Tribuna das Ilhas

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23
março

Direção Regional da Solidariedade Social - Refeições escolares vão ser alvo de estudo

Escrito por Flávia Taibo

A Secretária Regional da Solidariedade Social anunciou, no passado dia 15 de março, que o Governo dos Açores vai executar um trabalho de caracterização da oferta alimentar nas creches e jardins de infância do arquipélago que levará à elaboração de um manual de boas práticas.
Andreia Cardoso assegurou que o Governo Regional se preocupa com “um sem número de aspetos quando as crianças acedem a este tipo de serviços”, acrescentando que “um deles é a qualidade da alimentação”.
Neste sentido, avançou que o Governo dos Açores “está a desenvolver uma iniciativa que visa garantir a qualidade da oferta de refeições neste tipo de respostas sociais”, revelou a governante, acrescentando que vão ser disponibilizados “manuais que permitam às instituições garantir e melhorar a qualidade dos serviços que prestam ao nível da alimentação e das refeições”.
Este estudo passará pela aplicação de um inquérito em todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias dos Açores com as quais o Executivo açoriano tem acordos de colaboração que garantem o funcionamento de creches e jardins de infância.

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23
março

Associação de Pesca Lúdica dos Açores - Membros reúnem com Eurodeputado Serrão Santos

Escrito por Flávia Taibo

Os membros representantes da nova Associação de Pesca Lúdica dos Açores (APLA) reuniram-se com o Eurodeputado Serrão Santos com o objetivo de perceber qual o panorama europeu das pescas e de apresentar os seus objetivos.
A nova Associação tem em vista “melhorar aquilo que se passa nos Açores” assim como “contribuir para a melhoria do diálogo e da gestão dos recursos e do espaço dos Açores”.

Decorreu na passada sexta-feira, na Sociedade Amor da Pátria, uma reunião entre os representantes da APLA e o eurodeputado Ricardo Serrão Santos com o objetivo de esta nova associação partilhar a sua visão, os seus projetos e as suas preocupações, perceber o que as outras associações europeias de pesca lúdica estão a fazer e ainda o panorama das pescas na União Europeia (UE).
João Freitas adiantou que o intuito da associação é de “tentar melhorar aquilo que se passa nos Açores e contribuir para a melhoria do diálogo e da gestão dos recursos e do espaço dos Açores”.
“Penso que há abertura no diálogo quer de quem está nos órgãos de gestão, quer de quem está nos órgãos legislativos e ainda de quem como nós quer fazer parte desses processos de chegar a um entendimento comum. Esse entendimento comum é essencial para validar a legislação que seja criada, para validar as opções que venham daqui para o futuro a aparecer”, disse o representante da APLA.
Para Ricardo Serrão Santos, a criação de uma associação de pesca lúdica nos Açores é “muito importante” para a Região para que haja um diálogo integrado no contexto das pescas, visto que esta é uma atividade “do ponto de vista económico muito poderosa na UE”, salientando que esta atividade rende “cerca de 10.5 biliões de euros por ano”.
O eurodeputado revelou que “neste momento, está em discussão no Parlamento Europeu uma resolução sobre a pesca lúdica que vai ser votada em abril” e que “a pesca lúdica está a ser considerada na questão de recuperação dos stocks, por exemplo, do Báltico, do plano multianual também para a recuperação dos stocks do Mar do Norte e que está a ser planificado também parte do programa do regulamento do programa de recolha de dados das pescas na União Europeia”. “Não ter pessoas individuais, mas ter de facto uma associação é fundamental e também é importante que a associação que agora se criou, em boa hora, trabalhasse em rede no contexto europeu para uma melhor gestão das pescas”, acrescentou.
O mesmo salientou ainda que no âmbito desta resolução “está a ser discutida um conjunto de emendas que fazem referência às regiões ultraperiféricas e alguns aspetos da pesca lúdica que não estavam consideradas na resolução a nível europeu que só falava em peixe”, mas que “nós sabemos que há outros organismos marinhos que também fazem parte da pesca lúdica”.
Segundo Serrão Santos, a UE vê com bons olhos a criação destas associações, pois “a pesca lúdica faz parte da economia azul, faz parte da economia do mar e contribui muito para o rendimento” das regiões de da própria UE.
“A pesca lúdica é muito influente e é um parceiro que é importantíssimo no diálogo da gestão e é importante que aqui nos Açores se vá pelo mesmo caminho”, defendeu o eurodeputado.
“Eu creio que o importante é que haja trabalho em rede e se reconheça a importância da pesca lúdica e que a pesca lúdica dialogue com a pesca comercial porque só assim é que vamos gerir os recursos: cada um de facto no seu espaço, mas no espaço de diálogo”, concluiu.

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23
março

Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia - Sector das Pescas com novo regulamento

Escrito por Tribuna das Ilhas

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia regulamentou o funcionamento das lotas, entrepostos frigoríficos, postos e veículos de recolha de pescado nos Açores com a publicação em Jornal Oficial de uma portaria que estabelece os procedimentos e os meios envolvidos inerentes à venda, recolha e transporte de pescado.
Este regulamento entrou em vigor no passado dia 20 de março.

Após audição dos parceiros do setor, a Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia procedeu à regulamentação do funcionamento das lotas, entrepostos frigoríficos, postos e veículos de recolha de pescado na Região.
A portaria publicada, no passado dia 19 de março, em Jornal Oficial estabelece os procedimentos e os meios envolvidos referentes à venda, recolha e transporte de pescado fresco descarregado e ainda relacionados com os serviços de congelação e conservação de pescado nos entrepostos frigoríficos dos Açores.
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia sublinhou que o objetivo deste novo regulamento “é adequar a legislação existente em matéria de lotas, concentrando num único diploma todas as disposições legais relativas ao funcionamento das instalações onde o pescado é vendido na Região”.
Gui Menezes afirmou que este regulamento único “irá trazer mais valias ao funcionamento das lotas e entrepostos”, referindo que a portaria “agrega e atualiza legislação dispersa”, nomeadamente “alguma mais antiga, bem como regulamenta novas práticas, como as regras para o leilão online e os contratos de abastecimento”.
O detentor da pasta do mar disse que foi ainda criado no regulamento um capítulo destinado a taxas e preços e que “atualiza e define as receitas próprias da Lotaçor”.
Outra novidade do diploma é a regulamentação dos postos e dos veículos de recolha de pescado que visa tornar todos os procedimentos “mais transparentes”, salientou Menezes.
O diploma publicado em Jornal Oficial entrou em vigor na passada terça-feira, 20 de março.


Preços de venda em lota nos principais portos dos Açores divulgados via rádio VHF
Numa iniciativa da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional das Pescas, em parceria com a Lotaçor e a Estação Costeira da Porto de Abrigo, os preços médios das principais espécies de pescado descarregado nos portos dos Açores vão ser divulgados com recurso à transmissão VHF.
Segundo o Diretor Regional das Pescas, esta medida pode “ser relevante para que os armadores ou os mestres possam ajustar as descargas, de acordo com o preço efetuado em cada uma das lotas” das nove ilhas do arquipélago.
Para Luís Rodrigues a ideia é “divulgar junto dos profissionais do setor os melhores preços, por tamanho e calibre, que saem nas lotas de Ponta Delgada, Praia da Vitória e Horta”, como forma de contribuir para uma maior valorização do pescado açoriano.
A abrótea, o alfonsim, o boca-negra, o cântaro, o cherne, o congro, o imperador, a melga, o peixão, o goraz e o safio são algumas das espécies selecionadas para esta campanha de divulgação.
A transmissão será feita diariamente, às 11h00, após o serviço de meteorologia da Estação Costeira e é divulgada com base na informação fornecida pela Lotaçor a todas as embarcações que se encontram no Mar dos Açores.
A iniciativa enquadra-se na estratégia da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia para a promoção e a valorização do pescado, visando contribuir para o aumento do rendimento dos profissionais do setor, na medida em que os pescadores passam dirigir as capturas para espécies com melhor preço de primeira venda.

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23
março

Turismo - Alojamento Local com alterações nas regras de reporte estatístico

Escrito por Susana Garcia

Uma portaria publicada esta semana no Jornal Oficial, introduz alterações nas regras de reporte de dados estatísticos no Alojamento Local – AL.
Com estas alterações os titulares dos estabelecimentos são obrigados a proceder ao registo mensal do número de hóspedes e dormidas ou noites, assim como discriminar as nacionalidades e os proveitos gerados.

A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, publicou esta semana no Jornal Oficial, uma portaria que introduz alterações nas regras de reporte de dados estatísticos no AL.
Segundo informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, estas alterações devem-se à “crescente representatividade do AL na oferta de alojamento turístico da Região”. Neste contexto, é fundamental que se “procure aferir de forma completa e temporalmente assertiva o respetivo impacto económico e social”, sendo para tal “indispensável que a recolha de informação estatística passe a observar as mesmas regras que já se aplicam aos restantes empreendimentos turísticos, nomeadamente em termos de prazos e conteúdo da informação a disponibilizar”, refere.
Assim sendo, a partir de agora, os titulares dos estabelecimentos estão obrigados a “proceder a um registo mensal obrigatório, nomeadamente do número de hóspedes e dormidas ou noites, discriminado por nacionalidades, bem como os proveitos gerados e o pessoal afeto à atividade, de acordo com o formulário eletrónico disponibilizado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA)”.
Esta informação deve ser prestada diretamente na plataforma eletrónica do SREA, até ao oitavo dia útil do mês seguinte àquele a que se reporta.
O GACs avança ainda que esta alteração será implementada em duas fases, nomeadamente “na data da entrada em vigor deste diploma para as pessoas singulares ou coletivas que explorem estabelecimentos de Alojamento Local, cuja capacidade seja igual ou superior a 10 camas, e no dia 1 de janeiro de 2019 para as pessoas singulares ou coletivas que explorem estabelecimentos de Alojamento Local cuja capacidade total seja inferior a 10 camas”.
Com a entrada em vigor desta portaria prevê-se que a 1 de janeiro de 2019 estejam criadas as condições para abandonar, em definitivo, o atual procedimento de reporte via Direção Regional do Turismo, “fazendo com que os Açores sejam a única região com a totalidade dos alojamentos turísticos com os respetivos dados a serem registados, tratados, analisados e disponibilizados online, o que possibilitará uma assertiva gestão da informação, potenciando um melhor planeamento e tomada de decisão”, considera a Secretária Regional da Energia, Turismo e Ambiente.

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23
março

Geoparque Açores - ESMA na fase Regional das Olimpíadas Portuguesas de Geologia

Escrito por Susana Garcia

A Escola Secundária Manuel de Arriaga, participou na Fase Regional da 4ª edição das Olimpíadas Portuguesas de Geologia – OPG.
Das 211 escolas inscritas na edição de 2018, doze eram açorianas.

A Fase Regional da 4.ª edição das Olimpíadas Portuguesas de Geologia - OPG, uma iniciativa da Sociedade Geológica de Portugal (SGP), com o apoio do Ministério de Educação, da Agência e Rede Ciência Viva, do Geoparque Açores, Geoparque Mundial da UNESCO e da International Geoscience Educational Organization decorreu no passado dia 17 de março.
A ESMA encontrava-se entre as dozes escolas secundárias açorianas que marcaram presença nesta edição de 2018, que contou com a participação de 211 estabelecimentos de ensino.
O Geoparque Açores, coordenou a organização da prova da Fase Regional que decorreu em dois locais, na ilha do Pico (na Escola Básica e Secundária de São Roque do Pico) e na ilha de São Miguel (na Universidade dos Açores) e que reuniu 30 alunos (15 em cada local) e respetivos professores acompanhantes.
De modo a enriquecer a experiência, além da prova escrita foi organizado um programa de três dias, que incluiu, tanto no Pico como em São Miguel, diversas visitas de estudo a locais de interesse geológico, com o acompanhamento científico da equipa do Geoparque Açores.
Na Fase Nacional, cuja prova irá decorrer em Estremoz, dias 26 e 27 de maio, serão apurados os estudantes portugueses que irão participar nas International Earth Science Olympiads (IESO) que este ano terão lugar na Tailândia.

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23
março

Deputado do PCP na ALRAA - SATA pratica “boicote” encapotado à ilha do Faial

Escrito por João Paulo Pereira

Nos dias 15 e 16 a representação parlamentar do PCP Açores efectuou uma visita oficial à Ilha do Faial, tendo realizado reuniões de trabalho com a Cooperativa Agrícola Lacticínios do Faial (CALF), a Associação de Agricultores do Faial, a Associação de Jovens Agricultores, o Movimento em Defesa do Aeroporto da Horta e a Administração do Hospital da Horta.
No final dessas reuniões, em conferência de imprensa, deu conta dos resultados obtidos.

Em conferência de imprensa realizada na ilha do Faial no passado dia 16 de março, João Paulo Corvelo, deputado do PCP Açores na Assembleia legislativa Regional, deu conta do resultado das diversas reuniões de trabalho que teve com diversas associações da ilha, nomeadamente com a Cooperativa Agrícola Lacticínios do Faial (CALF), a Associação de Agricultores do Faial, a Associação de Jovens Agricultores, o Movimento em Defesa do Aeroporto da Horta e a Administração do Hospital da Horta, no âmbito de uma visita oficial à ilha.
Considera o deputado regional do PCP que, dessas reuniões, sobressai um conjunto de questões e de problemas “demonstrativos das erradas opções políticas do Governo Regional dos Açores”, nomeadamente no tocante à Ilha do Faial.
Reportando-se aos transportes aéreos, à reunião tida com o Grupo do Aeroporto da Horta e à manifestação agendada, João Paulo Corvelo considera que o PCP “partilha das preocupações que este grupo tem, que é o facto de a ilha do Faial deixar de ser atractiva, apetecível em termos turísticos e em termos de escoamentos dos produtos”.
Para o deputado “o Governo está centralizado e que se prepara para centralizar tudo numa ilha esquecendo as ilhas que necessitam”. Quanto à manifestação concorda com a mesma “pois é uma forma de luta para que o Governo perceba que isto vai travar a economia do Faial”.
Continuando a referir-se aos transportes aéreos, João Paulo Corvelo entende que se assiste no Faial a “um boicote encapotado à ilha por parte do Grupo SATA, com a diminuição de mais de 11.000 lugares no próximo Verão IATA, e com as consequentes dificuldades para exportação e escoamento de produtos como o peixe, o queijo e as flores.
Por outro lado, considera que as elevadas tarifas praticadas para o destino Faial, bem como a falta de promoção adequada do destino Faial e a falta de publicação atempada dos horários “mais não é que uma política para afastamento dos turistas deste destino”.
Quanto ao setor agrícola, apercebeu-se de inúmeros problemas relacionados com o abastecimento de água às explorações, o lastimável estado dos caminhos agrícolas e a falta de apoio governamental para a criação de cortinas de abrigo nos terrenos dos produtores agrícolas.
No domínio dos lacticínios, o deputado regional do PCP salientou que devido às políticas erradas protagonizadas pelo Governo Regional assiste-se a uma “quebra na produção leiteira que nos últimos 14 anos passou de 14 milhões de litros para 11 milhões, devido, sobretudo, à desistência da produção de leite por parte de apreciável número de agricultores”.
“No tocante à produção verifica-se a necessidade da redução dos custos de produção, não à custa dos trabalhadores, mas sim através de uma política de redução dos custos com a energia, nomeadamente com a energia elétrica, da redução do preço do gasóleo, do apoio às energias alternativas e da modernização dos equipamentos”, disse João Paulo Corvelo.
Por fim, no domínio da saúde, espera que o Governo Regional solucione a situação de “36 trabalhadores com vínculos de trabalho precários no Hospital da Horta” e a deslocação de especialistas a esse hospital para realizar consultas.

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23
março

Operação Verão IATA da SATA - José Leonardo contra qualquer programação que represente redução das ligações para o Faial

Escrito por Susana Garcia

No âmbito de uma reunião com a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas o presidente da Câmara Municipal da Horta – CMH, considerou inaceitável que a SATA ainda não tenha disponível a programação das ligações Lisboa-Horta, no Verão IATA 2018 e manifestou-se contra a qualquer operação que apresente uma redução no número de ligações existentes para esta rota, durante este período.
No entanto, no final do encontro, Ana Cunha garantiu que a operação da SATA para o Faial no Verão IATA é superior à utilização do ano passado, salientando, neste sentido, que não irá “haver o aumento pretendido pelo presidente da Câmara para os 14 voos, pelo facto “de esta rota, no ano passado, ter tido um crescimento negativo de -4%, o que representa cerca de 4.600 lugares não utilizados", divulgou.

O presidente da CMH, reuniu esta terça-feira com a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha com vista a analisar as ligações aéreas previstas para o Faial, para o verão IATA 2018.
À saída do encontro José Leonardo Silva, lamentou que nesta altura a SATA ainda não tenha disponível “uma programação para a exploração da rota Lisboa-Horta, no Verão IATA, cujos meses são de maior procura por turistas”, manifestando-se ainda “contra qualquer programação que represente uma redução no número de ligações existentes entre Lisboa e Horta”, durante este período.
O autarca revelou que após esta reunião ficou “aberta uma via de diálogo com o Governo e com a Azores Air Lines para rever não só a operação deste Verão, mas também o valor da tarifa média praticada nas ligações com a Horta”.
Segundo nota da CMH, ficou também acordado, com a responsável pela tutela dos transportes, “manter esta via de diálogo aberta e agendar para setembro, um novo encontro de trabalho para avaliar a operação do Verão IATA 2018 tendo em vista preparar a operação do ano seguinte”.
Para o presidente do executivo camarário é “inaceitável a forma como tem sido explorada a rota Lisboa-Horta e a fraca promoção do destino”, destacando a este respeito “a importância de termos mais companhias a voar para a ilha do Faial, como forma de corresponder às expetativas dos turistas, dos operadores, dos residentes e dos empresários locais”, frisou.
Referindo-se à manifestação popular organizada pelo Grupo do Aeroporto, José Leonardo Silva, esclareceu “o Presidente da Câmara não necessita de estar numa manifestação para dizer ao Governo Regional e à SATA o que pensa sobre o futuro das ligações aéreas na ilha do Faial, muito menos enquanto mantiver aberta uma via de diálogo”, reforçando que “o Presidente da Câmara não foi eleito para participar em manifestações, mas para desempenhar bem o seu papel”.
Sobre este assunto, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas assegurou que a operação da SATA para este Verão apresenta “uma oferta superior à utilização do ano transato”.
Segundo a governante “a operação montada e planeada pela SATA para o Verão IATA de 2018 “baseou-se, de uma forma racional e como é princípio de boa gestão", com base no que foi executado no período homólogo de 2017, salientando que “essa oferta, não só é superior à utilização do ano passado, como ainda tem margem para acomodar um crescimento que, em termos médios a todas as rotas, foi de cerca de 3%”.
De acordo com a Secretária Regional, “na totalidade da operação, ou seja, SATA Air Açores e Azores Airlines, são disponibilizados mais cerca de 55 mil lugares", em relação aos utilizados em 2017.
“Não há aqui qualquer estrangulamento nas acessibilidades à ilha, muito pelo contrário, a oferta é superior à utilização do ano anterior, para homólogos períodos e, portanto, tem ainda, para além disso, margem para acomodação de um crescimento que se quer, e que é o que é saudável para esta ilha e para a nossa Região”, garantiu Ana Cunha.
A respeito das preocupações apresentadas pelo presidente da Câmara a titular da pasta dos transportes adiantou que “nos meses de julho e agosto, que é a principal reivindicação do senhor presidente da Câmara, não há esse aumento, conforme pretendido, para os 14 voos. Prende-se isto com o facto de esta rota, no ano passado, ter tido um crescimento negativo de -4%”, o que representa cerca de 4.600 lugares não utilizados", divulgou.
Ana Cunha, registou ainda que “nesse período de julho e agosto, uma percentagem significativa de voos ficaram com uma taxa de ocupação muito abaixo dos 60% e, portanto, nessa medida, a SATA, o que planeou foi uma oferta mais transversal a todo o verão, ou seja, aumenta, mas considerando o verão IATA, de maio a outubro”, disse.

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23
março

Reunião da CALRE em Bruxelas - Ana Luís apresenta “Declaração conjunta sobre o futuro da Política de Coesão”

Escrito por Flávia Taibo

Decorreu na passada semana, em Bruxelas, a primeira reunião da Conferência das Assembleias Legislativas Regionais da União Europeia - CALRE.
Neste que foi o primeiro encontro do comité desde que presidente da ALRAA foi eleita, Ana Luís apresentou a “Declaração conjunta sobre o futuro da Política de Coesão” que expressa a "forte preocupação da CALRE" relativamente aos cenários de cortes profundos no financiamento da Política de Coesão.

No passado dia 15 de março, Ana Luís presidiu à reunião da Comissão Permanente da CALRE, que teve lugar no Comité das Regiões Europeu, em Bruxelas, onde afirmou que “uma Europa mais forte tem de ter uma Política de Coesão mais forte”.
Ana Luís apresentou, na ocasião, a “Declaração conjunta sobre o futuro da Política de Coesão”, que, segundo nota enviadas às redações, “expressa a forte preocupação da CALRE relativamente aos cenários de cortes profundos no financiamento da Política de Coesão e apela às instituições europeias e aos Estados-Membros que assegurem a existência de uma Política de Coesão forte, com um financiamento adequado e com vista a capacitar as autoridades regionais de fomentar o investimento”. Este documento foi aprovado por unanimidade e vai ser remetido às instituições europeias.
Durante a reunião foi apresentado o Programa de Trabalho da CALRE para o ano de 2018 que se baseia em três pontos fundamentais: fomentar a dimensão política e pública da CALRE, promover as ações dos Parlamentos que integram a CALRE e promover a reflexão do futuro desta Conferência.
Neste sentido foi também apresentado o documento técnico “Reflexão sobre o Futuro da CALRE” que contextualiza a Conferência no conjunto de organismos europeus idênticos e a sua importância para a construção europeia.
Os Coordenadores dos Grupos de Trabalho revelaram ainda os programas e objetivos para o presente ano, sendo o destaque para a apresentação do Secretário-geral do Comité das Regiões Europeu, Jiří Buriánek, que se focou nas atividades desenvolvidas e a desenvolver pela Task Force da Comissão Europeia sobre Subsidiariedade e Proporcionalidade.

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23
março

José Duarte da Silveira - Antigo cabografista lamenta demora na concretização do Museu do Cabo Submarino e do Memorial da Alagoa

Escrito por Susana Garcia

Nos finais do século XIX e durante mais de metade do século XX, a Horta tinha um papel essencial no advento das comunicações mundiais, através dos cabos submarinos que cruzavam oceanos tendo no Faial um importante centro nevrálgico, que trouxe à ilha as Companhias dos Cabos e com elas os alemães, ingleses, irlandeses, canadianos e americanos que marcaram a sociedade da altura e a história faialense.
José Cândido Duarte da Silveira era então um jovem faialense, que se especializou na técnica de cabos submarinos de telecomunicações, atividade que o levou à República Dominicana e Porto Rico, onde veio a exercer as funções de diretor geral do grupo internacional de comunicações da Companhia e onde vive atualmente e assume as funções de Cônsul honorário de Portugal há vários anos.
Ao Tribuna das Ilhas, José Duarte da Silveira recordou os tempos áureos dos cabos submarinos na Horta, que gostaria de ver imortalizados com a criação do Museu e do memorial da Alagoa dos Cabos Submarinos no Faial.

Em pleno século XXI, a facilidade com que nos ligamos ao resto do mundo instantaneamente, comunicando de forma fácil com qualquer ponto desta aldeia global em que se transformou o planeta Terra, faz parecer impossível guardar na lembrança um tempo em que comunicar com o resto do mundo não era tarefa fácil.
Com 83 anos, Duarte da Silveira lembra-se bem desse tempo. Anterior ao seu nascimento, no fim do século XIX, deu-se a instalação dos cabos telegráficos submarinos que, a partir da Horta, ligavam a América e a Europa criando possibilidades de comunicação até então inimagináveis. “Daqui partiam 15 cabos que ligavam a América à Europa. No mundo não havia tanta concentração de cabos como havia aqui na cidade da Horta”, recorda.
Outra particularidade que se verificava no Faial prendia-se com as capacidades dos técnicos. Duarte da Silveira conta que “em Estações que atendiam tráfego de meios grandes como Nova Iorque e Londres havia um engenheiro especialista para a entrada dos cabos nas praias, um engenheiro especialista na receção dos sinais, um na regeneração daqueles sinais... Havia um engenheiro para cada função. Mas no Faial era difícil que eles viessem todos, então vinha um, por certo quase sempre excecional, que conhecia todos os passos e assim nós aprendíamos um pouco de tudo”, lembra, destacando com orgulho a boa impressão que os jovens cabotelegrafistas faialenses causavam nos técnicos estrangeiros que encontravam nas estações para onde tinham sido colocados. “Eles não esperavam que o Faial tivesse pessoas com aquela capacidade. Nos primeiros anos os funcionários estrangeiros que aqui chegavam eram quase todos preparados em Londres, Nova Iorque e em vários sítios do Canadá, até que os locais começaram a aprender a técnica a partir da década de 1940”, refere.
“Nunca vi um engenheiro de laboratório vir instalar equipamentos no Faial. Era o nosso engenheiro chefe que nos ensinava e nós instalávamos e operávamos todos os aparelhos moderníssimos que cá chegavam, seguindo obviamente as devidas instruções que os acompanhava”, conta.
Mais ainda, “dizia-se que o técnico faialense Euclides Rosa, o artista do miolo da figueira, que construía localmente equipamentos sofisticados mais eficientes do que os originais. Não tive o prazer de o conhecer pessoalmente isto porque quando entrei para a Commercial Cable já Euclides Rosa tinha mudado a sua residência para o Brasil”, acrescenta.
O cabo levou José Duarte da Silveira para outros destinos, dos quais recorda vários episódios com tal nitidez que se diria terem sido vividos ontem, e não há décadas atrás: “uma vez, na República Dominicana, havia falta de capital no Governo e não permitiam importações que não fossem essenciais para o país. Estávamos em Santo Domingo e a Central Telex, equipamento crucial no fornecimento de comunicações locais, não tinha mais capacidade de expansão. A lista de espera foi aumentando e como não havia maneira de chegar a nova Central, eu e o Manuel Contente da Silva, um rapaz também aqui do Faial, e apesar de no Faial não termos esse tipo de equipamento, construímos a Central Telex. Fomos pelas lojas comprar resistências e condensadores e dos nossos armazéns onde havia equipamentos velhos fomos tirando peças e conseguimos material suficiente para construir a dita Central”, conta, com orgulho.
Os jovens faialenses que ingressaram nas companhias do Cabo Submarino aproveitaram com empenho os ensinamentos que receberam. Enquanto que os que operavam nas duas companhias americanas, Western Union e Commercial eram formados localmente sobre a direção do engenheiro chefe, os da companhia inglesa Eastern Telegraph eram preparados na escola de Porthcurno no sul da Inglaterra.
Um dos atrativos deste ofício para os rapazes locais era o ordenado, bem diferente do habitual nas outras áreas de atividade que a ilha oferecia: “os nossos ordenados eram altos. Eu, um técnico jovem de 22 anos, tinha uma compensação salarial semelhante à do governador de distrito”, exemplifica.
Os dias dourados do Cabo Submarino prolongaram-se por cerca de 70 anos, até o espectro da Segunda Guerra Mundial levar ao encerramento das companhias, começando pela DAT Alemã em 1943, as americanas Western Union e Commercial, a PT francesa e a Ital Cable na primeira metade da década de 1960, com a inglesa a seguir-lhes as pisadas poucos anos depois. Todavia, como recorda o antigo cabografista, ao cabo submarino seguiram-se outras evoluções nas Comunicações, como as interligações dos cabos em T, as estações de satélite, os cabos coaxiais e finalmente os cabos de fibra óptica atuais.
A este respeito, lamenta que não tivesse existido perspicácia suficiente dos governantes portugueses para se instalar uma estação de satélites no Vale dos Flamengos: “com essa estação e o cabo coaxial na cidade da Horta teríamos feito o mesmo que fizeram os espanhóis nas Canárias, tornando aquele arquipélago num centro importante de comunicações. Mas o nosso Governo foi muito lento”, refere. “Na altura fui a Lisboa voluntariamente, uma vez que fui de férias, para encontrar-me com umas que tinha conhecido através da minha vida profissional para entusiasmá-las, mas foi muito difícil encontrar quem se interessasse pelo coaxial, que como sabemos, mais tarde foi substituído pelos atuais cabos de fibra óptica”, acrescenta.

 

Horta, um importante centro de comunicações

De acordo com José Duarte da Silveira, “o nosso Faial foi, durante estes anos, um centro de comunicações importante durante as guerras e a paz. Foi ótimo para operar os equipamentos do mais avançado que o mundo tinha naquela altura e foi um importante trampolim naquele tempo para as telecomunicações que temos hoje”, entende.
Nessa altura, considera o técnico, o Faial vivia um período áureo quer ao nível económico, quer social, resultado da presença das companhias estrangeiras dos cabos submarinos. Como exemplo o ex cabo telegrafista divulga que “nas décadas de 1920 e 1930 a Horta era uma cidade alegre, viçosa, em que entre as quatro e as seis da tarde, o Largo do Infante tinha um movimento de 400 pessoas”. “Aí se concentravam funcionários das companhias; os que terminavam e os que iniciavam os turnos da tarde. De verão as senhoras vinham tomar aquele último café com os maridos. Conseguir arranjar uma cadeirinha no Café Internacional era uma coisa complicada”, refere. “O Café Internacional foi naquele tempo o local mais bem informado do mundo, onde as notícias de última hora chegavam com a descida dos empregados que constantemente baixavam a tomar café nos momentos de descanso”, acrescenta.
A pequena economia da ilha agradecia a forte circulação de dinheiro, fruto dos ordenados chorudos dos estrangeiros do Cabo Submarino, e os produtores locais prosperavam.
Mas não foi só ao nível económico que a presença das empresas estrangeiras dos cabos submarinos deixou marcas na ilha; também ao nível social, desportivo e cultural as transformações eram bem visíveis. Duarte da Silveira lembra que muitos dos funcionários das companhias estrangeiras casaram por cá, deixando na ilha temas interessantes das suas culturas. “Os alemães, quando reabriram a empresa em 1919, depois da Primeira Guerra Mundial, mandaram quase todos solteiros e muitos casaram cá”, nota.
Culturalmente, havia orquestras, grupos de teatro e cinema, para deliciar estrangeiros e locais. José Duarte da Silveira recorda especialmente o trabalho do Maestro Symaria, do qual ainda bebem as filarmónicas atuais.
A pujança económica foi, para o antigo cabografista, um bom catalizador da vida social e cultural: “não é coincidência que, em 1934, se constrói o emblemático edifício da Sociedade Amor da Pátria, aquela beleza, segundo dizem sem um centavo do governo, só com o apoio dos sócios”, recorda.
José Duarte da Silveira desempenhava funções na Commercial Cable Company, e recorda as portas que esta vida lhe abriu: “como estávamos bem preparados, muitos de nós após o encerramento fomos para Estações de Comunicações na Inglaterra, Lisboa e Sesimbra, São Miguel, Madeira, EUA, Canadá, Caraíbas e América Latina onde de uma maneira geral viemos a assumir cargos gerenciais de relevo”. Ao nosso entrevistado, coube em sortes deixar o Faial para as Caraíbas. “Éramos 42, os funcionários da companhia que foram colocados na modernização das operações nessas paragens: inglesas, escocesas, irlandesas, canadianos, franceses e italianos e português dos quais 14 eram faialenses”.

 

Urge perpetuar a importância dos cabos submarinos na Horta

Em 2009, precisamente 40 anos depois de ter fechado a última companhia na ilha do Faial, um grupo de Antigos Cabografistas, alguns em visita de saudade e outros cidadãos locais, resolveram juntar-se e criar um movimento destinado a recuperar a memória desse tempo.
Nessa altura, encontraram e inventariaram no armazém do Museu da Horta vários equipamentos do tempo pioneiro da telegrafia submarina que tinham sido milagrosamente resgatados pelo Padre Júlio da Rosa. Foi a partir daí que com a dedicada colaboração do Museu da Horta, surgiu a ideia de criarem no Faial um museu dos Cabos Submarinos para enaltecer a Horta daquele tempo. Várias iniciativas têm sido realizadas nesse sentido, no entanto e apesar do esforço “permanente e incondicional” da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta – AAALH, o processo não tem avançado tanto quanto o grupo desejaria.
“Tivemos aqui uma sorte muito interessante. O único equipamento que cá ficou foi o da companhia Inglesa, da Eastern Telegraph. Ora, há um britânico casado com uma faialense que tem um apartamento na cidade da Horta, que gosta de passar férias aqui, muito estimado por todos, e, enquanto a grande maioria dos faialenses foram procurar trabalho noutros mundos, ele, John Ross, continua como técnico, engenheiro chefe e depois diretor, regressa ao instituto da companhia inglesa em Porthcurno como professor, mantendo-se sempre perto desses equipamentos e muito importante com o interesse e dedicação em restaura-los”, conta, elogiando a forma como o britânico conseguiu restaurar um equipamento da antiga companhia, ao ponto de colocá-lo a funcionar e meritoriamente ganhar o primeiro prémio na recente exposição da UIT – União Internacional das Telecomunicações em Lisboa.
Estão, portanto, reunidas todas as condições para instalar um museu. José Duarte da Silveira lembra que a Trinity House, onde funcionava a companhia inglesa, é o local por excelência para recebê-lo, no entanto já lá vão muitos anos desde que a promessa foi feita pelo Executivo Regional, sem que se instale apesar de em certa altura a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores ter aprovado uma quantia, mesmo módica para o museu, que o Executivo açoriano nunca usou.
Em 2017, veio a promessa do diretor regional da Cultura de que o Museu iria concretizar-se, através do Programa Cultural Regional 2020, ocupando não apenas o espaço da companhia inglesa na Trinity House, mas todos os ex espaços operacionais contíguos das outras companhias. Para José Duarte da Silveira, teria sido preferível avançar de forma mais modesta, com uma instalação gradual e colocando ênfase no trabalho já desenvolvido no âmbito da companhia inglesa.
O antigo cabotelegrafista recorda que a diáspora se ofereceu para “estabelecer contactos com outros museus semelhantes, que se disponibilizaram para assinar protocolos com a Direção Regional da Cultura”. No entanto, a Região não tem mostrado interesse nesse sentido, o que, para os antigos cabografistas emigrados, “tem sido muito difícil compreender”, porque além do mais, tem-se perdido oportunidade de se unirem ao Movimento Museológico Cabografista Atlântico e as suas intenções de alcançarem patamar de património da UNESCO.
José Duarte da Silveira garante que o projeto idealizado pelos antigos cabografistas, coordenado e impulsado com imenso trabalho e rigo pela Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta - AAALH, é interessante e interativo, potencial para uma excelente atração turística, permitindo aos visitantes conhecer a história das comunicações desde os fracos sinais telegráficos de 1893 à internet de hoje e o enorme impacto que teve na sociedade faialense, mostrando simultaneamente a Horta desse tempo, juntando-se aos primórdios da aviação transatlântica, culminando com a operação da PanAm e os logros desportivos que durante esses anos eram motivo de orgulho faialense, não só no futebol, mas também no ténis, hóquei, basquetebol, atividades navais…
Como forma de combater a inação da Região, os antigos cabografistas e principalmente a AAALH não baixam os braços e têm desenvolvido muitas atividades desde 2009, “excelentes colóquios”, com o objetivo de destacar a importância que a Horta teve no tempo dos cabos submarinos.
Ainda assim, não é suficiente: “penso que a apatia social e política do Faial tem sido tal que nunca pudemos transmitir a importância disto à maioria da sociedade, filhos e netos dos funcionários dessas companhias”, em que alguns dos quais assumiram cargos de relevo dignos de recordar, sustenta.
Mas a apatia da Região em relação aos projetos relacionados com o Cabo Submarino não se limita ao Museu. Até o Memorial projetado e desenhado pelo Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos, para a foz da Ribeira da Conceição, na Alagoa, local de entrada do primeiro cabo em 1893, teima em não sair do papel. Este Memorial tem a particularidade de expor em simples, mas elegantes placas e bandeiras de todos os países que participaram no projeto cabotelegráfico do Faial, começando por mencionar Portugal como investidor do primeiro cabo, Reino Unido, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Itália, que sem dúvida seria um excelente atrativo turístico para quem nos visita, aí mesmo ao lado do novo Terminal Marítimo.
“O Memorial é uma coisa relativamente barata e inclusivamente oferecemo-nos para contribuir, mas o Governo não quis”, lamenta José Duarte da Silveira, reconhecendo que as mudanças nos elencos governativos na Região também têm contribuído para os atrasos.
“O certo é que os cabografistas faialenses conhecedores de impressionantes museus de comunicações noutros países estão convencidos que a Horta com a sua história cabográfica seria sem dúvida mais valorizada com o seu Museu e o Memorial. Deixar apagar essa memória é lamentável. Gostaria de animar os faialenses a pensarem melhor no seu futuro dando mais força e engenho ao seu presente”, concluiu.

 

TI

‘Trinity House’, onde atualmente funciona a creche "O Castelinho" albergou as três primeiras companhias cabo-telegráficas que se estabeleceram na ilha do Faial

 

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Edíficio onde estavam instaladas várias empresas dos cabos

DR

Largo do Infante na época dos Cabos Submarinos

 

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Alguns ex cabotelegrafistas em 2009 quando foram descobertos os equipamento no Museu da Horta

 

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19
março

ESMA apresenta projeto para aquisição de piano para o auditório António Duarte

Escrito por Susana Garcia

A Escola Secundária Manuel de Arriaga - ESMA, vai apresentar na próxima quarta-feira dia 21 de março, um projeto que tem em vista a angariação de fundos para a aquisição de um piano para o auditório deste estabelecimento de ensino.

O evento que tem lugar no auditório António Duarte da ESMA, entre as 20h30 e às 22h00, é aberto a toda a comunidade e pretende ainda assinalar o Dia Mundial da Poesia, o Dia Internacional da Síndrome de Down, o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial e o Dia da Criatividade Artística.

O lançamento do projeto conta com vários momentos artísticos. Expressões poéticas, coreografias de dança, um recital de poesia e fado fazem parte do programa.

A iniciativa é organizada pela ESMA, com o apoio da Câmara Municipal da Horta, da Santa Casa da Misericórdia da Horta e da APADIF.

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