Tribuna das Ilhas

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03
maio

Navio ‘Arquipélago’ importante para a ciência e para gestão das pescas, defende Gui Menezes

Escrito por Susana Garcia

No decorrer de uma visita ao navio ‘Arquipélago’ o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia considerou que as missões científicas realizadas pelo navio têm sido fundamentais a gestão das pescas e dos ‘stocks’ pesqueiros da Região.

“O navio de investigação ‘Arquipélago’ tem tido inúmeras missões importantes para o conhecimento da nossa biodiversidade e dos nossos fundos [marinhos]”, afirmou Gui Menezes no início desta semana, no decorrer de uma visita que efetuou ao navio de investigação científica, que regressou a semana passada do estaleiro da NavalTagus, no Seixal, onde esteve durante dois meses em manutenção, num investimento de 185 mil euros.

No entender do governante, os resultados das missões efetuadas pelo ‘Arquipélago’, que desde 1993 está ao serviço da Região são “importantíssimos para o apoio à decisão e para o desenvolvimento da Ciência que se tem feito nos últimos anos nos Açores”.

O Governante adiantou que “o navio está pronto para iniciar, dentro de dias, mais uma campanha dirigida às espécies demersais, que permite a obtenção de índices de abundância de várias espécies muito importantes”, salientando a este respeito “que é dos resultados desta campanha que depende a atribuição dos Totais Admissíveis de Captura (TAC) e de quotas para várias espécies, nomeadamente o goraz”.

O Secretário Regional avançou que esta campanha anual de demersais ocorre desde 1995 e “ao longo do tempo tem contribuído para várias áreas científicas”, acrescentando ainda que a recolha de vários organismos marinhos “tem permitido inúmeras publicações científicas e inúmeros projetos à volta dos dados recolhidos”.

Gui Menezes assegurou que o ‘Arquipélago’ “ainda está operacional”, referindo, no entanto, que “o ideal seria [a Região] ter um navio com maior capacidade, que permitisse estar mais tempo no mar e com outro tipo de tecnologias”.

Neste contexto o Secretário Regional garantiu, que aquisição de um navio de investigação mais moderno “continua a ser um objetivo do Governo dos Açores”, referindo que “durante esta legislatura tencionamos concluir uma avaliação técnica e o desenho do que será o ‘navio ideal’ para a Região para que numa próxima legislatura possamos incluir o navio como um dos investimentos a ser cofinanciados pela União Europeia”, afirmou Gui Menezes.

Ainda no decorrer desta visita, o titular da pasta das pescas anunciou que o Governo dos Açores vai lançar medidas para garantir mais rentabilidade no setor da pesca e reforçar conservação de recursos.

“O Governo vai criar um regime de apoio à cessação da atividade da pesca comercial que pretende, por um lado, reforçar a conservação dos recursos e a sua exploração sustentável e, por outro, garantir níveis de rentabilidade mais adequados aos profissionais do setor”, afirmou Gui Menezes.

O governante esclareceu que este apoio, a que os armadores se podem candidatar entre 2 de maio e 31 agosto, “tem vários critérios de seleção” e pretende abranger as ilhas onde existe “uma densidade maior de embarcações por área disponível de pesca”, nomeadamente as ilhas de São Miguel e Terceira.

A portaria que estabelece o Regime de Apoio à Cessação Definitiva da Atividade da Pesca Comercial por Embarcações, já publicada em Jornal Oficial, corresponde a um investimento para este ano de 600 mil euros, abrangendo embarcações inferiores a 12 metros de comprimento e com mais de 10 anos.

O valor máximo de apoio por embarcação é de 30 mil euros, estimando-se que possam ser abrangidas cerca de duas dezenas de embarcações.

Também já foi publicada em Jornal Oficial a portaria que estabelece o Regime de Apoio à Mobilidade de Pescadores, uma medida que, segundo Gui Menezes, tem como objetivo estimular a mobilidade de pescadores com menores rendimentos de ilhas onde se verifica um excesso de mão de obra para ilhas e segmentos de frota onde existe necessidade de tripulantes, como é o caso da faina do atum.

O regime de apoio à mobilidade, a que os armadores se podem candidatar entre 2 de maio e 31 de agosto, prevê um apoio, durante um período entre quatro e oito meses, a pescadores açorianos para o exercício da atividade em diferentes embarcações de pesca costeira.

Estes dois regimes de apoio foram criados no âmbito do Plano de Ação para a Reestruturação do Setor das Pescas dos Açores, apresentado, a 19 de março, no Conselho Regional das Pescas, tendo sido auscultados os parceiros do setor.

 

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26
abril

Amor da Pátria recebe concerto de Medeiros/Lucas “Sol de Março”

Escrito por SG

No próximo dia 28 de abril, a Sociedade Amor da Pátria, vai receber um concerto especial pelo Grupo Medeiros/Lucas.

“Sol de Março” é o nome do novo disco do grupo, que neste trabalho se apresenta com um formato especial, um trio acústico com voz, guitarra e piano, disposto no centro do Salão Nobre do edifício da Sociedade Amor da Pátria, com o público ao seu redor.

Trata-se de um formato estreado pelo grupo no passado mês de março nas comemorações do Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém e que, para além dos fundadores da banda Carlos Medeiros e Pedro Lucas, conta também com a presença do músico vimaranense Rui Souza, pianista e compositor multi-facetado que colaborou com a banda em “Sol de Março”.

O Grupo Medeiros/Lucas, foi fundado em 2014 pelo terceirense Carlos Medeiros na voz e pelo faialense Pedro Lucas na guitarra a partir do seu projecto anterior “O Experimentar Na M’Incomoda”.

Do grupo fazem ainda parte outro faialense, Augusto Macedo, no baixo e teclas e o percussionista mexicano Ian Carlo Mendoza, que desta vez não estará no Faial.

Até à data o grupo já editou três discos, que se apresentam como uma trilogia sobre emoção, fisicalidade e pensamento, inspirada no trabalho do neurologista luso-americano António Damásio.

As canções do primeiro disco “Mar Aberto” (2015) foram construídas a partir da poesia de vários autores insulares e em “Terra do Corpo” (2016) deram início a uma parceria com o escritor micaelense João Pedro Porto que volta agora a assinar as letras de “Sol de Março”. Lançado no mês passado o novo disco tem sido aclamado pelos vários cantos da crítica nacional, com o jornal Público a dar a pontuação máxima ao trabalho.

Durante o ano passado a banda já havia passado por alguns dos principais festivais de música em Portugal - Festival Músicas do Mundo de Sines, Festival MED, Bons Sons, Vodafone Mexefest - e actuaram também em Espanha e na Alemanha.

Para o concerto na Horta o grupo está a preparar um alinhamento especial que passará por alguns temas de "Mar Aberto" e "Terra do Corpo" mas será focado sobretudo nas canções do último disco. O espetáculo tem início pelas 22horas, mas as portas da Sociedade Amor da Pátria abrem-se pelas 21h30.

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27
abril

Acessibilidades - Obrigação de investimento no Aeroporto da Horta é da concessionária

Escrito por João Paulo Pereira

A titular da pasta dos Transportes do Governo Regional defendeu na Assembleia Legislativa que a ampliação da pista do aeroporto é uma obrigação da concessionária resultante do contrato de concessão celebrado.

Para a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, a ampliação da pista do Aeroporto da Horta “é uma obrigação da concessionária”, na medida em que “existe um contrato de concessão celebrado pelo prazo de 50 anos e a obrigação de investimento nas infraestruturas aeroportuárias é da concessionária”.
“Consideramos que não é legítimo e não é justo desobrigar uma entidade com quem o Estado celebrou um contrato de concessão, e que foi paga para isso, desonerá-la de uma obrigação que é dela”, acrescentou a governante, adiantando que é preciso que a concessionária cumpra “esta sua obrigação de investimento na infraestrutura aeroportuária do aeroporto da Horta”.
Para Ana Cunha “não é nossa pretensão fazer os Açorianos pagar por uma obrigação que é de uma empresa que é privada e recebe para isso”.
No entanto, perante os deputados, na Assembleia Legislativa, destacou que o Governo dos Açores “não desistirá” da pretensão da ilha do Faial e da Região, e vai continuar a instar o Governo da República e a ANA para que cumpram com a sua obrigação em termos de ampliação da pista do Aeroporto da Hort.
Ana Cunha salientou que o Governo dos Açores, “ao longo do tempo e por diversas formas, tem vindo a instar o Governo da República, bem como a entidade concessionária do Aeroporto da Horta, no sentido de concretizar a sua ampliação” e mais recentemente, de forma formal, mediante uma carta enviada ao Ministro do Planeamento e Infraestruturas, "aproveitando o início dos trabalhos de renegociação do contrato de concessão do serviço público aeroportuário nos aeroportos situados em Portugal e na Região Autónoma dos Açores”.

 

Propostas para garantir a ampliação da pista do aeroporto da Horta aprovadas por unanimidade

A Assembleia Legislativa aprovou três propostas apresentadas pelas bancadas do PS e do PSD, e pelo deputado do PCP, no sentido de tentar assegurar que a obra de ampliação da pista do Aeroporto da Horta seja incluída na renegociação do contrato de serviço público aeroportuário e uma outra proposta do Bloco de Esquerda, que recomenda o reconhecimento da obra de ampliação da pista como de “interesse público”, de forma a poder vir a beneficiar de fundos comunitários.
Para Tiago Branco, deputado socialista, “é agora a oportunidade de corrigir o erro, a roçar a incúria, cometido pelo Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, que de forma deliberada decidiram não acautelar, devidamente, os interesses da Região Autónoma dos Açores”.
Luís Garcia, do PSD, entende, no entanto, que o Governo Regional “continua a não ter vontade política para fazer esta obra”, preferindo empurrar as culpas para o Governo da República, apesar das promessas feitas pelos socialistas nos últimos 14 anos, sobre este investimento.
Também para João Paulo Corvelo, do PCP, a inclusão desta obra na renegociação do contrato de serviço público entre a Região e o Continente irá permitir resolver definitivamente este problema, respondendo assim a uma legítima reivindicação das forças vivas locais.
Por seu turno a bancada do CDS através de Graça Silveira recordou que tanto o anterior presidente do Governo dos Açores, Carlos César, como o atual, Vasco Cordeiro, ambos do Partido Socialista, prometeram, em tempo de campanha eleitoral, financiar a obra de ampliação da pista do Aeroporto da Horta, caso a República não o fizesse.
Paulo Estêvão, deputado do PPM, acusou o PS e o Governo de terem “prejudicado” a economia da ilha do Faial, ao não cumprirem com as promessas feitas “em tempo de campanha eleitoral”, relativamente a este investimento, considerado estratégico para o desenvolvimento económico da ilha.
Mas para António Lima, do Bloco de Esquerda, mais importante do que “esta chicana política” sobre quem tem responsabilidades nesta matéria, importa sim encontrar uma solução para o problema que passa, no seu entender, por garantir financiamento comunitário para a ampliação da pista do Aeroporto da Horta.
Para além destas quatro propostas agora aprovadas, todas elas por unanimidade, os deputados apreciaram ainda, nesta sessão parlamentar, duas petições subscritas por grupos de cidadãos que defendiam a melhoria das acessibilidades no Aeroporto da Horta e no Aeroporto do Pico, bem como a ampliação das pistas nas duas ilhas.

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27
abril

COFACO - Trabalhadores manifestaram-se à porta do parlamento açoriano

Escrito por Tribuna das Ilhas

Por ocasião do plenário de abril, as portas da Assembleia Legislativa voltaram a ser palco de mais uma manifestação de ex-trabalhadores da COFACO. Foram cerca de cinquenta aqueles que se manifestaram a exigir majorações dos subsídios de desemprego.

Meia centena de ex-trabalhadores da fábrica de conservas da COFACO, da ilha do Pico, manifestaram-se na quinta-feira da passada semana em frente à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para exigir a majoração dos subsídios de desemprego, tendo sido recebidos por deputados de todos os partidos com assento parlamentar.
De acordo com Sérgio Gonçalves, representante do Sindicato de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores “fazia todo o sentido as majorações no tempo e no valor para estes funcionários porque vão ter uma perca total, ao fim de seis meses de subsídios de desemprego, de aproximadamente 40% do seu vencimento, o que é um rombo na economia da ilha”.
“O objetivo desta manifestação é fazer ver ao Governo Regional que poderá ser adaptada a majoração do tempo e do valor do subsídio de desemprego a esta situação criada com os trabalhadores da Cofaco Pico, como foi ajustado aos trabalhadores da base das Lajes, na ilha Terceira”, adiantou, ainda, Sérgio Gonçalves.
Até 05 de maio, cerca de 160 funcionários da fábrica de conservas, situada no concelho da Madalena, na ilha do Pico, deverão deixar de ter vínculo laboral com a Cofaco, enquanto uma nova empresa, gerida pelo mesmo grupo financeiro, irá construir uma nova unidade fabril, no mesmo local, cujo projeto já foi entregue na Câmara Municipal da Madalena.
Para aquele dirigente sindical, o encerramento da atual unidade terá um “grande impacto económico” na ilha, salientando que “estamos a tentar fazer com que o Governo também sinta um pouco o nosso desespero, porque vamos perder poder de compra. Há famílias onde lá está um casal, que ficarão em situação bastante precária”.
Para Victor Silva, coordenador regional do PCP/Açores, é preciso “passar da teoria a prática, e traduzir estas palavras bonitas em iniciativas concretas, para beneficiar as pessoas", lembrando que foi o PCP quem apresentou na Assembleia da República, uma proposta concreta para que sejam majorados os subsídios de desemprego e os abonos de famílias dos trabalhadores despedimentos pela COFACO na ilha do Pico.

 

Governo dos Açores acompanha a situação dos trabalhadores da COFACO

Segundo o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia “tudo tem sido feito para minorar a situação dos trabalhadores”, havendo “da parte do Governo dos Açores um acompanhamento, desde o início, dos trabalhadores” da COFACO, tendo sido criada uma equipa “para acompanhar a situação” e apoiá-los “quer ao nível da formação”, na aquisição e no reforço de competências para a sua atividade profissional, “quer ao nível do pagamento da creche dos filhos dos funcionários da COFACO”.
O Governo dos Açores, através da Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, criou um plano de intervenção para a formação dos trabalhadores da COFACO do Pico, em parceria com a Escola de Formação Profissional desta ilha.
Também no período que irá decorrer até à abertura da nova unidade fabril na ilha do Pico, o pagamento da creche dos filhos dos funcionários da conserveira será assegurado.
Esta medida abrange 32 crianças e conta com a parceria da Santa Casa da Misericórdia da Madalena, mantendo um regime de gratuitidade de que os trabalhadores já beneficiavam"
“Eu tenho a garantia da empresa de que a COFACO vai construir a nova unidade fabril", assegurou Gui Menezes, em conversa com os trabalhadores, no exterior do parlamento regional.
O governante adiantou que o projeto da nova fábrica "já foi avaliado" e que o Governo solicitou informações complementares à empresa, com vista à aprovação de apoios comunitários, ao passo que a Câmara Municipal da Madalena do Pico, já está a apreciar o projeto para que possa aprovar os respetivos licenciamentos.
A COFACO submeteu o projeto para a construção da nova unidade fabril, num montante global de cerca de 6,7 milhões de euros, que irá substituir a atual fábrica, a fundos comunitários no âmbito de uma portaria do FEAMP - Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, para apoios a investimentos na área da transformação de pescado.
Dos 65% de cofinanciamento público para o projeto, 25% serão verbas do Orçamento da Região e 75% do FEAMP.
O Secretário Regional recordou ainda que teve de ser criada uma nova empresa “devido aos critérios de apoio da Comissão Europeia", referindo que o projeto prevê a demolição do edifício existente e a construção de um novo no mesmo local, daí a necessidade encerrar a fábrica.

 

Duarte Freitas quer majoração de apoios a trabalhadoras da COFACO

O presidente do PSD/Açores, perante a meia centena de ex-trabalhadoras da fábrica da conserveira COFACO, que se manifestaram junto ao parlamento dos Açores exigindo a majoração do subsídio de desemprego, entendeu ser necessário concretizar a majoração de apoios sociais às ex-trabalhadoras da fábrica da COFACO no Pico, prevista no Plano de Ação apresentado pelo partido e aprovado por unanimidade no parlamento.
“Fizemos aprovar um Plano de Ação que prevê a majoração do subsídio de desemprego. É uma matéria que o governo regional tem de resolver, porque foi aprovada no parlamento regional. Espero que isso seja efetivamente cumprido”, disse Duarte Freitas.
Duarte Freitas acrescentou que, enquanto picoense, é sua “ambição” ver a nova fábrica em funcionamento e as trabalhadoras integradas na futura unidade fabril da COFACO na ilha.

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27
abril

Relatório e Contas 2017 - Câmara Municipal da Horta aprova documentos

Escrito por João Paulo Pereira

O Executivo camarário aprovou no passado dia 19 de abril, o Relatório e Contas referentes ao ano de 2017.

A Câmara Municipal da Horta aprovou, na quinta-feira passada, o Relatório e Contas do ano de 2017, salientando o Presidente do Município na apresentação daqueles documentos, na reunião de Câmara, que “reduzimos o nível de endividamento, aumentámos a execução orçamental, reduzimos a dívida da Câmara Municipal e mantivemos a política de apoios aos empresários locais, com a redução do Prazo Médio de Pagamento”.
Segundo nota enviada às redacções, “a autarquia pretende manter, no futuro, o seu nível de endividamento, garantindo, dessa forma, a sustentabilidade financeira e a capacidade de realização de investimentos futuros”.
Lembrando que o ano de 2017 ficou marcado por um aumento da execução orçamental e pela realização de obras de grande envergadura, é destacado na referida nota, o início à intervenção no Centro de Acolhimento Empresarial (Mercado Municipal), o lançamento do concurso da nova frente mar na Horta e ainda a requalificação do Largo D. Luís I, tendo sido concluída a rede de parques infantis do concelho.
Acrescenta ainda que foram realizadas intervenções na Rua Cônsul Dabney, na Estrada Príncipe Alberto do Mónaco, ao nível de águas, e as asfaltagens das ruas Ilha Azul e Francisca Cordélia de Sousa, e uma aposta na promoção de políticas mais inclusivas no nosso concelho, através de medidas como a adesão à Rede Internacional das Cidades Educadoras, a atribuição do galardão de Município Mais Azul da Região Autónoma dos Açores, ou pela distinção com o galardão “Município Amigo do Desporto”.

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27
abril

Estatísticas - Desemprego baixa cerca de 10% nos Açores

Escrito por Susana Garcia

O Governo dos Açores divulgou que o desemprego voltou a baixar nos Açores.
Segundo o Vice-Presidente do Governo os dados publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), confirmam um crescimento contínuo e sustentado do emprego nos Açores.

O Vice-Presidente do Governo revelou que o desemprego baixou mais uma vez nos Açores, desta feita, em cerca de 10%.
Sérgio Ávila destacou, a importância dos dados publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), considerando que estes “confirmam um crescimento contínuo e sustentado do emprego nos Açores”.
“A diminuição de 10,2% em março, face ao período homólogo, representa um novo mínimo em seis anos”, disse o governante, defendendo que “a política do Governo dos Açores, assente no crescimento económico, na criação de mais e melhor emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas, tem resultado”.
Segundo os dados do IEFP, as Agências para a Qualificação e Emprego dos Açores registaram em março 8.612 inscritos, o que corresponde a menos 980 inscritos, comparativamente ao mesmo mês de 2017.
“De acordo com estes dados e mantendo a tendência dos meses anteriores, é preciso recuar até outubro de 2011 para encontrar um número mais baixo do que o observado no mês em análise”, sublinhou o titular da pasta do Emprego e Competitividade Empresarial.
No entender de Sérgio Ávila “os dados do IEFP revelam ainda que, em março, se registou o maior número de colocações de emprego, ou seja, de resposta a ofertas de trabalho, dos últimos dois anos por parte das Agências para a Qualifi-cação e Emprego dos Açores”.
Para o governante “o aumento das competências dos açorianos em situação de desemprego tem permitido mais colocações, sendo que, no último mês, o crescimento registado atingiu quase 16,8% face ao período homólogo”, sustentou, salientando o empenho do Governo dos Açores no prosseguimento “desta trajetória de criação de mais e melhor emprego”.

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27
abril

“Valorizar os Trabalhadores – Mais força ao PCP” - PCP/Açores associa-se à campanha nacional com ações em toda a Região

Escrito por Susana Garcia

A organização da Região Autónoma dos Açores do Partido Comunista Português (PCP), associou-se à campanha nacional do partido “Valorizar os Trabalhadores – Mais Força PCP” e está a promover ações de esclarecimento, informação e contacto com os trabalhadores em todo o Arquipélago.
A campanha que arrancou no continente a 27 de fevereiro, visa valorizar o trabalho e os trabalhadores através da defesa, da reposição e conquista de direitos e rendimentos.

Numa conferência de imprensa realizada no final da passada semana na Horta, o Coordenador Regional do PCP/Açores, Vítor Silva, avançou que a organização regional do partido se associou à campanha nacional “Valorizar os Trabalhadores – Mais Força PCP” e está a promover também nos Açores ações de esclarecimento e informação junto dos trabalhadores de “Santa Maria ao Corvo”.
A campanha que define como linha prioritária de intervenção do Partido "a defesa dos direitos dos trabalhadores, a exigência do aumento dos salários, o combate à desregulação dos horários de trabalho e à precariedade e a eliminação das normas gravosas da legislação laboral" através de ações de “esclarecimento, informação e contacto junto dos trabalhadores”, pretende ainda “valorizar o trabalho e os trabalhadores, que mobilizá-los e tornar claro que só serão possíveis avanços mais significativos, e um rumo alternativo para o País e para a Região, assente na ruptura com a política de direita e na afirmação da política patriótica e de esquerda”.
Para Vítor Silva, esta é também uma “campanha que estimula a que cada trabalhador agarre os seus direitos, defendendo os que estão hoje consagrados, reclamando a reposição dos que foram roubados pela política de direita, concretizada por PS, PSD e CDS, e conquistando os muitos que correspondem a uma vida digna”.
“Ajudar a dinamizar a ação reivindicativa e o desenvolvimento da luta, nas empresas e locais de trabalho e no plano setorial, em defesa dos direitos dos trabalhadores, pelo aumento dos salários” é outra das prioridades desta campanha a par do “combate às tentativas de desregulação dos horários de trabalho que estão em desenvolvimento, exigindo as 35h semanais para todos, assim como combater a precariedade laboral, “avançando com mais vigor no processo iniciado na Administração Pública e avançando também no sector privado, assegurando que a cada posto de trabalho permanente corresponde um contrato de trabalho efetivo”, esclareceu Vítor Silva.
Lutar “pela melhoria das condições de trabalho, seja ao nível da higiene, salubridade e segurança de locais que não proporcionam o bem-estar dos trabalhadores, seja da pressão e repressão sobre estes”, pela “eliminação das normas gravosas da legislação laboral, que visa a revogação da caducidade dos Contratos Coletivos de Trabalho e a reposição do princípio do tratamento mais favorável, bem como o combate à desregulação dos horários”, são outros dos objetivos desta iniciativa do PCP, avançou o coordenador.
A este respeito, Vítor Silva, esclareceu que na Região vão ser promovidas ações de contacto junto de empresas e locais de trabalho, que serão acompanhadas de cartazes com várias mensagens.
No entender do coordenador “a vida mostrou que o agravamento da exploração, o corte nos salários, pensões e outros direitos significaram injustiça social e empobrecimento, mas também uma brutal recessão, desemprego e o afundamento do País e da Região”, considerando que “a valorização do trabalho, a defesa e conquista de direitos, a elevação de salários e pensões, a reposição de outros rendimentos e remunerações dos trabalhadores e das populações, representam crescimento económico, mais emprego e progresso social”.
Relativamente a este assunto, Vítor Silva destacou o Projeto de Resolução apresentado pelo PCP/Açores na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que “recomenda ao Governo dos Açores que seja aplicado o Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários (PREVPAP) à Administração Pública Regional e às entidades do Setor Público Empresarial Regional”, iniciativa esta que a seu ver procura “promover a estabilidade de emprego, cumprindo e fazendo cumprir o direito ao trabalho e à segurança no emprego previsto na Constituição da República Portuguesa, assegurando que a um posto de trabalho permanente corresponda um vínculo de trabalho efetivo, bem como erradicar todas as formas de precariedade”.
O coordenador lembrou ainda que foi neste sentido, que o Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República “um Projeto de Lei, sobre apoio social com majorações aos trabalhadores da COFACO e outros trabalhadores desempregados na Ilha do Pico, a concretizar com a máxima urgência”.
Vítor Silva, defendeu que “a luta é o caminho” e neste contexto “saúda as lutas dos trabalhadores açorianos” e apela “à sua mobilização em defesa do trabalho digno e com direitos”.
“Só com a luta se consegue vencer as políticas de continuada desvalorização do trabalho e dos trabalhadores de que o Governo Regional do PS tem sido ativo promotor e cúmplice”, frisou o coordenador garantindo que, “os comunistas açorianos, mais uma vez, assumem o compromisso de lutar pelas transformações sociais, económicas e políticas que contribuam para que a nossa Região adote um rumo de desenvolvimento harmonioso que se traduza na melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do Povo Açoriano”, sustentou.

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27
abril

PAN/Açores - “Comportamento errático e pouco cooperativo” dão origem à retirada da confiança política a Hugo Rombeiro

Escrito por Susana Garcia

O partido Pessoas-Animais-Natureza - PAN, decidiu retirar a confiança política ao deputado da Assembleia Municipal da Horta.
Segundo o partido a decisão foi tomada a 16 de março, por unanimidade, na reunião de Assembleia Geral que decorreu na cidade da Horta, na sequência de “vários alertas feitos ao comportamento errático e pouco cooperativo de Hugo Rombeiro”.

A estrutura regional nos Açores do PAN retirou a confiança política ao deputado municipal Hugo Rombeiro devido a várias situações ocorridas nos últimos cinco meses.
A decisão do partido prende-se com o “comportamento errático e pouco cooperativo” por parte do deputado na Assembleia Municipal, revelou Pedro Neves porta-voz do PAN nos Açores, num comunicado enviado às redações.
“O Autarca não queria assegurar a identidade e a coerência pretendidas, ficando mesmo comprometidos os princípios, missão e objetivos que regem o partido”, denunciou ainda o comissário político nacional e cocoordenador da Secretaria de Organização Interna do PAN.
Neste contexto Pedro Neves adiantou ainda que “foi decidido a 16 de março, por unanimidade, retirar a confiança política ao autarca Hugo Rombeiro”, uma vez que “o autarca demonstrou as suas verdadeiras intenções ao não abdicar de um cargo para o qual foi eleito com o programa e os valores do PAN”.
“Foram feitos vários alertas ao comportamento errático e pouco cooperativo da pessoa em questão, como pela sua voluntária inflexibilidade em trabalhar com os restantes membros da estrutura local e regional e de partilhar, inclusive, matéria discutida em sede de Assembleia Municipal. Foi sugerido e aconselhado que alterasse a sua conduta para em equipa, e em cooperação, melhor conseguisse responder ao decidido pelos filiados e filiadas da ilha, seguindo os aconselhamentos políticos da Estrutura Regional dos Açores”, revelou Pedro Neves para justificar a posição do partido.
No comunicado, o PAN/Açores ressalva que “a pessoa eleita, primeira candidata, e que teve a confiança dos eleitores do concelho da Horta, como a do PAN/Açores, Regina Santos, renunciou ao cargo de forma inesperada por força de motivos pessoais”.
Apesar de reconhecer que “a tomada de decisão foi difícil”, ainda mais sabendo que “o ex-filiado Hugo Rombeiro nunca iria renunciar a uma posição de poder” e de defender que o PAN/Açores sempre demostrou “a importância de ter uma representação autárquica forte e coesa no concelho da Horta”, Pedro Neves considerou que não era possível “estar a apoiar um autarca que se furtou de desenvolver ação política e social, junto com os seus pares, para concretizar um projeto local na ilha do Faial com a filosofia do partido”.
“Não estaríamos a cumprir o prometido para com os seus eleitores que se revêm na nova forma transparente e rigorosa de fazer política se não retirássemos a confiança política e clarificássemos os factos sobre o Hugo Rombeiro”, sustentou o porta-Voz do PAN/Açores, Pedro Neves.
“Os princípios do PAN estão acima de qualquer cargo, mesmo que se perca a representação pela desvirtuação e ambição de certos indivíduos com uma agenda pessoal”, esclareceu, garantindo a este respeito que “apesar do PAN ter perdido o cargo municipal”, continuará a “trabalhar, com os representantes do grupo do PAN/Açores no Faial, no sentido de concretizar as medidas do programa eleitoral do PAN em promessa aos faialenses usando as ferramentas ao seu dispor em um estado democrático”, lê-se no documento.

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27
abril

Administração Pública - PCP requer aplicação do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários

Escrito por Fávia Taibo

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) entregou no Plenário Açoriano um Projeto de Resolução contra a precariedade dos trabalhadores da Administração Pública Regional e das entidades do Setor Público Empresarial Regional (SPER).

No passado dia 18 de abril, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um Projeto de Resolução, com pedido de urgência e dispensa de exame em Comissão, que visa “combater a precariedade entre os trabalhadores da Administração Pública Regional e das entidades do SPER”.
Com esta Proposta de Resolução, o partido “recomenda ao Governo Regional que faça aplicar à Administração Regional e às entidades do SPER a Lei nº 112/2017, de 29 de dezembro, que estabelece o Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP)”, avançou João Corvelo em conferência de imprensa.
O deputado explicou que segundo esta Lei, “a Assembleia da República deixou a cargo dos órgãos de governo próprio das Regiões autónomas a aplicação por diploma próprio do disposto no PREVPAP”.
O partido entende que “as entidades públicas devem dar o exemplo de escrupuloso cumprimento da legislação laboral e de respeito pelos direitos dos trabalhadores”.
“A solução passa forçosamente por contratar, efetivamente e sem termo, os trabalhadores que são indispensáveis para o funcionamento dos serviços, dar-lhes os mesmos direitos e remunerações que os restantes colegas e acabar com a rotação de beneficiários de programas de emprego na Administração Regional”, sublinha João Corvelo.
O representante do PCP deixou ainda um desafio ao Governo dos Açores e à maioria absoluta do Partido Socialista: “que se faça valer nos Açores aquilo que está a decorrer na Administração Central e nas autarquias locais, e que se concretize de forma célere a regularização extraordinária dos vínculos precários dos trabalhadores que exerçam ou tenham exercido funções que correspondam a necessidades permanentes da Administração Regional e entidades do Setor Público Empresarial Regional e se encontrem sem vínculo jurídico adequado”.

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27
abril

Casa de Infância de Santo António - Fátima Porto recorda os nove anos em que frequentou a instituição

Escrito por Susana Garcia

Maria de Fátima Machado Soares Porto, tem 64 anos e é médica de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde da Ilha do Faial.
Durante nove anos frequentou a Casa de Infância de Santo António (CISA). Ao Tribuna das Ilhas a profissional de saúde falou das memórias que tem desse tempo.

O Tribuna das Ilhas iniciou no passado mês de fevereiro, em colaboração com a CISA, um conjunto de entrevistas, a publicar no decorrer deste ano, a pessoas que durante os últimos 160 anos passaram pela instituição.
Depois de Tomás Rocha, um dos presidentes que mais anos esteve à frente do Colégio de Santo António e da professora Zoraida Nascimento, este mês trazemos à estampa as recordações que Fátima Porto tem dos nove anos que passou na instituição enquanto aluna.
A este semanário a médica revelou que frequentou a CISA pelo facto de os seus pais considerarem “que era importante (pelo que ouvia comentar) que frequentasse um estabelecimento de ensino que fizesse formação do 1º ano ao antigo 5º (atual 9º)”.
Por outro lado, o então Colégio dispunha de algumas atividades extra-curriculares, “tais como lavores, piano, entre outras e de Sala de Estudo pós horário escolar onde podíamos fazer os deveres, lanchar, jantar e depois regressar a casa”. Para além disso, a CISA era também o estabelecimento de ensino frequentado pela sua irmã, Noémia.
Das memórias pessoais que reserva dos anos em que frequentou esta instituição centenária, Fátima Porto recorda as brincadeiras no recreio, os jogos de basket, os teatros, as missas cantadas e as irmãs que eram professoras.
“Recordo os recreios, a correria para ver quem chegava mais cedo ao baloiço e escorrega, que ainda está lá, mas na altura era uma novidade. Os jogos de basket com as nossas saias azuis então pelo joelho, e T-shirt branca, os teatros, feitos em dias de festa, organizados pela Irmã Maria Geraldina, que enchiam o ginásio, então chamado “ginásio novo”, também os retiros e o Movimento Oásis nos quais fazíamos preparação espiritual e também preparação para ajudar famílias carenciadas”, salientou.
As brincadeiras junto aos degraus da capela, onde jogava às pedras ou aos jecks, as missas cantadas com a Irmã Lucília ao piano, os convívios, “que sendo com vários grupos etários”, considerava “muito enriquecedores”, também fazem parte das recordações que tem daquele tempo.
Na sua memória está também bem presente “um armário que existia ao fundo da escada onde hoje está localizada a Escola Básica”, que na altura em que frequentava a instituição eram as salas do 5º ano e o Laboratório de Físico Química. Segundo a ex-aluna “esse armário era a nossa papelaria, havia de tudo: cadernos, borrachas, apara lápis, entre algumas revistas como a Cruzada”.
No que às memórias pedagógicas diz respeito, Fátima Porto destaca as professoras, na sua maioria freiras. “Recordo a Irmã Lúcia que nos acompanhou da 1ª à 4ª classe e que também nos acompanhava na Sala de Estudo, atual ATL, caso tivéssemos alguma dúvida”. Os lavores com a Irmã Patrícia “onde, entre o ponto de cruz, matiz e lençóis para os berços das famílias carenciadas, umas mais prendadas que outras, aprendemos alguma costura”.
A médica lembra ainda das aulas de piano com a Irmã Lucília. “Sempre muito atenta, com os seus olhos vivos e com a sua batuta lá ia tentando que nos entusiasmássemos pelo solfejo, ensinando também as músicas que depois tocaríamos, a duas ou quatro mãos, nos nossos teatros e audições”, salienta, acrescentando que “a ‘Pour Elise’ era a mais disputada”.
“A Irmã Benilde, a Irmã Clara, a Irmã Inês, mais tarde quando regressei fui sua médica assistente, Irmã Margarida, todas elas foram professoras que se preocupavam com a parte curricular, mas também em estimular os alunos para a Excelência, o que por vezes nessa idade não compreendíamos”, frisou.
Das pessoas que marcaram a sua infância no Colégio de Santo António, Fátima Porto destaca ainda “a Dr.ª Fernanda Pimentel que sempre que não correspondíamos à nota que ela esperava chamava-nos à parte para dar os seus conselhos” e o Tenente Horácio de quem muitas vezes se lembrava também nos seus tempos de faculdade quando fazia testes com consulta de livros. “Ele deixava-nos levar os livros para os testes e dizia: Se estudaram, não precisam do livro ou encontram facilmente, se não estudaram, vão ficar o teste todo à procura”, recorda.
Para a profissional de saúde “foi uma boa formação, pois como disse atrás, todas e todos foram professores que se preocuparam não só com a parte curricular, mas também em estimular os alunos de forma personalizada para a Excelência”, sustentou.
No que se refere aos constrangimentos sentidos pela sua geração, Fátima Porto aponta a divisão da sociedade em classes sociais e o facto das “colegas da Terceira, São Jorge, Pico, Flores, Corvo e das freguesias mais distantes da Horta, terem de sair de casa muito cedo, pós primária, com cerca de 9, 10 anos e ficarem em regime de pensionistas. Por vezes as alunas das outras ilhas só regressavam a casa nas férias grandes, de verão”, contou.
De acordo com a ex-aluna, o Colégio deu-lhe “formação para a vida pessoal, orientação de escolha profissional, cultural, e desportiva e teve um papel de família alargada, pois desde muito cedo convivíamos com colegas de outras ilhas”, salientou.
Já em relação aos valores adquiridos no seu percurso na CISA e que ainda hoje preserva, Fátima Porto entende que foi “o sentido de amizade, solidariedade, partilha, espírito de grupo, espiritualidade”.
Para a médica falar da CISA, é sinónimo de “formação para a vida e alegria”, conclui.

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