candidato.

No final, o cabeça de lista garantiu que se o PSD formar Governo, “nós comprometemo-nos a rever todo este processo e a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para corrigir o procedimento, ouvir os pescadores e os operadores portuários e se necessário anular o procedimento e relançar um procedimento que corresponda aquilo que são as necessidades do Porto da Horta e daquilo que são a expetativas dos faialenses”, salientou.

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06
outubro

Bloco confronta Governo da República com situação do Aeroporto da Horta

Escrito por Nuno Avelar

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo da República está disponível para fazer com que a ANA/Vinci aumente a pista do Aeroporto da Horta já a partir de 2017, por forma a garantir o cumprimento das normas internacionais de aviação e evitar que a ilha fique sem ligação direta ao exterior do arquipélago. O BE cumpre assim o compromisso assumido por Catarina Martins no comício realizada no Faial no sábado passado, de confrontar o Governo da República com esta questão.

“Está o governo disponível para fazer valer o interesse público na prestação do serviço público de transporte e convocar a ANA/Vinci para realizar os investimentos exigíveis no aeroporto da Horta a partir de 2017, a fim de dotar esta infraestrutura aeroportuária das condições necessárias para cumprir as normas da Organização da Aviação Civil Internacional e a poder satisfazer a procura crescente de transporte aéreo?”, lê-se no documento entregue ontem pelo deputado Heitor de Sousa, do BE.

Se nada for feito, e tendo em conta a alteração do tráfego em curso, tanto por via do aumento constante que se tem verificado como pela anunciada atualização da frota da SATA, a Ilha do Faial ficará sem voos diretos para fora da Região Autónoma dos Açores e o a aeroporto servirá apenas voos inter-ilhas, com prejuízo da mobilidade dos habitantes e de toda a economia.

A melhoria da pista do Aeroporto, para que este cumpra a legislação nacional e europeia, bem como os standards obrigatórios do ICAO, é uma responsabilidade da concessionária do aeroporto que poderá candidatar-se a apoio de fundos europeus. No entanto, e tanto quanto sabemos, os investimentos necessários para colocar o aeroporto da Horta ao nível das normas da ICAO não foram desbloqueados. Para a ANA, o aeroporto da Horta não tem constado pura e simplesmente do programa de investimentos da empresa desde há vários anos, situação essa que, com a decisão do anterior governo PSD/CDS de privatizar a ANA, em 2013, nas mãos do grupo Vinci, se agravou em termos de iniquidade relativa, face aos restantes aeroportos.

O Grupo Parlamentar do BE na Assembleia da República quer saber ainda se o Governo da República reconhece que a realização de investimentos de modernização e de aumento da capacidade configuram uma necessidade urgente para um adequado funcionamento do aeroporto da Horta no contexto dos aeroportos nacionais que integram a ANA.

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06
outubro

PS aprovou lei que Vasco Cordeiro classificou como o “maior atentado à Autonomia dos Açores”

Escrito por Nuno Avelar

Zuraida Soares acusou   o PS de ter aprovado a lei do ordenamento e gestão do espaço marítimo que o próprio Vasco Cordeiro classificou, ainda esta semana, como o “maior atentado à Autonomia dos Açores” e como “uma forma de espoliar os Açores de uma das suas maiores riquezas”.

A candidata do BE subscreve inteiramente estas afirmações, mas salienta que Vasco Cordeiro “esqueceu-se de contar a história toda, e de dizer que esta lei que espolia a nossa Região dos seus recursos marítimos e que é um atentado à nossa Autonomia foi aprovada na Assembleia da República” com os votos favoráveis  do PSD, do CDS e também do PS, incluindo os deputados eleitos pelos Açores”.

A aprovação desta lei foi feita através de uma negociação liderada, por parte do PS, pela atual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, quando era deputada.

Zuraida Soares salienta que “se alguém defendeu os Açores relativamente a esta espoliação e ataque à Autonomia, foi o Bloco de Esquerda, que conseguiu introduzir na lei uma alteração que garante o direito à participação e à informação das Regiões Autónomas em tudo o que diga respeito ao seu mar”.

“Vasco Cordeiro tem que começar a falar a verdade às pessoas”, disse a candidata do BE.

Numa ação de campanha realizada hoje no Faial, Zuraida Soares lançou um desafiou aos líderes partidários do PS, PSD e CDS: “Vasco Cordeiro, Artur Lima e Duarte Freitas têm que dizer com clareza o que vão fazer para alterar esta lei que espolia os Açores, que nos retira competências sobre o mar, e que permite a privatização do mar por períodos de 50 anos”.

A coordenadora do BE desafiou ainda Carlos César, enquanto mandatário e líder parlamentar do partido na Assembleia da República – a “dizer, antes das eleições, o que é que o seu grupo parlamentar vai fazer para alterar esta lei no sentido de garantir os direitos dos açorianos relativamente ao seu mar”.

Zuraida Soares quer ainda que o PS explique porque é que “não concorda com a proposta de alteração do BE ao Estatuto Político Administrativos dos Açores que pretende tornar obrigatória a concordância do Governo Regional para que seja tomada qualquer medida pelo Governo da República relativamente ao mar dos Açores”.

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06
outubro

GRANDE AVENTURA DO TRIÂNGULO COM CERCA DE 90 ATLETAS INSCRITOS

Escrito por Nuno Avelar
As ilhas do Pico, São Jorge e Faial recebem, de 7 a 9 de outubro, mais uma edição do Azores Triangle Adventure. Trata-se de uma prova de trail running por etapas, disputada em três dias, com um total de 100 quilómetros.

Depois do sucesso da primeira edição, o Azores Triangle Adventure está de regresso para desafiar a resistência e tenacidade dos participantes, que terão de percorrer 100 quilómetros, em três dias, pelas ilhas do Pico, São Jorge e Faial.

Individualmente ou em equipas de três elementos, os corredores têm de percorrer a totalidade do percurso, cuja primeira etapa, denominada Trail da Vinha à Montanha, tem início na manhã de 7 de outubro, sexta-feira, no porto da Madalena do Pico, prolongando-se, durante 28 quilómetros, até ao topo da montanha mais alta de Portugal, a 2351 metros de altitude, com passagem pela emblemática paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada em 2004 como Património da Humanidade.

No dia seguinte, após transporte de barco até São Jorge, começa mais uma etapa, esta de 30 quilómetros. O Trail das Fajãs parte da freguesia de São Tomé e percorre algumas fajãs da costa sul, antes de atravessar a ilha pelas zonas altas em direção às fajãs do norte, como a da Caldeira de Santo Cristo e a dos Cubres, onde está instalada a meta.

O domingo começa com nova viagem de barco, desta vez até ao Faial, onde terá lugar a última e mais longa etapa da prova, o Trail dos Vulcões, com 42 quilómetros, este ano incluída na Taça de Portugal de Sky Running. O ponto de partida será no Porto do Comprido, junto ao Vulcão dos Capelinhos, percorrendo depois a península do Capelo, ao longo de dez vulcões adormecidos, até atingir a Cadeira do Faial, o ponto mais alto da ilha, de onde desce, por caminhos antigos, até à baía da Horta.

 

SEXTA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO – PICO Partida: 08h30 / Vila da Madalena Chegada: A partir das 11h30 /Montanha do Pico

SÁBADO, 8 DE OUTUBRO – SÃO JORGE Partida: 10h30 / São Tomé (Calheta) Chegada: A partir das 12h30 / Fajã dos Cubres

DOMINGO, 8 DE OUTUBRO – FAIAL Partida: 10h30 / Capelinhos Chegada: A partir das 13h00 /Largo Duque D’Ávila e Bolama (Matriz)

 

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